Jornal dos Desportos

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Djokovic conquista o ATP Finals

24 de Novembro, 2015

Noval Djokovic está actualmente no hall dos melhores jogadores de tênis da história

Fotografia: AFP

Novak Djokovic está impossível na temporada 2015. O sérvio precisou de 1 hora e 20 minutos para vencer Roger Federer por 2 sets a 0 com parciais de 6/3 e 6/4 e conquistou o troféu do Barclays ATP World Tour Finals pela quinta vez - a quarta consecutiva, algo inédito no ténis. Com isto, o número 1 do mundo fecha a temporada com 82 vitórias e apenas seis derrotas. O suíço encerra o ano como número 3 do mundo e amargando outra derrota para o sérvio em uma decisão.

O número 1 do mundo também alcançou a marca de 15 finais consecutivas e mostrou como cresce nos momentos decisivos. Após fazer uma primeira fase apagado e perder para Federer, ele dominou Nadal e o próprio suíço na semifinal e decisão, respectivamente. Além disto, com a vitória deste domingo (22), Novak igualou o retrospecto contra o número 3 do mundo. São 22 vitórias para cada jogador em 44 partidas.

No primeiro set, Djoko se manteve firme. Após um breve equílibrio, o sérvio conquistou a primeira quebra da final, no terceiro game. O melhor tenista da actualidade manteve a vantagem até o nono game, no qual efectuou mais um break e consequentemente, a vitória da parcial, em exatos 40 minutos.A segunda parcial teve uma configuração diferente. Ambos os tenistas confirmaram todos os seus serviços até o décimo game. Nele, Djokovic forçou o break point. O suíço salvou um match point, mas na sequência cedeu a dupla-falta, que sacramentou a vitória em 42 minutos do sérvio.

Ainda em quadra, Novak Djokovic falou sobre a conquista. ‘Roger (Federer) foi melhor do que eu na partida em que fizemos na fase de grupos. Eu precisava mudar algo e alterei. Eu fui mais agressivo nos retornos e tirei bastante tempo dele durante a partida’, afirmou. Sobre a temporada, o sérvio confirmou que é a melhor de sua vida, mas quer um tempo para recarregar as energias e aproveitar a família.

2015 ano para
entrar na história

Passaremos meses, anos e décadas a discutir o que Novak Djokovic fez na temporada de 2015. Número 1 do mundo, mais de 15 mil pontos no ranking (chegou a atingir 16 mil), 15 finais consecutivas, conquistou três Grand Slams, seis Masters 1000 e o Barclays ATP World Tour Finals (11 títulos ao todo). Igualou os seus retrospectos com Rafael Nadal e Roger Federer com quem tem 90 partidas na carreira. Este ano, com toda a certeza, jamais será esquecido por Novak Djokovic.

Novak Djokovic está no hall dos melhores jogadores de tênis da história. Com os seus 10 Grand Slams e 26 Masters 1000,poucos jogadores fizeram o que o sérvio conseguiu. Podemos discutir o quão grande o actual número 1 do mundo é para o desporto, mas ele está entre os melhores que vimos pisar nas quadras. São 12 anos como jogador profissional e com 28 anos, o sérvio não para de crescer. Quando percebeu que estava a ficar um pouco atrás dos adversários, após o excelente ano de Rafael Nadal em 2013, colocou Boris Becker como treinador ao lado de Marian Vanda, com quem está desde de 2006.

Porém, o que fez de 2015 tão especial para Djokovic? Além dos títulos, a forma dominante como destruiu adversários, dominou partidas e conquistou títulos. São 10 Grand Slams na carreira e vai para a próxima temporada com muita vontade para conquistar Roland Garros, o único que ainda não tem e vê um dos seus maiores rivais, Rafael Nadal, dominar o território.

TÉNIS
Roger Federer já pensa na próxima época


Roger Federer não pretende pendurar a raquete tão cedo. Após 17 anos a actuar no circuito profissional, o suíço deixou a quadra depois da derrota para Novak Djokovic na decisão do ATP Finals de Londres, no domingo, já planeando a preparação para a próxima temporada. O ex-número 1 do mundo pretende tirar merecidas férias, mas logo voltará a treinar duro para buscar os seus objetivos.

“Tenho que continuar a treinar duro, sendo sério com as coisas que eu faço. Agora vou descansar, me recuperar, aproveitar minha família, minha mulher. Então, uma vez que eu voltar aos treinos, vou aproveitar essa parte também. Felizmente, encontrei uma maneira de embraçar essa parte ao longo dos anos”, disse o tenista ao site da ATP.

Federer venceu Djokovic na fase de grupos (7/5 e 6/2) na Arena O2, mas não conseguiu repetir o feito na final, foi derrotado por 6/3 e 6/2 e perdeu a chance de voltar ao posto de número 2. O resultado igualou o retrospecto entre os maiores tenistas da atualidade, com 22 triunfos para cada lado. Apesar da derrota, o suíço fez um balanço positivo da sua evolução em 2015.

“Acho que esse ano teve muitas coisas boas no meu jogo. A maneira como sou capaz de jogar na rede agora, como me movimento e me sinto na rede, em particular, são coisas ótimas. Meu serviço esteve mais ou menos consistente. Talvez se eu puder trabalhar um pouco nisso às vezes, seria incrivelmente útil. Trabalharei nisso também", projectou.