Jornal dos Desportos

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Djokovic critica a WADA

12 de Novembro, 2013

O responsável pelo controlo aceitou, mas depois o jogador foi punido. Ele só pode regressar às quadras em Julho de 2014, pelo que cai várias posições no ranking mundial.

Fotografia: AFP

O sérvio Novak Djokovic teceu duras críticas à Federação Internacional de Ténis (ITF) e à Agência Mundial Antidoping (WADA), face à situação do seu compatriota Victor Troicki, que foi suspenso 18 meses por não ter feito exame antidoping quando solicitado durante a disputa do Masters 1.000 de Monte Carlo. Troicki negou-se a fornecer uma amostra de sangue, alegando estar a sentir-se mal. O responsável pelo controlo aceitou, mas depois o jogador foi punido. Ele só pode regressar às quadras em Julho de 2014, pelo que cai várias posições no ranking mundial.

“Victor é um grande amigo. Conheço-o desde os seus oito anos. Estou muito envolvido neste caso. Conversei com ele e com o agente. Esta notícia (manutenção da pena) é muito má para quem vive perto dele. Prova que o sistema da WADA não funciona. O nosso trabalho, como tenistas, é jogar, respeitar e conhecer todas as regras do nosso desporto. Mas quando se é seleccionado para dar amostras de urina e sangue, representantes da WADA devem dar indicações claras e informar sobre as consequências de não fazer o teste. Não fizeram isso. Victor não teve resultado positivo em nenhuma substância”, disse Djokovic.

Em tom bastante sério, o tenista leu alguns documentos e mostrou profundo conhecimento do caso que envolve o amigo. “Ele teve um problema de desmaio. Perguntou se podia adiar por um dia e a responsável aceitou. Ela não revelou as consequências severas que Victor podia sofrer. Por causa da negligência e falta de profissionalismo desta senhora, ele está de fora por um ano. Isso deixa-me inquieto”, disse.