Jornal dos Desportos

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Djokovic desiste de Boris Becker

08 de Dezembro, 2016

Novak Djokovic e Boris Becker chegaram a acordo para o fim da parceria

Fotografia: AFP

O tenista sérvio Novak Djokovic, número dois do ranking mundial, anunciou na segunda-feira que o alemão Boris Becker com quem trabalhou durante três épocas, deixou de ser o seu treinador. "Após três anos muito bem sucedidos, eu e o Boris Becker terminamos a nossa colaboração. Os objectivos que estabelecemos quando começámos a trabalhar juntos foram plenamente alcançados, quero agradecer-lhe a cooperação, trabalho de equipa, dedicação e compromisso", escreveu Djokovic na página do Facebook.

Na declaração publicada naquela rede social, o sérvio perdeu a liderança do ranking mundial para o britânico Andy Murray nas derradeiras semanas da época, sublinhou que  mantém-se concentrado em jogar a um bom nível, escolher um bom planeamento para 2017 e encontrar novas metas para o próximo ano.

Na quinta-feira, o diário alemão 'Bild' noticiou que Becker pode ter feito um ultimato a Djokovic, a obrigá-lo a escolher entre si e o espanhol Pepe Imaz, o treinador que o sérvio contratou na parte final da época e que é  como um guru espiritual. Desde que começou a treinar com Boris Becker em 2014, Djokovic conquistou dois títulos no Open da Austrália (2015 e 2016), dois em Wimbledon (2014 e 2015), um no Open dos Estados Unidos (2015) e um Roland Garros (2016).

Depois de completar o Grand Slam de carreira, com o triunfo na terra batida parisiense no início de Junho, o número dois mundial teve uma segunda parte da época aquém do esperado, não defendeu os títulos de Wimbledon e do Open dos Estados Unidos e perdeu na primeira ronda do torneio olímpico do Rio2016, frente ao argentino Juan Martín del Potro.

REACÇÃO DE BECKER
Entretanto, o antigo tenista alemão Boris Becker admitiu ontem, que os últimos seis meses de treino de Novak Djokovic foram "desafiantes" e que o sérvio devia treinar mais. Becker fez estas declarações depois de terminar a parceria de três anos com o sérvio, na segunda-feira. "O acordo foi mútuo. Uma decisão como esta não acontece da noite para o dia. Os últimos seis meses foram desafiantes a todos os níveis, mas ele [Djokovic] não trabalhou como devia e sabe disso", disse Boris Becker, ex-treinador do sérvio, em entrevista à Sky Sports.

Depois de perder com Sam Querrey, no Grand Slam de Wimbledon, Djokovic apareceu esgotado na conferência de imprensa e Becker recordou que o número dois mundial, de 29 anos, estava a conciliar a vida pessoal com a profissional. "Não sei se teve problemas pessoais. Eu acho que não. Conheci a sua mulher e considero-a muito adorável. Mas eles não passam muito tempo juntos. Eu também passei pelo mesmo há 20 anos" lembrou o alemão, que foi líder do ranking e conquistou seis Grand Slams.

Apesar das falhas de Djokovic na segunda metade de 2016, Becker garantiu que o sérvio continua a ser o tenista mais talentoso e apoia-o no próximo ano. "Estou convencido - e eu sou seu fã número um - que ele recupera a posição número um e voltar a ser o jogador mais dominante na modalidade", referiu.

ATLETISMO
IAAF prolonga suspensão de Davies


A suspensão provisória de Nick Davies, 'braço direito' de Sebastian Coe, presidente da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), foi prolongada até 31 de Janeiro, comunicou ontem a comissão de ética do organismo. Davies está suspenso no âmbito do escândalo de doping com a Rússia e as suas ramificações dentro da própria IAAF. A comissão de ética decidiu prolongar as suspensões de Jane Boulter -Davies, funcionária da IAAF, e Pierre-Yves Garnier, que era responsável dentro da associação pelos passaportes biológicos.

A extensão das suspensões provisórias dos três elementos da IAAF foi decidida de forma a permitir a "conclusão do processo disciplinar de investigação", com a possibilidade de audições, indicou o comité de ética. Nick Davies, Jane-Boulter Davies e Pierre-Yves Garnier são suspeitos de receberem dinheiro da parte de Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da IAAF Lamine Diack, para ocultarem casos de doping na Rússia.