Jornal dos Desportos

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Modalidades

Djokovic e Federer no mesmo grupo

14 de Novembro, 2015

Jogaram uma vez neste ano com vitória de Djokovic que lidera o historial da modalidade

Fotografia: AFP

O sorteio do ATP, World Tour Finals colocou o sérvio Novak Djokovic e o suíço Roger Federer, únicos campeões que disputam esta edição do torneio, no mesmo grupo. Com 21 vitórias para cada lado no confronto directo, o encontro de Londres na próxima semana pode ser o tira-teimas entre eles.

Djokovic chega ao Finals com 22 vitórias consecutivas,  em busca do inédito tetra-campeonato seguido – foi campeão em 2008 e 2012/14. Federer disputa o torneio pelo 14º ano seguido e é o maior vencedor, tanto em número de títulos (6) quanto em vitórias (48-11). Há um ano, eles podiam ter disputado a final na O2 Arena, mas o suíço não pôde entrar em quadra em função da lesão nas costas.

Nesta temporada, Federer foi o único que conseguiu derrotar o líder do ranking mais de uma vez, batendo-o na decisão de Dubai e de Cincinnati. Porém, Djokovic levou à melhor em outras quatro finais – Indian Wells, Roma, Wimbledon e US Open.

A estreia do número 1 do mundo ainda não tem data, mas deve ser contra o japonês Kei Nishikori, que é o oitavo do mundo. Eles  defrontaram-se apenas uma vez neste ano, com vitória de Djokovic, que lidera o historial por 4-2. O japonês foi o único que tirou set do sérvio na arena O2 em 2014, na meia-final, antes de levar um “pneu” na parcial decisiva.

Ainda na primeira ronda, Federer vai carregar o bom historial de 14 - 6 contra o checo Tomas Berdych, cabeça seis. O checo faz a sua sexta aparição seguida no torneio e tem uma curiosidade no historial: em todas as edições, perdeu a estreia e venceu o segundo jogo do grupo. O melhor resultado foi a meia-final em 2011.

Actual quinto colocado no ranking, Rafael Nadal "escapou" dos seus dois principais rivais no sorteio dos grupos do ATP Finals, mas caiu numa chave equilibrada. O espanhol ficou no Grupo B e vai ter como adversários Andy Murray, Stan Wawrinka e David Ferrer na primeira fase do torneio disputado em quadra dura e coberta da O2 Arena em Londres.

Em iniciativa inédita da ATP, o grupo recebe o nome do romeno Ilie Nastase, vencedor por quatro vezes do evento, incluindo um tri -campeonato entre 1971 e 1973 e mais um título em 1975. O Grupo A homenageia Stan Smith, campeão da edição inaugural de 1970, em Tóquio. Nele estão Novak Djokovic, Roger Federer, Tomas Berdych e Kei Nishikori.

Enquanto isso, Nadal lidera o histórico com Murray por 15 -6, mas foi derrotado na única vez que eles  defrontaram-se este ano, na final do Masters 1000 de Madrid em quadra de saibro. A situação com Wawrinka é parecida, o canhoto espanhol tem 13 vitórias e somente três derrotas, mas duas delas aconteceram este ano, incluindo uma na semana passada em Paris. Contra Ferrer, Nadal tem 23 vitórias e seis derrotas.

O Touro Miúra volta à competição depois de não ter participado da edição passada por apendicite. As melhores campanhas do espanhol de 29 anos foram os vice -campeonatos de 2010, contra Federer, e de 2013, diante de Djokovic. Nadal participou apenas seis vezes da competição, com 13 vitórias e 11 derrotas.


Masters fica
em Londres


O Masters, torneio de ténis que reúne no final de época os oito melhores jogadores do ano, vai realizar-se em Londres, até 2018, anunciou o patrão do circuito ATP, Chris Kermode.

"Estamos encantados, por termos concluído um acordo, que vai permitir ao torneio assinalar a sua décima edição consecutiva em Londres, em 2018", declarou Chris Kernode durante o sorteio do torneio, designado oficialmente ATP World Tour Finals e que começa amanhã na capital britânica.

O responsável acrescentou, que "o torneio tem sido um sucesso espectacular desde que passou para a O2 Arena em 2009, gerando recordes de afluência, um ambiente incrível e uma audiência televisiva crescente em todo o mundo, que passou a barreira dos 100 milhões de espectadores, pela primeira vez no ano passado".

As alternativas passavam por deslocar o torneio para a Ásia, onde já foi disputado em Xangai, ou para outro lugar na Europa, mas a ATP optou por mantê-lo no recinto londrino, com capacidade para 20 mil pessoas e que nos anos anteriores, tem estado sistematicamente lotado ao longo dos oito dias de competição.


RÚSSIA
Médica aprova
fama por beleza


A médica Viktoriya Gammeva chamou a atenção pelo seu trabalho, no Spartak de Moscovo, um dos principais clubes russos. No entanto, não foi apenas como médica que se destacou. Ela é modelo e virou destaque nos principais jornais do mundo, por ser bonita. A russa fica feliz com essa repercussão e "carinho".

"Fico muito satisfeita com a atenção que me dão e gosto do amor e respeito a minha pessoa, especialmente, dos fãs de futebol", disse.
Viktoriya revelou que sofre um pouco, por ser bonita, mulher e trabalhar no futebol. Ela sabe que os seus erros são sempre considerados maiores que os dos outros.

"As mulheres não trabalham frequentemente nos desportos profissionais. A  atenção de atletas e fãs criam algumas diferenças no meu trabalho. O meu trabalho é mais acompanhado de perto. Por isso, os erros não são permitidos", afirmou.

A médica russa disse que "por ser mulher, muitas pessoas são superficiais e tendenciosas" ao analisar o seu trabalho.

"Mas sei o que faço. Sigo todas as regras e mostro que não sou apenas uma mulher no futebol, mas sou uma médica especialista", atirou.

Questionada se alguma vez sofreu problemas como Eva Carneiro, ex-médica do Chelsea, a russa revela ter boa relação com a comissão.

"Faço o meu trabalho de forma responsável e não cometo erros. Não tenho problemas com a comissão técnica", disse a russa que tem boa relação com os jogadores também.

"Tenho muitos amigos brasileiros, incluindo jogadores de futebol. Todos  são agradáveis, responsáveis e amigáveis. Estou feliz por trabalhar com os atletas, que eu possa examinar e tratá-los", rematou.

Vitali Moutko
Rússia disposta a criar
nova agência antidoping


 A Rússia está disposta a criar uma nova agência antidoping, declarou na sexta-feira o ministro dos Desportos, Vitali Moutko, depois que a Agência Mundial Antidoping (Wada) acusou o país de estar por trás de um sistema de "doping organizado". "Estamos dispostos a creditar ou criar um novo laboratório a reconstituir o mesmo (incriminado pela Wada)", declarou o ministro, citado pela agência de notícias russa R-Sport


RIO'2016
Presidente do COI quer
atletas russos nos Jogos

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse esperar que a Rússia cumpra com  os regulamentos de doping à tempo, para que os russos possam competir nas provas de atletismo, da Olimpíada do Rio em 2016, apesar dos apelos para que o país seja proibido de participar, em meio das alegações de fraude, apoiadas pelo Estado.

Uma comissão independente, criada pela Agência Mundial Antidoping (Wada), recomendou que a Federação de Atletismo da Rússia seja banida do desporto, após acusações de corrupção generalizada e conluio com autoridades russas, que incluem o encobrimento de testes positivos para uso de doping.

O COI afirmou, a abertura de procedimentos disciplinares e alertou que quaisquer competidores, treinadores ou dirigentes mencionados no relatório da Wada que comprovadamente tenham violado os regulamentos antidoping, podem ser punidos e retirados das medalhas.

Numa entrevista à televisão da Nova Zelândia, na quarta-feira, Bach declarou que não ia especular sobre se os atletas russos deviam ser proibidos de participar das Olimpíadas de 2016. Ele disse , que cabe à Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf), determinar se as sanções são necessárias.

"Não vou especular sobre isso", disse Bach. "Agora, temos essa questão sobre o atletismo. A federação internacional vai tirar a sua conclusão e tomar as medidas necessárias."