Jornal dos Desportos

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Djokovic rompe com treinador

06 de Maio, 2017

Djokovic garante a “terapia de choque” ajuda a obter melhores resultados

Fotografia: AFP

O tenista sérvio Novak Djokovic, segundo da hierarquia mundial, anunciou que vai deixar de ser treinado por Marian Vadja, com quem trabalha há 12 anos, com o objectivo de “aumentar o nível de jogo”.

Numa nota divulgada no seu site, na internet, Djokovic anunciou também o fim da relação profissional com o preparador físico, Gebhard Phil Gritsch, e com o fisioterapeuta, Miljan Amanovic.

“Não foi uma decisão fácil, todos sentimos que é preciso mudar. Estou muito grato e orgulhoso pelo que fizemos juntos”, afirmou Djokovic, que em Novembro perdeu para Andy Murray a liderança do ‘ranking’ ATP, que ocupava desde Julho de 2011.

Djokovic garantiu estar convencido, de que esta “terapia de choque” o ajude a obter melhores resultados: “Quero continuar a aumentar o meu nível de jogo, e a minha capacidade de resistência. Este, é um processo contínuo”.

Segundo o comunicado, o sérvio, de 29 anos, “era preciso fazer uma mudança para introduzir novas energias e aumentar o nível de jogo”. No mesmo comunicado, Marian Vajda agradeceu em nome de toda a equipa, garantiu que todos “viveram e respiraram os sonhos” do tenista.“Chegamos a um ponto, em que todos percebemos, que é preciso energia nova na equipa. Novak pode fazer muito mais, tenho a certeza de que vai fazê-lo. Estou convencido, de que vai permanecer no topo do ténis mundial, por muitos anos”, afirmou o treinador

Rafael Nadal prevê
 recuperação

Com Roger Federer e Rafael Nadal a dominar as quadras, o circuito profissional do ténis parece voltar no tempo, em 2017. Mas isso, não significa, que os líderes da última temporada estejam mortos. Para Nadal, Andy Murray e Novak Djokovic, com certeza vão recuperar-se da má fase, e  reencontrar-se com as boas actuações, logo mais.

“Por algum motivo, eles são número 1 e 2, do mundo. Se eles não recuperarem o nível nos próximos torneios ,vai ser um pouco mais à frente, cedo ou tarde, isso vai acontecer”, afirmou o espanhol que novamente está a fazer história, na temporada de saibro do circuito.No último mês, o canhoto de 30 anos conquistou pela décima vez o Masters 1000 de Monte Carlo, e o ATP 500 de Barcelona. O Touro Miúra pode  fazer história em Roland Garros, onde também vai procurar o seu deca-campeonato.

“Estou muito contente de ter vencido em Monte Carlo, e Barcelona, porque  permite-me encarar os torneios de Madrid, Roma e Paris, preparado para competir.Depois de duas semanas positivas, agora, estou a trabalhar para chegar bem às próximas competições”, acrescentou Nadal. Além do belo êxito no saibro, Nadal foi finalista do Open da Austrália, primeiro Slam do ano, e do Masters de Miami, perdeu ambas as finais para o seu eterno rival Roger Federer. O tenista chegou à final do ATP 500 de Acapulco, mas acabou derrotado pelo estadunidense Sam Querrey.

“Estou bem, e o meu objectivo é fazer com que o meu nível de jogo e competitividade sigam, em alta. Ficaria muito feliz com a possibilidade de vencer Roland Garros, mas só de ganhar Monte Carlo e Barcelona foi mais do que suficiente para mim”, completou o tenista.