Jornal dos Desportos

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Djokovik relembra guerra dos balcãs

03 de Junho, 2014

O seu ídolo sempre foi Pete Sampras. Aos 12 anos, treinou na escola de Niki Pilic em Munique, na qual permaneceu até aos 14 anos. Fala sérvio, alemão, inglês e italiano.

Fotografia: AFP

O sérvio Novak Djokovic afirmou no domingo, que a experiência da guerra das Bálcãs que viveu quando era criança, ensiou a ter fé em si e  na vida   convencer-se  de que tudo pode mudar e nada está garantido. "Sei o que é não ter nada, começar do zero", disse o sérvio após qualificar-se para  os quartos-de-final da Roland Garros ao derrotar por três sets o francês Jo-Wilfried Tsonga.

O tenista de Belgrado que é o segundo no ranking da ATP, resumiu dessa maneira uma experiência que não deseja "a nenhum ser humano"quando respondeu a uma pergunta sobre o seu livro "Serve to Win"."Não se pode fazer nada se há bombardeios durante dois meses e meio.

Portanto, só rezávamos para terminar  a agonia na qual morreram muitos civis e  muita gente perdeu as suas casas", acrescentou Djokovic. aNo entanto, o tenista de Belgrado, de 27 anos, também encontrou aspectos positivos na  experiência "devastadora" que o ajudou a ter uma grande "força mental", comentou.

"Minha personalidade ficou marcada de uma maneira incrível, de modo que já não tinha tanto medo. Após temer pela minha vida e a de amigos e parentes, não há muitas coisas que  assustem", resumiu. Mas Djokvic não  falou só do conflito, comentou a  próxima partida em que vai denfrontar  o canadiano Milos Raonic, oitavo do mundo e um dos melhores serviços do circuito. "Ele vai servir acima dos 200 quilómetros toda a partida, mas estou preparado", comentou Djokovic.

"Ele está no 'top ten' e tem um dos melhores serviços do mundo. Melhorou muito no fundo da quadra. Ele sente mais confiança e isso é notável", acrescentou o sérvio. Djokovic ganhou a Raonic nas duas ocasiões nas quais se denfrontaram, sempre no saibro. Novak "Nole" Djokovic é um tenista profissional sérvio, líder em duas ocasiões e actual número dois do Ranking da ATP. 

Os seus apelidos são Nole e Djoker. Começou a jogar ténis aos quatro anos de idade, e fez a sua estreia profissional aos 16 anos. Os seus pais, Srđan e Dijana, têm há 15 anos uma pizzaria-creperia nas montanhas da Sérvia. O tio, o pai e uma  tia foram esquiadores profissionais e o pai também foi um excelente jogador de futebol. A família que tem paixão  pelo desporto sempre lhe deu muito apoio e ânimo na hora de escolher a carreira desportiva.

Os  irmãos mais novos, Marko e Dorde, estão ainda na escola, e ambos jogam ténis. O seu ídolo sempre foi Pete Sampras. Aos 12 anos, treinou na escola de Niki Pilic em Munique, na qual permaneceu até aos 14 anos. Fala sérvio, alemão, inglês e italiano.