Jornal dos Desportos

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Dovizioso fala em motivao extra para bater Jorge Lorenzo

21 de Maio, 2016

Italiano mostrou alvio pelo anncio e est motivado para bater o espanhol em condies de igualdade no ano que vem

Fotografia: AFP

Andrea Dovizioso está bem animado com a oportunidade de ter Jorge Lorenzo como companheiro de equipa e, consequentemente, com a possibilidade de bater o espanhol em 2017. O italiano revelou alívio com a renovação de contrato.

Andrea Dovizioso já está confirmado ao lado de Jorge Lorenzo na Ducati para a temporada 2017 da MotoGP. Na quinta-feira (19), o italiano mostrou-se aliviado pelo anúncio e motivado para bater o espanhol em condições de igualdade no ano que vem.

Dovizioso falou em tom de alívio por ter vencido a disputa com Andrea Iannone e renovado com a Ducati, explicando que finalmente poderá focar somente no seu desempenho nas pistas.

 "Estou muito satisfeito por ter renovado e agora bem mais tranquilo para poder me concentrar exclusivamente na minha corrida de casa que vai ser muito importante para nós e para nosso futuro", disse.

O piloto exaltou o crescimento da Ducati nas últimas temporadas, reconheceu que a equipa queria ir mais longe em 2016, mas mostrou total confiança no projecto dos italianos.

 "Eu acho que o trabalho que nós fizemos nos últimos três anos e meio foi muito importante. Começamos numa situação bem delicada e hoje somos muito velozes. Talvez a gente esperasse mais desse ano, mas dá para dizer que já passamos do meio do caminho. Temos boa velocidade, restam alguns detalhes para sermos mais competitivos. Confio bastante nesse projecto, falta um último passo, vamos seguir trabalhando duro", continuou.

Segundo o italiano, a chance de poder bater Lorenzo com a mesma moto é algo que o motiva ainda mais.

"Um aspecto que me estimula muito para o ano que vem é ter a possibilidade de bater Lorenzo com a mesma moto. Nós começamos juntos quando éramos muito novos, fomos subindo de categoria juntos e, depois de tantos anos, é muito bom competir em condições de igualdade", afirmou.

 Dovizioso reconheceu que Lorenzo será o centro das atenções na equipa em 2017, mas acredita que a Ducati vai manter a postura de dar condições iguais aos dois pilotos.

"Lorenzo venceu vários campeonatos, é normal que tratem ele como uma grande estrela. Mas eu estou na Ducati há muito tempo, eles sempre me deram condições iguais às dos demais pilotos, me conhecem bem e sabem do meu potencial", completou.

 Com três abandonos nas três últimas provas e um 13º lugar em que literalmente teve de empurrar a moto, Dovizioso vem apenas em 11º na classificação da temporada 2016, tendo anotado 23 pontos.


Reconhecimento
Director da Yamaha admite conversa com Dani Pedrosa


O director da Yamaha, Lin Jarvis admitiu que Dani Pedrosa era o plano da B da casa de Iwata, mas frisou que Maverick Viñales sempre foi a primeira opção da equipa. O dirigente destacou que Valentino Rossi não influenciou na decisão do substituto de Jorge Lorenzo.

Depois de algumas semanas de mistério, a Yamaha anunciou nesta quinta-feira (19) que Maverick Viñales será companheiro de Valentino Rossi nas próximas duas temporadas da MotoGP. O  número 25 substitui Jorge Lorenzo, que vai guiar pela Ducati no próximo biénio.

 Falando à imprensa em Mugello, Lin Jarvis, director da Yamaha, celebrou a chegada de Viñales e afirmou que, após a confirmação da saída de Lorenzo, a equipa tinha duas opções: um piloto experiente para trazer resultados ou um jovem para garantir o futuro da equipa.

"Pessoalmente, estou muito contente com essa decisão”, começou Jarvis. “Quando perdemos um campeão como Lorenzo, é muito difícil encontrar um substituto com seu potencial e sua experiência que possa obter seus resultados. Assim, pensávamos que tínhamos dois caminhos para substituir Jorge: um piloto experiente para assegurar os resultados ou um jovem com grande potencial para o futuro. Escolhemos essa segunda opção”, seguiu.

"O que eu mais gosto em Maverick como piloto é a sua decisão de querer ser campeão do mundo”, apontou. “Ele não está aqui por dinheiro, porque poderia ter uma melhor oferta económica em outro lugar. Mas ele decidiu vir, pois crê que pode ser campeão do mundo com a Yamaha”, frisou.

 Além disso, Jarvis reconheceu que chegou a conversar com Dani Pedrosa, mas negou que tenha feito alguma espécie de acerto, como chegou a ser anunciado pelo jornal espanhol ‘El País’.

  “A nossa intenção era seguir com Jorge, mas quando ele foi para a Ducati, a nossa primeira opção sempre foi Viñales. Era o objectivo número um e isso não mudou”, ressaltou. “Dani era nossa outra via para substituir Jorge, a de um piloto experiente. Falamos com Pedrosa, assim como com Maverick, mas nunca fechamos nada com ele. Eu li os rumores e muita gente me perguntou em Le Mans, mas não era verdade. Não sei quais eram as fontes dessa história”, comentou.


Mudança
Iannone revela interesse  da Ducati


Andrea Iannone revelou quinta-feira (19) que poderia continuar na Ducati nos próximos dois anos, mas não ficou satisfeito com o contrato que lhe foi oferecido. O italiano fechou um contrato com a Suzuki para substituir Maverick Viñales, enquanto Andrea Dovizioso fica em Bolonha para ser companheiro de Jorge Lorenzo.

 Falando à imprensa durante uma entrevista em Mugello, Andrea contou que teve hipótese de ficar na Ducati, mas não revelou quais foram as condições que lhe foram oferecidas.

Contrato
Viñales pode deixar Suzuki


Maverick Viñales mostrou carinho pela Suzuki e afirmou que será difícil deixar a equipa ao fim da temporada. Espanhol avaliou, entretanto, que a Yamaha é a escolha certa para o seu futuro.

Maverick Viñales demorou para tomar uma decisão, mas acabou superando as dúvidas e decidiu fechar com a Yamaha para as temporadas 2017 e 2018 da MotoGP. O número 25 foi confirmado como substituto de Jorge Lorenzo na quinta-feira.

Falando à imprensa nesta tarde, Maverick mostrou gratidão pela oportunidade que recebeu na Suzuki e afirmou que vai ser difícil deixar a equipa no fim do ano.

"honestamente depois de Le Mans, a decisão já estava bem clara na minha cabeça”, contou Viñales. “Eu respeito muito a Suzuki e queria dizer a eles rapidamente”, seguiu.

 Vai ser muito difícil deixar a Suzuki no próximo ano, porque eles sempre foram óptimos para mim e sempre me trataram realmente bem, me tratando com um piloto incrível”, relatou. “Foi importante ter visto este respeito”, comentou.

 Além disso, o piloto de 21 anos afirmou que a mudança para a Yamaha é o passo certo nesse ponto da sua carreira.

"Nós estamos bem felizes. Eu preciso crescer e o caminho que vou tomar vai dar um salto na minha carreira, então estou feliz e realmente motivado”, declarou. “Considerei o progresso que a Suzuki fez em um único ano, mas, no fim, decidi, porque preciso crescer”, defendeu.

 “A Yamaha pode me dar as coisas que preciso para dar esse passo na minha carreira”, defendeu.

 Por fim, Viñales também comentou a chegada de Andrea Iannone na Suzuki e contou que acreditava que sua mudança para a Yamaha fosse apressar o acordo entre a equipa de Hamamatsu e Aleix Espargaró.

 A Suzuki já começou a conversar com o catalão, mas o piloto não escondeu a sua decepção por outro piloto chegar a equipa antes de ter situação definida. Além disso, nomes como Álex Rins e Johann Zarco também interessam a equipa comandado por Davide Brivio.

 “Se eles mantiveram o Aleix, será uma equipa realmente forte, mas eles precisam olhar para o futuro e Rins também é um piloto forte”, ponderou Maverick. “Eles têm de pensar muito no que precisam: experiência ou um novo talento”, concluiu.


MOTO2
Johann Zarco foi o mais rápido


O piloto francês Johann Zarco, campeão do mundo de Moto2, foi ontem o mais rápido nos treinos livres para o Grande Prémio da Itália da categoria, sexta prova do Campeonato do Mundo de motociclismo de velocidade.

O alemão Sandro Cortese, em Kalex, conseguiu a segunda melhor marca, seguido do Takaaki Nakagami, ainda em Kalex. O líder do Campeonato do Mundo de Moto2, o espanhol Alex Rins, sempre em Kalex, obteve a 11.ª melhor marca do dia, a 355 centésimos de Zarco.

O piloto português Miguel Oliveira, aos comandos de uma Kalex, foi o 17.º mais rápido. O vice-campeão mundial de Moto3, que subiu este ano à categoria intermédia, cumpriu a sua melhor volta ao circuito de Mugello – onde no ano passado venceu a corrida da classe inferior - com o tempo de 1.53,651 minutos, durante a segunda e última sessão de treinos livres.

Oliveira, que na primeira sessão ‘rodou’ em 1.55,532 minutos, gastou mais 707 centésimos do que o francês Johann Zarco.


EM MUGELLO
Lorenzo e Márquez
com guarda-costas


O conturbado final da temporada 2015 da MotoGP tem mais um capítulo em Mugello, sede do GP da Itália deste ano: Jorge Lorenzo e Marc Márquez terão um guarda-costas para cada um durante o final de semana da prova na "casa" de Valentino Rossi.

Como se viu especialmente nos GPs do Qatar, Argentina e da França, Lorenzo e Márquez foram alvo de vaias durante tais etapas, vaias estas emitidas pelos fãs de Rossi, que ainda não aceitaram o que aconteceu na recta final de 2015.

Acredita-se que, em escala mundial, oito em cada dez pessoas que acompanham a MotoGP apoiam Rossi, proporção que salta para nove entre dez quando a pesquisa se restringe ao território italiano.

Por isso a preocupação com a integridade física da dupla espanhola, que além da protecção extra, evitará aparecer em eventos públicos - nenhum dos dois tem eventos de patrocinadores marcados para o final de semana em Mugello.

Apesar da ausência de eventos de patrocinadores, Lorenzo terá o apoio de 100 membros do fã-clube na pista italiana. Márquez, por sua vez, não terá ninguém. “30 membros virão de avião directo da Espanha, 30 já moram na Itália, outros 30 virão de diferentes países e 10 virão de moto", disse um membro do staff do actual campeão ao.

Embora tenha dito que o nível de segurança em Mugello segue o padrão adoptado nas demais etapas da temporada, Helios Xaudaro, director de eventos da Dorna, organizadora da MotoGP, revelou que a dupla espanhola terá um guarda-costas para cada um.

"Solicitamos à companhia alemã que cuida da segurança para nós que nos disponibilizasse mais dois funcionários. Lorenzo e Márquez terão um guarda-costas cada, que estarão prontos e terão carta branca para agir em caso de necessidade", afirmou Xaudaro.

Além dos espanhóis de Honda e Yamaha, um terceiro guarda-costas foi designado para cuidar de Álex Márquez, irmão de Marc e piloto da Moto2. Por fim, a Dorna irá ampliar a vigilância na área dos motorhomes: normalmente, só há efectivo durante o dia, mas em Mugello a segurança estará presente o tempo todo.