Jornal dos Desportos

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Dovizioso vence em Mentmeló

11 de Junho, 2017

Andrea Dovizioso negou aos espanhóis completarem o domínio em Montmeló

Fotografia: AFP

Depois do triunfo em Mugello, Andrea Dovizioso não parecia muito confiante nas suas possibilidades em relação ao Mundial, porém, deve ter mudado de opinião ontem. Impecável no forte calor de Montmeló, o italiano estragou a festa da claque espanhola, impediu um terceiro triunfo de pilotos da casa, no GP da Catalunha, ao bater a dupla da Honda e conquistar a segunda vitória na época 2017.

Mesmo a largar em sétimo, Dovizioso foi rápido ao escalar o pelotão e passou a lutar pela liderança, praticamente o tempo todo. Depois de uma breve liderança de Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa assumiu o comando e contornou bem todas as tentativas de Andrea. A nove voltas para o fim, o número 4 lançou um ataque decisivo e tomou a liderança de Pedrosa, para não ser mais incomodado. A acompanhar a luta na primeira fila da plateia, Marc Márquez não esperou muito, lançou-se para cima do companheiro de Honda, e tomou o terceiro lugar.

Lorenzo chegou a descer para o oitavo posto, depois de perder cinco posições no intervalo de duas voltas, todavia, escalou o pelotão na parte final da corrida, e recebeu a bandeira axadrezada em quarto. Johann Zarco também aproveitou a volta final para bater Jonas Folger, por 0s083 e garantir o rótulo de melhor Yamaha, em Montmeló. Álvaro Bautista ficou com o sétimo lugar.

A debater-se com os pneus ao longo de todo o fim de semana, a equipa oficial da Yamaha voltou a apresentar uma performance ruim, como a do Jerez. Valentino Rossi até exibiu um ritmo forte nas primeiras voltas, mas o desgaste do pneu médio tirou o ritmo ao italiano, que recebeu a bandeira em oitavo, depois de subir uma posição com um tombo de Danilo Petrucci na penúltima volta. Héctor Barberá aparece em seguida ao italiano, depois de bater Maverick Viñales também nas voltas finais. O líder do Mundial parou para verificar o pneu traseiro antes de voltar as boxes.

Com o resultado de ontem, Viñales perdeu boa parte da sua vantagem no topo da tabela. Antes, o número 25 tinha 26 pontos de vantagem sobre Andrea Dovizioso. Agora, são apenas sete.  Marc Márquez é terceiro, vem outros 16 pontos atrás, à frente de Dani Pedrosa. Valentino Rossi caiu para a quarta posição, 28 pontos atrás do companheiro de Yamaha.

A CORRIDA
Pela segunda vez no ano, Dani Pedrosa tinha a pole -position à frente de Jorge Lorenzo, que estreou na primeira fila com a Ducati, mas tem nove 2 top-3 consecutivos na grelha de Montmeló. Danilo Petrucci completou a primeira linha da grelha. Depois de duas quedas na classificação, Marc Márquez sai em quarto, à frente de Aleix Espargaró, igualou a melhor grelha da Aprilia na era da MotoGP: um quinto lugar de Regis Laconi em Mugello em 2002. Héctor Barberá fechou o top-6.

Estreante na MotoGP, Jonas Folger aparece como melhor Yamaha, em oitavo, à frente de Maverick Viñales. Valentino Rossi vem em 13º, a pior grelha em pista seca com a YZR-M1 desde o 17º posto em Valência em 2007, quando caiu na classificação.No instante em que as luzes se apagaram, na recta de Montmeló, os 99.873 espectadores viram Pedrosa fazer uma boa tracção e manter a liderança, com Jorge Lorenzo em segundo e Marc Márquez em terceiro. Petrucci atrapalhou-se e caiu para 11º, atrás de Valentino Rossi.

Em meados da primeira volta, Jorge Lorenzo atacou Pedrosa por dentro e assumiu a liderança, e abriu 0s2 de vantagem sobre o número 26. Marc Márquez também foi para cima do companheiro de equipa e instalou-se em segundo. Atrás, Petrucci começou a escalar o pelotão e instalou-se em oitavo, à frente de Miller, Barberá, Redding, Zarco e Rossi. Viñales era 15º.

Ao fim da segunda volta, Lorenzo tinha 0s456 de vantagem sobre Márquez, que estava 0s3 à frente de Dani Pedrosa. Dovizioso também vinha por perto. Mais atrás, Folger instalou-se em quinto, como a melhor Yamaha. Nos primeiros minutos da corrida, a direcção de prova anunciou que ia avaliar o incidente entre Petrucci e Márquez na largada, já que o titular da Pramac quase atingiu o espanhol. Enquanto isso, Rossi conseguiu avançar para o décimo posto numa manobra dupla para cima de Miller e Barberá, que tentou defender-se e escapou da pista. Caiu para a 14ª posição.

Mais à frente, Dovizioso já ia colado em Pedrosa, pressionou o terceiro posto. Enquanto isso, Petrucci passou Aleix e tomou o sexto lugar, já 1s1 atrás de Folger. Zarco atacou Bautista pela oitava posição, mas levou o troco quase imediatamente. Sem ritmo, Viñales ia isolado em 15º, 1s atrás de Cructhlow e 1s6 à frente de Bautista.

Na quarta volta da corrida, Rossi era quem tinha um ritmo melhor: 1min46s068 contra 1min46s363 de Márquez. Na volta seguinte, Márquez colou em Lorenzo na recta, mas o piloto da Ducati conseguiu manter a liderança. Mais atrás, Bautista passou Aleix pela sétima colocação, com Rossi subindo para oitavo depois de despachar Zarco.

REVÉS NA CATALUNHA
Viñales vê vencedor encurtar diferença


O novo revés da Yamaha em território espanhol, custou caro a Maverick Viñales. Com problemas para encontrar a aderência ao longo de todo o fim de semana, o número 25 não conseguiu nada mais do que o décimo posto no GP da Catalunha,  e viu a sua vantagem na liderança cair. Depois do GP da Itália, Viñales abriu 26 pontos de vantagem sobre Andrea Dovizioso na classificação, mas a segunda vitória consecutiva do italiano da Ducati, aliada à performance ruim da Yamaha, fez essa margem cair sete pontos.

Marc Márquez saiu de Mugello 37 pontos atrás de Viñales, também deu um salto importante e  aparece em terceiro na tabela, com 23 de atraso. Dani Pedrosa ocupa o quarto posto na classificação, com um total de 84 pontos. Valentino Rossi perdeu uma posição na tabela de classificação. Agora, tem o quinto posto, mas reduziu o  atraso em relação ao companheiro de equipa de 30 para 28 pontos. Com oito pontos a menos que o número 46 em 2017, Johann Zarco aparece em sexto na tabela, à frente de Jorge Lorenzo, Jonas Folger e Cal Crutchlow. Danilo Petrucci completa um top-10 separado por 69 pontos.

MUNDIAL DE CONSTRUTORES

No Mundial de Construtores, a ordem das fábricas continua inalterada, mas Honda e Ducati tiveram um ganho importante em relação à Yamaha. A casa de Iwata foi a 139 pontos, 14 a mais que a rival de Hamamatsu, a segunda classificada. A marca de Borgo Panigale tem a terceira posição, e derrubou a diferença de 31 para 17 pontos.


MUNDIAL DE EQUIPAS
Assim como aconteceu com o Mundial de Construtores, a disputa entre as equipas também sentiu o revés da Yamaha. A marca dos três diapasões continua na liderança, mas viu a Honda reduzir o atraso de 44 pontos, depois de Mugello, para 22. Terceira, a Ducati tem 31 pontos a menos que a líder.

MOTO2
Aléx Márquez
domina Barcelona


Álex Márquez teve uma performance dominante ontem, em Barcelona. A largar na pole, o espanhol fez uma óptima saída e disparou na liderança, sem tomar conhecimento da presença dos rivais. A exibir um ritmo fortíssimo ao longo das 23 voltas da disputa, especialmente nas primeiras voltas, Álex não foi incomodado pelos demais e recebeu a bandeira com 3s525 de vantagem sobre Mattia Pasini, o segundo classificado.

Tom Luthi não se deu bem na largada,  chegou a descer para o sétimo lugar, mas foi paciente para escalar o pelotão e ficou com o terceiro posto, após bater Franco Morbidelli. Na disputa com o suíço, Franco deu uma ligeira balançada e facilitou a ultrapassagem de Miguel Oliveira. Na metade final da disputa, Lorenzo Baldassarri também passou Morbidelli, que não tinha um bom ritmo no forte calor de Montmeló, e caiu para sexto. Jorge Navarro acabou na sétima posição, à frente de Fabio Quartararo, Xavi Vierge e Hafizh Syahrin.

Com o resultado, a vantagem de Morbidelli na liderança do Mundial cai de 13 para  sete pontos em relação a Luthi. Terceiro na classificação, Márquez  tem 20 pontos de atraso para o companheiro de Marc VDS. Oliveira e Pasini completam o top-5.Com o sol a brilhar mais forte no céu de Montmeló, a temperatura subiu mais. Na hora da largada da Moto2, os termómetros marcavam 33°C, com o asfalto a alcançar 47°C. A velocidade do vento estava na casa dos 6 km/h.

Pela segunda vez no ano, a pole -position era de Álex Márquez, que largou à frente de Mattia Pasini e Lorenzo Baldassarri. Líder do Mundial, Franco Morbidelli teve a pior classificação do ano e sai em sexto. Quando as luzes se apagaram, Márquez saiu muito bem e manteve a liderança, com Morbiedlli a aparecer para dividir a primeira curva com Pasini e Luthi e ficar com o segundo posto. Tom teve de cortar a curva e caiu para o sétimo posto.

Antes mesmo de completar a primeira volta, Pasini passou Morbidelli, mas levou o troco pouco depois. Enquanto isso, Marc Márquez abriu 0s9 de vantagem.Na abertura da segunda volta, Márquez já tinha mais de 1s de vantagem sobre Morbidelli, que atrasou a travagem na curva um, para segurar Pasini. O experiente italiano, porém, reagiu metros depois e tomou a posição de Franco. Oliveira vinha em quarto, não muito atrás. Baldassarri, Luthi e Nakagami completavam o pelotão.

A imprimir um ritmo fortíssimo, com direito a melhor volta da corrida em 1min49s712, Álex abriu mais de 2s5 de margem para Morbidelli em meados da terceira volta. Enquanto Márquez abria mais e mais na liderança, Morbidelli continuava ocupado a defender a segunda posição de Pasini. Quarto, Oliveira vinha ligeiramente mais afastado, já pressionado por Luthi e Baldassarri.