Jornal dos Desportos

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Ducati promete título

15 de Março, 2017

Diversos outros famosos apareceram na comemoração, que tinha notas de cem dólares com o rosto de Floyd estampado e penduradas numa árvore de dinheiro

Fotografia: AFP

O chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna, reconhceu que a Ducati ainda não está em condições de lutar pelo título da MotoGP. O dirigente começou o ano a destacar que a casa de Bolonha tinha eliminado todas as desculpas ao contratar Jorge Lorenzo, mas agora admite que ainda precisa melhorar um pouco mais a performance da Desmosedici.

A Ducati fechou a última série de testes colectivos da pré-época com Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo no top-5 combinado. O italiano ficou em segundo, 0s071 atrás do líder Maverick Viñales, enquanto o espanhol fez o quarto melhor registo, 0s189 mais lento que o líder.

Em entrevista à emissora espanhola Movistar, Dall’Igna reconheceu que a Ducati traçou um objectivo difícil, mas garantiu que a fábrica de Bolonha não vai descansar até voltar à lutar na liderança da MotoGP.

“Evidentemente, o nosso objectivo é chegar à frente de todo o mundo. Um objectivo difícil, dificílimo, mas foi o que traçamos. Até estarmos à frente com um dos nossos pilotos, não vamos descansar”, disse Dall’Igna.

O responsável reiterou que estão \"contentes\" com o trabalho realizado por Dovizioso nesta pré-época.  \"Creio que, especialmente em Sepang e no Qatar no primeiro dia, fez um bom teste e nos deu comentários valiosos sobre o desenvolvimento que fizemos na moto”, elogiou.

Dall’Igna realçou que “no caso de Jorge, ainda resta trabalho a fazer\". \"Estou muito contente do que fizemos juntos. Creio que vamos conseguir chegar a tempo de exprimir todas as qualidades da nossa moto e vamos tentar reduzir os aspectos negativos”, opinou. Dall’Igna falou mais um vez sobre a exótica carenagem da Ducati e disse estar satisfeito com o resultado do primeiro teste.

“Estou bastante contente com os resultados obtidos com a nova carenagem. Aqui só se trava de colectar dados sobre o que se adiciona. Estou satisfeito, porque as simulações feitas reflectem bastante os primeiros resultados que obtivemos”, contou. Dall’Igna assegurou: \"Está claro que vamos ter de trabalhar para analisar melhor os dados, mas, obviamente, a carenagem tem aspectos positivos e negativos, nos quais vamos ter de trabalhar para reduzi-los”.

Sob o ponto de vista da aceleração, \"a carenagem vai bem\". Por outro lado, \"sob o ponto de vista aerodinâmico puro, de velocidade pura e por alguns problemas no centro da curva\", explicou que \"têm de ajustar algumas coisas”. “As aletas são como todas as peças da moto, quando faz uma modificação, consegue ganhar em alguns pontos e perder noutros; é normal e também acontecia com as asas.

É preciso tentar reduzir o negativo ao máximo. No ano passado, fizemos um grande trabalho com as asas e com o compromisso global que conseguimos obter. Este ano, estamos nas primeiras fases de soluções aerodinâmicas e confio que isso nos ajude a melhorar em geral”, comentou.

Gigi também reconheceu a dificuldade do desafio de Lorenzo, que passou a carreira toda com a Yamaha e encara a sua primeira época com a Desmosedici.

“Lorenzo está a fazer um trabalho difícil. Mudar de moto é complicado, especialmente, se esteve sempre com a mesma, como é o seu caso, e esteve sempre com as mesmas pessoas”, ponderou.  Dall’Igna realçou que Lorenzo fez uma \"grande mudança\" nesse inverno e \"é normal que a equipa tenha encontrado dificuldades que devem ser resolvidas\".

\"As pessoas sempre mudam um pouco, mas conheço Jorge desde que era um menino e está claro que mudou, amadureceu, sabe o que quer e o que pode conseguir. O carácter é o mesmo e, sinceramente, alegro-me que continue a ser como era”, indicou.
Dall’Igna reconheceu que a Ducati ainda não está em condição de lutar pelo título da MotoGP, mas ressaltou que esta a seguir a sua meta enquanto for funcionário de Borgo Panigale.

“O nosso objectivo depois de contratar Jorge é lutar pelo Mundial. Está claro que, neste momento, não estamos prontos para fazer isso, mas temos as soluções par reduzir os problemas que temos e tudo vai depender do quão bem fizermos e da velocidade com que vamos levar essas soluções para a pista”, observou.

No encerramento assegurou: \"Tenho um único objectivo para este ano, no próximo e sempre que trabalhar neste mundo: ajudar a Ducati a ganhar o campeonato mundial\".

DUCATI
Jorge Lorenzo deixa Losail alegre


O susto da Malásia ficou para trás. No seu ano de estreia pela Ducati, Jorge Lorenzo completou a última série de testes colectivos da pré-época de 2017 da MotoGP com o quarto tempo, 0s189 mais lento que Maverick Viñales, o líder dos trabalhos. Na parte de cima da tabela e à frente de pilotos como Marc Márquez e Valentino Rossi, Lorenzo fez um balanço positivo do exercício no Qatar e afirmou que encerrou a fase de testes optimista.

“Conseguimos a quarta posição, a melhor que tivemos nos últimos testes, e temos de estar contentes. Três Ducati entre os cinco primeiros é um bom sinal”, disse Lorenzo.  O tricampeão afirmou que no circuito de Qatar, a Ducati é competitiva numa volta e vão ter de melhorar em ritmo de corrida. "Saímos optimistas”, resumiu.

Após três dias de testes, Lorenzo conseguiu melhorar bastante os seus registos, mas reconhece que Viñales ainda é muito forte.  “Conseguimos bastante do que buscávamos. Melhoramos muito o tempo em relação ao dia anterior e demos muitas voltas em 54 e 55, enquanto isso era muito difícil”, apontou.

Numa volta, a Ducati vai muito bem e têm vários pilotos que são muito rápidos. Por isso aspiram que uma Ducati consiga a pole-position no sábado de corrida, embora Viñales esteja muito forte. “Quanto ao ritmo, temos muito de trabalhar e melhorar, não só nesta pista, mas também no longo prazo. Temos muitas informações e sabemos o que temos de fazer, mas vai ser um processo longo”, avaliou.

Na sua previsão espera que possa fazer bons treinos e consiga "um grande resultado na corrida". Depois de quatro testes, Jorge Lorenzo fez um balanço do seu início de trabalho com a Ducati e reconheceu que teve mais dificuldades do que esperava. “Custou mais do que imaginávamos, especialmente nos outros circuitos. Como esperávamos, a moto vai muito bem, principalmente, com o pneu macio. Quando tem aderência, aproveitamos melhor as virtudes da moto e os defeitos diminuem”, explicou.

No seu comentário destacou que "é preciso tentar também com o pneu duro porque parecer ser o mais constante para a corrida". “Estávamos muito longe e, um dia depois, estamos muito perto, sobretudo numa volta. Também melhoramos o ritmo e as sensações são melhores”, afirmou.

Lorenzo alertou que "Viñales está muito forte e não só pela Yamaha, porque faz a diferença com outros pilotos da marca". "Mas temos mais experiência, agora, sabemos o que funciona e o que não e quando a moto vai ou não. Creio que temos de aproveitá-la nesta pista, mas temos de continuar a  trabalhar para que vá bem em todos os circuitos”, disse.

O espanhol revelou que se sente 70 por cento do seu "verdadeiro potencial" e não sabe como vai ser a época. "Talvez a equipa comece com a vitória ou talvez não consiga nem nos circuitos que nos dão como favoráveis. Vamos ver”, declarou. Lorenzo falou sobre a exótica carenagem testada pela Ducati em Losail, mas evitou dar detalhes. “Não está a ser fácil para as fábricas igualar o que tínhamos no ano passado com as asas, mas estamos a trabalhar e o que testei, oferece alguns pontos interessantes”, concluiu.

ÉPOCA 2017
Pedrosa está optimista na Honda


Depois de uma época bastante difícil em 2016, Dani Pedrosa parece renovado às vésperas da largada de um novo Campeonato Mundial. O espanhol completou a série final de testes colectivos no Qatar na terceira posição, apenas a 0s159 atrás de Maverick Viñales, o líder dos trabalhos.

Satisfeito com o desempenho, Dani Pedrosa afirmou que ganhou a confiança ao longo dos testes e agora está numa situação melhor do que no ano passado. “O dia não tinha começado muito bem, mas, pouco a pouco, melhoramos em termos de ritmo, de sensações e também em volta rápida”, disse Pedrosa.

O espanhol revelou que está mais contente do que no ano passado e, às vésperas da primeira corrida, ganharam a confiança a cada treino. "Obviamente, ainda restam coisas para melhorar, mas esperamos levar essa confiança para a primeira corrida”, disse.

“Toda a equipa fez um grande trabalho desde o início; recuperamos um pouco das sensações que não tivemos e melhoramos; brincamos um pouco com as regularizações até que encontramos um pouco mais de confiança. Os tempos melhoraram, o ritmo e o progresso foi bom nas últimas três horas”, elogiou.

Além disso, Dani Pedrosa, que viveu um ano para lá de difícil em 2016, também se mostrou optimista para a época que se avizinha.
“Espero que a motivação da primeira corrida nos ajude. É difícil saber onde cada um vai estar, mas o importante agora é pegar essa confiança e entusiasmo e colocá-los junto com a motivação da primeira corrida para sair com vontade de dar o melhor”, defendeu.
Dani Pedrosa avaliou que esta motivação renovada também tem relação com as mudanças feitas na sua equipa.

“Mudamos muitas coisas na equipa. No ano passado, foi uma situação muito difícil, mas mudamos muitos aspectos pequenos que somam por igual: um pouco de pneus, a moto, a equipa, eu mesmo, um pouco de tudo. Assim se ganha mais confiança e isso anima”, concluiu.

BOXE
Mayweather
defronta McGregor

O que era boato, deixou de ser. Floyd Mayweather volta aos ringues para defrontar o irlandês Conor McGregor, lutador de MMA. O pugilista aposentado iniciou os treinos para combater em Las Vegas no mês de Julho.

O boato de que Floyd Mayweather jr voltaria ao boxe para enfrentar Conor McGregor ganhou força graças ao pai do ex-pugilista. Em Las Vegas para um evento do Hall da Fama de Boxe de Nevada, Floyd Mayweather Sr. deu entrevista ao canal de Youtube "ES News" e deixou escapar que o seu filho está em negociação para lutar contra o irlandês, quando indagado se o ex-pugilista lutaria na T-Mobile Arena, a nova arena da cidade.

Os rumores de um duelo entre Mayweather, multicampeão de boxe que se aposentou no ano passado, e McGregor, campeão dos pesos-penas do UFC e maior astro do MMA masculino na actualidade, começaram com uma matéria do tablóide inglês "The Sun", que garantia que a luta entre os dois estava próxima de ser anunciada.

O presidente do Ultimate, Dana White, rapidamente descartou os boatos e negou qualquer possibilidade de que acontecesse. Por outro lado, as equipas dos dois lutadores não se haviam manifestado a respeito do assunto. Anteriormente, o pai de "Money" dissera ouvir que a luta seria de boxe, mas não soube dizer nem quando o combate aconteceria.

Apenas manteve a confiança de que o filho se sairia muito bem contra o irlandês. Desportista mais bem pago do mundo em 2015, o norte-americano gastou os seus milhões em luxuoso hotel nas Maldivas, ilha e arquipélago localizados no Oceano Índico. Só na sua luta contra Manny Pacquiao, o lutador recebeu mais de 200 milhões de dólares, num combate que bateu o recorde em arrecadação de pay-per-view, ingressos, apostas e outras demais receitas a envolver a luta.

CASA ROUBADA
Depois de passar o seu aniversário de 40 anos na cidade de Los Angeles, numa comemoração com diversas celebridades, Floyd Mayweather teve uma das suas casas na cidade invadida e roubada. Os ladrões levaram diversos objectos da sua residência próxima a um campo de golfe avaliados em 150 mil dólares de prejuízos, de acordo com o site estadunidense TMZ.

"Agentes da Polícia disseram-nos que aparentemente alguém forçou a porta do escritório nos fundos da casa e levou diversos objectos", afirma a publicação do site.

Mayweather agora deve fazer um inventário dos itens furtados para ajudar nas investigações. Para comemorar os 40 anos, o pugilista promoveu uma festa gigantesca, com direito a "parabéns para você" cantado por Mariah Carey e apresentação particular de Justin Bieber.

Diversos outros famosos apareceram na comemoração, que tinha notas de cem dólares com o rosto de Floyd estampado e penduradas numa árvore de dinheiro, carros em exposição e, até mesmo, um tigre siberiano enjaulado.