Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Dumbo vence nacional de estrada

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 31 de Março, 2013

Avelino Dumbo afirma que a vitória deveu-se à boa preparação

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os fundistas do Interclube, Avelino Dumbo e Ernestina Paulino, venceram ontem no Lubango, o Campeonato Nacional de estrada, em atletismo, disputado na distância de 15 quilómetros. Para se tornar campeão nacional, Avelino Dumbo percorreu folgadamente os 15 km em 52 minutos, 55 segundos e 17 décimas. O segundo e terceiro lugares foram ocupados pelos também atletas do Interclube, António Domingos e Tiago Baptista, com o registo de 54 minutos, 24 segundos e 22 décimas e 54 minutos, 45 segundos e 48 décimas, respectivamente.

Avelino Dumbo começou a desenhar a sua vitória a partir dos oito quilómetros, quando se isolou do pelotão da frente composto por Joaquim Chamane, Tiago Baptista, Alexandre João, Severino Calenga e Lucas Ukuhamba. Daí em diante aumentou a distância dos seus mais directos seguidores. A corrida teve o tiro de largada no desvio do sector da Hidromina, na comuna da Huíla. Avelino Dumbo admitiu que o seu triunfo se deveu ao trabalho de preparação. Referiu que as subidas existentes no percurso não dificultaram o seu andamento porque era ali onde aproveitava fugir dos adversários.

“As subidas facilitaram muito a minha vitória. É uma vitória folgada perante os meus adversários. Nem eu contava. A preparação feita contribuiu para esse êxito. Daqui em diante vou fazer o possível para manter esse ritmo competitivo. Felicito os adversários porque cortaram a meta e fizeram um esforço”, manifestou. O fundista do Interclube afirmou que o percurso é um pouco duvidoso, pois pela distância terá 18 ou 19 km. “Não acredito que um percurso como o que corremos tenha apenas 15 km. Talvez tenha mais. Aliado a isso, são as muitas subidas encontradas ao longo do trajecto”, revelou Avelino Dumbo.

Em femininos a primazia do título coube a Ernestina Paulino, do Interclube, que percorreu a distância em uma hora, seis minutos e 13 segundos. As companheiras de equipa Adelaide Machado (1h12min36seg) e Luciana Viengo (1h15min29seg) ocuparam os lugares imediatos. Na prova de massificação, que contou com a participação de 26 atletas em ambos os sexos, o triunfo coube ao jovem Manuel Dumbo, em masculino, que terminou seguido do colega José Correia.

Em feminino, venceu Segunda Catena, do 1º de Agosto. Arminda Kapoco, do Benfica do Lubango, ocupou a segunda posição. Por equipas, a supremacia recaiu para o Interclube em masculino, ao somar dez pontos da classificação geral. O 1º de Agosto quedou-se na segunda posição com 32 pontos, seguido da formação do Estado-Maior General do Exército. O Interclube voltou a suplantar os adversários na classe feminina ao totalizar 11 pontos por equipas, enquanto o 1º de Agosto contentou-se com o segundo lugar.


Augusto Diogo

Técnico dos polícias
contente com vitória


O treinador do Interclube, Augusto Diogo “Seco”, regozijou-se com a vitória no final do campeonato nacional de estrada, no qual conquistou os títulos de femininos e masculinos em individual e por equipas. O técnico disse que gostou do despique entre os fundistas no nacional. “Foi uma prova bem disputada entre Avelino Dumbo, Tiago Baptista e Alexandre João. Gostei de ver a prova na qualidade de treinador do Interclube. Depois de termos falhado no nacional de estafeta, hoje (ontem) mostrámos que somos os melhores, sem querer desvalorizar os adversários”, sustentou. Participaram na prova 40 corredores, dos quais 13 do sector feminino em representação do Petro de Luanda, 1º de Agosto, Clube Desportivo da Huíla, Interclube, Benfica do Lubango e Estado-Maior General do Exército. No final, a organização procedeu à entrega de medalhas aos três primeiros classificados em ambos os sexos e taças às equipas vencedoras.              GH


Em seniores
Carlos Rosa constata limitações


O presidente da Federação Angolana de Atletismo, Carlos Rosa, reconheceu no Lubango a existência de limitações de participantes nas provas de fundo, ao nível do escalão sénior. Carlos Rosa afirmou que por essa razão, a federação vai apostar mais nos escalões de formação (juvenis e juniores) em ambos os sexos. “A prova ultrapassou a expectativa em termos de número de participantes. Mas temos que reconhecer que a nível dos escalões seniores há limitações. Neste momento temos um número muito reduzido de atletas nesta faixa etária. Por isso, a aposta da federação vai ser nos escalões de formação juvenis e juniores”, disse. O presidente da FAA avançou que o nacional de estrada realizado no Lubango é o cumprimento de mais uma prova calendarizada pela instituição.

O dirigente prometeu continuar a cumprir o calendário estipulado para a época desportiva 2012-2013. Carlos Rosa anunciou que para a semana se realiza o Campeonato Nacional de pista nos escalões de juvenis e juniores em Luanda. A prova estava marcada para a cidade do Huambo, mas como o estádio da Caála ainda não foi inaugurado não será possível efectuar essa competição no Huambo, disse. O presidente da federação esclareceu que a prova ao nível do escalão sénior, geralmente, é disputada pelas formações do 1º de Agosto, Interclube e Petro de Luanda. “Realizando a prova aqui no sul do país não estávamos à espera de corredores do Centro ou Leste do país. Temos que reconhecer que há sempre dificuldades, não obstante sentirmos hoje que existe maior facilidade de mobilidade das pessoas porque com a paz viaja-se por via terrestre, mas ainda falta alguma sensibilidade e sentimos com maior evidência na classe de seniores”, lamentou.

De acordo com Carlos Rosa, o que falta para a classe sénior ter maior representatividade nas provas de fundo é o facto dos clubes quererem resultados imediatos. Revelou que essa situação não sucede apenas com a especialidade de fundo, mas a todos os níveis. “O problema está nos clubes. A federação não sente por parte dos clubes uma incidência em relação à modalidade a nível dos seniores. Infelizmente queremos resultados imediatos. As direcções dos clubes querem ser campeões, mas quando se quer campeões tem que se investir. Temos que reconhecer que nos escalões de juvenis e juniores a maior parte dos campeões são clubes de Luanda”, argumentou.
Carlos Rosa sustentou que são os clubes de Luanda que tiram proveito do trabalho desenvolvido por outras equipas, por terem melhor situação financeira. Essa situação cria constrangimentos a algumas províncias que têm trabalhado na formação, disse.                      GH


Usain Bolton corre em Copacabana

Jamaicano tenta hoje bater
recorde mundial dos 150 metros rasos


O velocista jamaicano Usain Bolt realizou ontem um treino leve na pista montada na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, de olho no “Desafio Mano a Mano”, corrida de 150 metros que se disputa hoje. De forma descontraída e sem se esforçar muito, Bolt percorreu várias vezes a estrutura montada na Zona Sul do Rio. Além de dar alguns trotes, ele teve tempo para dar autógrafos, tirar fotos e até bater bola.
O recordista olímpico e mundial das provas de 100m, 200m e 4x100m compete com o antiguano Daniel Bailey, o equatoriano Alex Quiñónez e um representante brasileiro, que sai de uma eliminatória entre Sandro Viana, Bruno Lins, Nilson André e Aílson Feitosa. O jamaicano fugiu do sol de Copacabana e atrasou o treino em cerca de duas horas. A actividade foi realizada no fim da tarde sob o olhar atento de jornalistas e fãs.

Hoje, no desafio Mano a Mano na Praia de Copacabana, Usain Bolt vai tentar quebrar o recorde mundial da prova de 150 metros rasos - prova que não é avalizada pela Federação Internacional de Atletismo. Na véspera, o jamaicano foi visto em clima de total descontracção na arena montada na areia. Bolt desceu cedo do seu quarto de hotel na Avenida Atlântica, apesar de ter saído na noite anterior com outros atletas e integrantes da sua equipa. Por volta das 9h15 estava na área vip ao lado da atleta brasileira Rosangela Santos. Ela pedia para o DJ do evento colocar o hit “Lek Lek” para que pudesse ensinar a coreografia ao jamaicano em ritmo de paquera.

Mais tarde, depois da vitória de Bruno Lins no duelo de brasileiros, Bolt cruzou a pista cercado de fotógrafos e repórteres - além do público, que da areia tentava tirar uma foto mais próxima do ídolo. O jamaicano posou para o retrato oficial sem muita paciência.