Jornal dos Desportos

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Dupla angolana de Voleibol de Praia trabalha em Tunes

Rosa Panzo - 03 de Maio, 2016

Morais Abreu lidera equipa técnica da Selecção Nacional de voleibol de praia no torneio qualificativo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Fotografia: kindala Manuel

Com objectivo de carimbar o passe para a participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a selecção nacional de voleibol de praia estreia-se amanhã na segunda e última fase da Continental Cup, a disputar-se na capital da Tunísia até o dia 8 do corrente.Liderados pelo seleccionador nacional, Morais Abreu, as duplas efectuaram ontem após algumas horas de descanso, os treinos de adaptação ao clima tunisino e à quadra de jogos da competição. Hoje, o grupo volta ao recinto de jogos para dar sequência à preparação.

A missão de Angola na competição é facilitada pela experiência adquirida na primeira fase. O estilo de jogo dos principais adversários é do domínio das duplas Ednem Sequeira -Márcio Sequeira e Edson Figueiredo -Morais Abreu. Durante a preparação, ensaiaram-se jogadas para contornar as variantes de defesa.Ciente das dificuldades, o seleccionador nacional assegurou que as equipas adversárias não estão em Tunis com objectivo de facultar a passagem do vencedor da primeira fase.

"Angola é um alvo a abater pela ousadia que teve de conquistar a medalha de ouro no Egipto, na primeira fase da competição. Contudo, vamos para uma disputa em que todos lutam pela mesma causa, logo, a tarefa não vai ser fácil para ninguém", disse.Morais Abreu, que vai fazer dupla com Edson Figueiredo, em função da indisponibilidade do parceiro habitual, promete entregar-se ao jogo para garantir o passe de acesso à cidade do flamingo, Rio de Janeiro. A acontecer, vai ser a segunda vez, que representa as cores da bandeira nacional nos Jogos Olímpicos. A primeira ocorreu em Beinjing'2008, quando fez a dupla com Emanuel Fernandes "Manucho", na estreia do voleibol de praia angolano.

Em Tunis, a primeira fase da competição disputa-se no sistema todos contra todos a uma volta. Para Morais Abreu, "o sistema pode tornar o evento mais competitivo e com profissionalismo de qualidade elevada".Inserido no grupo B, considerado o da "morte", Angola vai confrontar as selecções do Ghana, Marrocos, Egipto, Burundi e Moçambique. À excepção do Ghana, Marrocos, Moçambique e Egipto aparecem como principais adversários do combinado nacional. O laço histórico com o lusófono do Indico permitiu "beber" do estilo de jogo dos "irmãos", no torneio realizado em Luanda. A final do Continental Cup, no Cairo, constitui uma espinha cravada "na garganta" dos egípcios.

No grupo A, a Tunísia está facilitada e a chegada à final é uma questão de realização de jogos. É a selecção mais forte e joga diante da sua claque. Para contrariar os intentos, estão as equipas da Serra Leoa, Rwanda, Gâmbia, Quénia e Costa de Marfim.A Continental Cup reserva um bilhete de passagem para a cidade de Cristo Rei brasileira, que vai ser entregue à selecção vencedora.