Jornal dos Desportos

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Dupla considera Mathew uma lenda

Álvaro Alexandre - 05 de Setembro, 2016

Jogos Olímpicos realizados no mês transacto, na cidade do Rio de Janeiro,

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os velejadores nacionais Matias Montinho e Paixão Afonso consideram ontem no Clube Naval de Luanda, uma dádiva por  terem partilhado o mesmo espaço de competição dos Jogos Olímpicos realizados no mês transacto, na cidade do Rio de Janeiro, com o lendário da modalidade o australiano Belcher Mattew.

A exaltação das qualidades e contributo do heptacampeão mundial e medalha de ouro na classe 470 da vela dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi feita em entrevista ao Jornal dos Desportos, pela dupla Matias Montinho e Paixão Afonso. " Inspiramo-nos no lendário da vela mundial, o australiano Belcher Mathew,  com mais de seis medalhas mundiais e duas de ouro e uma de prata nos Jogos Olímpicos. Em África, temos como referências os sul-africanos que  participam em quase todos campeonatos do mundo, em que  se destacam o Asenathi JIm e Roger Hudson, classe 470", afirmaram.

O atleta Matias Montinho destacou as qualidades de Belcher Mathew, dentro e fora da competição. "Foi um velejador que transmitiu conforto ao nosso grupo.  Sem medir esforço não se cansava de nos transmitir os seus ensinamentos. É uma grande escola da vela mundial", reconheceu.
A participação nos Jogos Olímpicos de 2016 foi considerada de valiosa. "Foi uma experiência bastante boa. Aprendemos muito com os nossos adversários. Consideramos de privilégio, pelo facto de termos competido ao lado dos melhores velejadores do mundo. Permiti-nos realizar o intercâmbio e crescemos duas vezes mais. A nossa estreia nos Jogos Olímpicos serviu de superação", asseguram.

JOGOS OLIMPICOS


O atleta Matias Montinho disse que as coisas não saíram como foram idealizadas, porque faltou uma preparação adequada. "Nós tinhamos a noção que numa primeira fase que não seria fácil. De princípio conseguimos a qualificação em Janeiro, isto na África do Sul, na cidade costeira de Cape Twon. Embora, os nossos adversários tenham conseguido antecipadamente as suas qualificações. Tínhamos como expectativa  estagiar no Brasil ou noutros países com características idênticas do palco da competição. Uma proposta que não se efectivou", explicou.

Paixão Afonso aproveitou a oportunidade para exortar o Ministério da Juventude e Desportos e do Comité Olímpico Angolano, no sentido de haver maior engajamento administrativo e financeiro em missões futuras. "Nós merecemos muito mais, visto que somos atletas olímpicos. Esta responsabilidade também estende-se aos empresários nacionais, de acordo as suas posses financeiras que estendam  os seus apoios a vela, visto que há grandes possibilidades de conquistarmos medalhas nas competições internacionais. Da nossa parte fica o desafio de melhorarmos as nossas performances", finalizou.