Jornal dos Desportos

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Ecclestone defende Vettel

30 de Março, 2013

Dirigente britânico defende atitude de Vettel no Grande Prémio da Malásia

Fotografia: AFP

O chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone não se surpreendeu com a atitude de Sebastian Vettel de ignorar as instruções da Red Bull e atacar Mark Webber, ultrapassando o parceiro para vencer o Grande Prémio da Malásia.
O dirigente britânico diz que o alemão “não é um perdedor” e por isso tomou essa decisão na prova disputada no último domingo.

Em declarações à rede britânica Sky Sports News, Ecclestone afirmou que se estivesse na situação de Vettel “provavelmente faria a mesma coisa que Kimi Raikkonen disse quando lhe deram instruções no outro dia”.

A referência do chefe da F1 foi ao GP de Abu Dhabi de 2012, quando Raikkonen mostrou impaciência e ironizou os avisos da Lotus por rádio, dizendo à equipa: “Deixem-me em paz, eu sei o que estou a fazer”. Na ocasião, o finlandês liderava a corrida e recebeu informações sobre o ritmo do segundo colocado, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari.

Segundo a interpretação de Ecclestone, Vettel não minou a autoridade de Christian Horner, chefe da Red Bull. Após a corrida, Horner admitiu que havia uma recomendação para os pilotos manterem as posições após a última paragem nas boxes.

Webber revoltou-se com o ocorrido, pois disse que a equipa o havia orientado, via rádio, a reduzir as rotações do motor no regresso à pista após esse pit stop, informando que não haveria disputa entre os pilotos da equipa. No final, o australiano acabou por ser superado pelo alemão, que pela atitude pediu desculpas públicas ao parceiro.

Na mesma entrevista, Ecclestone também riu-se ao ser questionado se a Red Bull podia suspender Vettel do Grande Prémio da China por causa do episódio. O britânico disse que, se fosse o chefe do alemão, recomendaria ao alemão “apenas não me faça parecer um idiota”.


Ainda defendendo a atitude de Vettel, Ecclestone disse que “mostre-me um bom perdedor e que eu lhe mostro”. O britânico afirmou que o automobilista, que aos 25 anos é o tricampeão mais jovem da história da F1, “não é um perdedor, é um vencedor”.