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Ecclestone deseja Brown na FIA

04 de Novembro, 2016

Bernie Ecclestone, entende que Ross Brawn seria melhor aproveitado se tivesse um trabalho junto à FIA

Fotografia: AFP

O chefe da F1, Bernie Ecclestone, entende que Ross Brawn seria melhor aproveitado se tivesse um trabalho junto à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ao invés da ligação com o grupo Liverty Media, que está em processo de assumir o controlo total do Mundial.

O ex-director da Mercedes e da Ferrari foi alvo de especulações de que poderia assumir um cargo de chefia na F1 por conta dos novos proprietários da maior categoria, mas o próprio inglês negou tais rumores e afirmou que está apenas a prestar um trabalho de consultoria à Liberty. "Estou apenas a ajudá-los a entender melhor a F1", disse o engenheiro à emissora BBC Sport.

Porém, de acordo com reportagem da revista inglesa 'Autosport', os novos donos do Mundial têm interesse em oferecer a Brawn um cargo permanente no sector de corridas, desportos e negócios, uma vez que o processo de compra do campeonato esteja finalizado. Ross disse que "tudo depende" do que Ecclestone vai querer fazer no futuro.

Por enquanto, os novos proprietários da F1 optaram por manter Bernie como director-executivo do Grupo F1. Agora, o presidente é Chase Carey.
"Ficaria encantado se Brawn fosse para a FIA. Seria absolutamente algo de primeira classe", afirmou o dirigente de 86 anos à revista inglesa 'Autosport'.

"Não falo com ele há muito tempo. Então, não tenho ideia do que poderia fazer. Mas nada connosco, não precisamos de um engenheiro, nem de ninguém com o trabalho como o de Ross", completou.

Questionado sobre os rumores de que Brawn poderia substituí-lo como chefe da F1, Bernie Ecclestone respondeu que as especulações não passaram de "um monte de besteira", mas que a Liberty Media pode "fazer o que quiser, quando assumir todo o controlo do Mundial".  "A Liberty Media é accionista e Chase Carey assumiu o lugar de Peter Brabeck como presidente, mas não controlam a empresa. Têm 10 por cento. No momento, sou o director-executivo da empresa. É a mesma companhia que sempre foi. Se a Liberty assumir todo o controlo, vão estar na posição de fazer o que quiseram. Mas, nesse momento, ainda não são os donos", explicou o britânico.


PERMANÊNCIA
Niki Lauda defende Ecclestone

Niki Lauda não vê Ross Brawn como o candidato ideal para substituir Bernie Ecclestone. O presidente não-executivo da Mercedes acredita que é difícil encontrar alguém com o talento comercial do actual mandatário.

Na semana passada, a publicação alemã ‘Auto Bild’ noticiou que Brawn chegou a um acordo com o Liberty Media e, com o apoio da FIA assumiria o lugar de Ecclestone. Brawn negou em entrevista à BBC as especulações e disse que apenas faz um trabalho de consultoria para a Liberty Media, que recentemente comprou as acções da F1.

Em declarações ao jornal alemão ‘Bild’, Niki Lauda avaliou que Ross Brawn não tem o talento necessário para assumir o posto de Bernie Ecclestone na F1.

“Ross Brawn é um engenheiro excelente, mas um homem de negócios talentoso como Bernie Ecclestone não pode ser substituído”, avaliou.

O chefe da Toro Rosso, Franz Tost, acredita que Bernie Ecclestone não vai ser substituído de uma hora para outra na F1.

“O processo de troca de comando leva tempo. No próximo ano e também no seguinte, vai ser uma combinação de Bernie e do Liberty juntos”, opinou.
Bob Fernley, chefe da Force India, concordou com o dirigente de Faenza e defendeu que a transição não seja feita de forma abrupta.  “Precisamos de Bernie para ajudar na transição para o novo proprietário”, completou.


COMPORTAMENTO
Horner “verbaliza frustração” de Vettel


O chefe da Red Bull, Christian Horner, surpreendeu-se com Sebastian Vettel e afirmou que o alemão nunca havia demonstrado tamanha frustração enquanto defendia os energéticos como nesta época com a Ferrari. No último fim de semana, durante o GP do México, o tetracampeão esbracejou contra Max Verstappen durante uma disputa de posição já no fim da prova. A fúria sobrou até para a direcção de prova. Pelo rádio, Vettel queixou-se do oponente e ofendeu Charlie Whiting.

Durante os treinos livres, Vettel também reclamou de uma manobra de Fernando Alonso e, ao reclamar, chamou o espanhol de "idiota". O alemão desculpou-se depois com FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para escapar de uma punição, mas as suas reacções extremas via rádio tornam-se recorrentes durante a época.

O piloto da Ferrari, de 29 anos, disse, após a prova mexicana, que não entendia o alvoroço que se formou por conta das suas mensagens e insistiu que as suas declarações são reflexos da adrenalina e da emoção do calor da disputa na pista.

"No calor do momento, sempre há muita agitação e diferentes emoções do piloto. Se os jogadores de futebol tivessem microfones, as mensagens seriam muito mais agressivas do que na pista. Mas em qualquer desporto, o que você não pode fazer é abusar do árbitro", disse Horner.

Ao ser questionado sobre o comportamento de Vettel durante os anos que correu pela Red Bull, o inglês respondeu: "Não era uma coisa que fazia quando pilotava para nós. Certamente, está a verbalizar a sua frustração. Agora, todo o mundo pode ouvir".