Jornal dos Desportos

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Emoes voltam a Spielberg

29 de Junho, 2019

Lewis Hamilton e Valtteri Bottas esto imparveis esta poca na Frmula 1

Fotografia: AFP

No domingo passado, na sua passagem pelo circuito Paul Ricard, Lewis Hamilton, Valtteri Bottas e a Mercedes voltaram a demonstrar que ainda são o alvo a abater no campeonato, e confirmaram o árduo trabalho, que as outras equipas terão que fazer, para se chegarem ao seu nível.
A escuderia alemã, não teve nenhuma dificuldade para se livrar dos adversários. A odisseia da Fórmula 1 continua no velho continente. Depois de França, vem aí o GP da Áustria, que na sua primeira edição, realizada em 1963, teve como vencedor o australiano Jack Brabham.
O maior vencedor do Grande Prémio da Áustria é o francês Alain Prost com três vitórias. O circuito de Spielberg testemunhou, nos últimos quatro anos, a vitória de quatro pilotos diferentes: Nico Rosberg, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, todos da Mercedes, e Max Verstappen da Red Bull.
Como sempre, os pilotos das “Flechas de Prata”, ou seja, Hamilton e Bottas, encabeçam o prognóstico. Mas não nos devemos esquecer, que estamos a falar do “complexo mundo” da Fórmula 1, então, podemos assistir alguns imprevistos.
Será que a Red Bull e o seu piloto Max Verstappen repetirão a proeza do ano passado e bater a toda poderosa Mercedes de Toto Wolf? Qualquer uma das equipas, tem motivos “morais” para desejar vencer. Os alemães, para homenagearem o malogrado austríaco Niki Lauda, falecido no passado mês de Maio e a austríaca por estar a correr em casa, e desejar dar aos seus apoiantes a primeira vitória da temporada no seu território.
Com o “roubo” da sua vitória no Canadá, adicionando a sua má prestação, em França, que ficou manchada pela fraca capacidade de pilotagem em relação ao seu colega Charles Leclerc e Max Verstappen, da Red Bull, já que os pilotos das \"Flechas de Prata\" correram num nível de uma outra “galáxia”, Sebastian Vettel, da Ferrari, decidiu atirar a toalha no Grande Prémio da França.
O alemão afirmou que iria lutar apenas com a Red Bull. Para os “Tifosis” e amantes da modalidade, é absurdo, estúpido e pouco convencional que Vettel pense dessa maneira, pois, é uma autêntica falta de respeito para com a sua equipa, que tudo tem feito para lhe dar um carro idêntico ou capaz de bater a Mercedes. 
Por um lado, é possível que Vettel pondere a sua saída da Ferrari, devido à chegada de Leclerc, que é mais jovem, tem maior margem de crescimento e está a pô-lo sob pressão. Apesar de, à frente na classificação, Leclerc já ter dado cara de que derrotar o piloto alemão é uma questão de tempo. Por outro lado, Vettel está a fazer um “apelo” à Mercedes para se transferir para lá.
Entretanto, os pilotos da escuderia alemã parecem estar bem galvanizados a nível interno: conseguiram mais uma dobradinha, depois de não o terem feito no Mónaco e no Canadá.
A nível externo, Bottas não parece tão feliz devido ao atraso em relação a Hamilton, pois, depois de Baku, no Azerbaijão, quarta ronda da temporada, não conseguiu, até ao momento, nenhuma vitória e o seu colega somou quatro consecutivas (Espanha, Mónaco, Canadá e França), o que não é grave, mas também não é bom para quem deseja lutar pelo título mundial.
O campeonato é longo, ainda faltam mais de 12 corridas, mas não nos podemos esquecer que quem está à frente é nada mais nada menos que Lewis Carl Davidson Hamilton, sinónimo de qualidade, rapidez, consistência, pinta de campeão, que deseja mais um título para somar o sexto e “voar” ao encalço dos sete de Michael Schumacher em 2020. Este é mais um motivo para Bottas se preocupar e começar a tirar as “garras” de fora, já nas próximas corridas.
Não foi por acaso, que afirmou que o seu colega não é imbatível. Com muita exigência física, 71 voltas, oito curvas, um percurso de 4326 quilómetros, zonas de DRS, curvas, contra curvas, rectas longas e curtas, no domingo, vamos ficar bem defronte à tela, para termos a oportunidade de assistir, novamente, o roncar dos motores, ultrapassagens espectaculares de cortar a respiração e mudanças de lugar no campeonato.