Jornal dos Desportos

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Empresa AER justifica interesse

25 de Novembro, 2015

Empresa inglesa mostrou estar confiante

Fotografia: AFP

A empresa inglesa Pesquisa Avançada de Motor (AER, em inglês) justificou o interesse em  tornar-se uma fabricante de motores alternativos da F1 para época 2017. Os britânicos alegaram que já possuem uma unidade que "se encaixa exactamente" nos requisitos estabelecidos FIA.  Sem a concorrência da Cosworth, que decidiu não concorrer por conta de custos elevados, a AER disputa com Ilmor o fornecimento de motores alternativos. A aposta no fabricante independente visa reduzir os custos para as equipas médias e pequenas  da F1. A FIA deseja que o valor dessa unidade não ultrapasse os sete milhões de euros.

As regras estabelecidas pela Federação, às candidatas, a unidade V6 tem de ter capacidade de no máximo 2,5 L. O turbo-compressor ainda está em aberto na proposta. O motor também precisa suportar mais de 870cv e ter um peso inferior a 135kg. Os sistemas híbridos estão proibidos nesta versão. O presidente da FIA, Jean Todt, e o detentor dos direitos comerciais do Mundial, Bernie Ecclestone, uniram forças para levar a ideia adiante. O objectivo da proposta é adoptar um tecto orçamental com relação aos motores.

Mike Lancaster, co-proprietário da AER, está confiante de que a sua empresa pode fornecer exactamente o que a FIA precisa.  "O facto da FIA buscar um motor que temos, é algo muito interessante para nós. Gastámos bons anos a desenvolver um motor V6 específico e foi colocado no mais alto nível do automobilismo moderno, com ênfase na redução do consumo", disse o engenheiro em entrevista ao site da revista 'Autosport'. Mike Lancaster assegurou, que produziram motor "muito poderoso, moderno e de corrida eficiente em termos de combustível". O co-proprietário ressalta que o motor tem "potência necessária e de produção fácil".

A AER possui grande experiência em provas de endurance, esteve na ALMS e mais recentemente trabalhou em modelos LMP1 em Le Mans. Além disso, a marca forneceu motores para a Indy Lights e ganhou a concorrência para trabalhar com a GP3. Por isso, Lancaster não tem dúvida de que pode trabalhar muito bem na F1 a partir de 2017. "Podemos ter um motor que funciona no dinamómetro muito rapidamente, demonstra todos os parâmetros que a FIA está à procura. Poderíamos instalar o motor e fazê-lo funcionar no carro com uma grande rapidez, se quiserem testar tudo antes", explicou.