Jornal dos Desportos

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Empresário de Gatlin critica IAAF

09 de Agosto, 2017

Norte-americano é novo campeão do mundo dos 100 metros mas carrega o fardo de doping no passado

Fotografia: AFP

O empresário do norte-americano, Justin Gatlin, criticou o \"tratamento desumano e antidesportivo\" ao novo campeão mundial dos 100 metros, por parte da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) e do seu presidente, Sebastien Coe. O líder da IAAF, defensor da irradiação em casos reincidentes de doping, disse no domingo que o sucesso de Gatlin, com dois controlos positivos, que valeram uma suspensão de quatro anos, \"não é o cenário ideal\" para o atletismo.

\"Estou indignado. Não apoio o doping, mas Justin Gatlin cumpriu uma pena e respeita as regras da IAAF. Contar uma história em que ele é o vilão não é justo. É um tratamento desumano e antidesportivo\", comentou Renaldo Nehemiah, antigo recordista mundial dos 110 metros barreiras, à BBC.

Nehemiah insistiu que Gatlin \"já cumpriu o seu castigo\" e se a IAAF não aceita o regresso às pistas do norte-americano, \"que mude as regras\". No sábado, 12 anos depois do último título mundial dos 100 metros, Gatlin voltou a conquistar o ouro na distância, ao correr em 9,92 segundos à frente do compatriota Christian Coleman (9,94), e do jamaicano Usain Bolt (9,95).

NOVA CAMPEÃ
A nova campeã do mundo do triplo salto é a venezuelana Yulimar Rojas, de apenas 21 anos, sucede à colombiana Caterine Ibarguen, que esteve praticamente cinco anos sem perder em grandes competições. A final do triplo no Mundial de Londres, atingiu um nível elevadíssimo, com o pódio a fechar em 14,77 metros e as portuguesas Patrícia

Mamona (nona) e Susana Costa (11.ª) a passarem discretamente pela festa de Yulimar, a vice -campeã do Rio\'2016 que sobe mais um pequeno degrau na sua ainda curta, mas fulgurante carreira. Yulimar Rojas, treinada em Espanha no mesmo grupo que Nelson Évora, pelo lendário Ivan Pedroso, chegou aos 14,91 ao quinto ensaio, ultrapassou finalmente Ibarguen por dois centímetros, somente.

Ibarguen não pode ter boas recordações do estádio olímpico de Londres, já que a sua última derrota foi justamente em Londres, nos Jogos Olímpicos de 2012 - perdida então para a cazaque Olga Rypakova, terceira com 14,77. Depois, Ibarguen foi dupla campeã do mundo e campeã olímpica.