Jornal dos Desportos

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Encontro Nacional dos Desportos est adiado para o ms de Maio

Joo Francisco - 16 de Fevereiro, 2019

Carlos Almeida, no primeiro encontro de 2019 entre o Minjud e as Federaes Nacionais

Fotografia: Edies Novembro

O Encontro Nacional dos Desportos, uma iniciativa do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud), vai realizar-se no mês de Maio em Luanda. O evento agendado inicialmente para o mês corrente foi adiado por questões técnicas. A informação foi prestada pelo Secretário de Estado para os Desportos, Carlos Almeida, no primeiro encontro de 2019 entre o Minjud e as Federações Nacionais, realizado na passada quinta-feira na Galeria dos Desportos.
Em representação da ministra da Juventude e Desportos, Carlos Almeida fez-se acompanhar de técnicos seniores da instituição que ministraram duas palestras. No evento com participação de clubes, a representante da Comissão Anti-doping de Angola, Stella Cristiano, abordou \"o Doping\" e o chefe de Departamento das Relações Internacionais, Júlio Caxito, falou sobre os acordos de cooperação existentes entre Angola e os demais países.
Aos clubes, Stella Cristiano solicitou o cumprimento rigoroso das medidas adoptadas pela WADA (Organismo Internacional de Controlo Anti-Doping), sob pena do país ser sancionado. No mesmo dia, terminou o prazo para o preenchimento do inquérito enviado pela WADA à congénere angolana. Muitas Federações Nacionais estavam em falta e foram auxiliadas pelos comissários angolanos no reenvio dos inquéritos.
Em busca de informações, a plateia questionou Stella Cristiano sobre o tutor de custos do controlo anti-doping dos atletas e as deslocações propostas pela WADA para o efeito.
 A diferença entre exames médicos obrigatórios e controlo anti-doping também criou alguma confusão nos representantes federativos.A \"comissária\" angolana na Comissão de Controlo Anti-Doping esclareceu os presentes com um exemplo prático.
 Stella Cristiano disse que a Faboxe (Federação Angolana de Boxe) faz \"uma certa confusão\" dos dois conceitos a cargo do Centro Nacional de Medicina Desportiva.\"Isso faz com que sejamos obrigados a efectuar acções de formação, de carácter urgente, sobre o assunto para os devidos esclarecimentos\", asseverou.
As Federações foram ainda aconselhadas a consultar periodicamente as respectivas Federações Internacionais para se informarem sobre as substâncias proibidas, como beta-bloqueantes, e as permitidas no controlo anti-doping.Sobre os acordos de cooperação desportiva, Júlio Caxito esclareceu que \"muitos não foram cumpridos por falta de vontade política\". Com Portugal foram cumpridas em 40 por cento devido \"às relações privilegiadas\" entre os dois países. Com a Espanha, apenas algumas Federações beneficiaram de uma visita àquele país em 2016.\"Com Cuba, todos os acordos passam pela empresa Antex, o que aumenta os custos. Dada as boas relações existentes, há a perspectiva de se assinarem acordos diferenciados dos que Cuba faz com outros países\", esclareceu.