Jornal dos Desportos

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Modalidades

Entrada de Angola no Tour vai ser benfico para o pas

16 de Outubro, 2014

Muitos jovens e outros interessados acorrem ao Morro dos Veados para aprenderem o golfe para praticarem a modalidade

Fotografia: Nuno Flash

A entrada de Angola na Tour Europeu de Golfe profissional, a partir de 2016, quando se realizar no país o primeiro Open Angola Internacional, vai ser a oportunidade dos agentes locais se juntarem para reorganizar o desporto no país. A apreciação é do capitão do Clube de Golfe de Luanda (CGL), Manuel Barros.

"A ideia é boa, porque vai fazer com que as estruturas golfistas do país se movimentem. Como faltam mais informações sobre o golfe no mundo, vamos ser mais informados, particularmente, os gofistas. Mas esse benefício não vai ser apenas para os atletas, mas para toda a sociedade angolana. E todos devíamos engajar-nos para levar a iniciativa a bom porto", disse.

Manuel Barros assegurou que a prova é bem-vinda do ponto de vista desportivo, apesar de Angola não ter internamente golfistas filiados na Associação Profissional de Golfistas (TGA) para disputarem o evento angolano.

Para Manuel Barros, Angola tem bons golfistas. Se a organização abrir uma excepção, nem que seja para exibição ou disputar sem direito a classificação, os mesmos vão fazer boa figura.

"Os campos dos Mangais e do Morro dos Veados e a nossa sociedade vão ser mais conhecidos. Agora, é preciso que todos nos empenhemos.
 Não é simplesmente uma tarefa do Ministério da Juventude e Desportos, mas sim uma tarefa de todos nós", disse.

O formador de atletas do Clube de Golfe de Luanda ressaltou que "todos os ministérios deviam participar no sentido de preparar o país para fazer face às exigências de um torneio dessa dimensão". Angola acolhe o Open internacional de Golfe entre os meses de Fevereiro e Março de 2016, enquadrado no circuito da Associação Profissional de Golfistas (TGA) para a Europa.

 O país possui um dos melhores campos de Golfe da região austral de África. Trata-se do recinto dos Mangais, na Barra do Cuanza, onde o Rio Cuanza se cruza com o mar e a Quissama.


APOSTA NA FORMAÇÃO

O capitão do Clube de Golfe de Luanda (CGL), Manuel Barros, considerou necessário que se aposte na formação de quadros, tendo em vista o Open internacional de golfe que o país vai organizar em 2016.  Barros argumentou que é preciso formar os caddis (ajudantes dos golfistas), os assistentes e até os jornalistas que vão cobrir o certame para dominarem a linguagem e as técnicas do jogo em si.

"A comunicação social deve ter uma formação básica (de golfe)", enfatizou o também formador de golfistas no Clube de Golfe de Luanda.

CONSTATAÇÃO
Prática circunscrita
à cidade de Luanda


A prática do golfe no país está  reduzida a Luanda, onde existem executantes filiados nos Clube de Golfe de Luanda e nos Mangais. O capitão do Clube de Golfe de Luanda (CGL), Manuel Barros, referiu que no país não existe uma federação nacional para coordenar toda a actividade desportiva. Por isso, o CGL, que existe desde 1942, é a única entidade que se dedica a esse desporto.

Por este facto, apelou ao Estado para apoiar campos municipais no intuito de massificar o golfe. Os campos de Malongo, em Cabinda, são bem-vindos, bem como o que está a ser construído em Menongue, Cuando Cubango, por iniciativa do governo provincial.

Manuel Barros está confiante em que o campo de Menongue vai levar muita gente a aderir ao golfe, porquanto o da província de Cabinda apenas serve os trabalhadores de uma empresa de exploração de petróleos. O também formador de golfistas amadores no Clube de Golfe de Luanda revelou que a sua direcção vai publicar no princípio do próximo ano um programa que visa ajudar a reavivar a modalidade, "se houver patrocinadores ou apoio governamental".


EM PORTUGAL
Selecção Nacional disputa torneio da TAP


A selecção nacional sénior masculina e feminina em golfe vai disputar a 37ª edição do torneio internacional da TAP em amadores, agendado entre 8 e 15 de Novembro próximo em Lisboa. António Avelino, Francisco Santos, Edney Pedro,  Hermenegildo dos Santos,  Luife António, Luís Manuel, Manuel Barros, Nicolau Mateus, Paulo Cortez, Paulo Ramos, Sebastião Adão, Victor Marçal, Venâncio Gomes e Ana Ramos, a única feminina, representam o país, segundo a direcção do Clube de Golfe de Luanda.

Com vista a uma prestação positiva na prova, as duas equipas realizaram no final de semana dois treinos pré-competitivos no campo do Morro dos Veados, situado no distrito da Samba, em Luanda. Os treinos incidiram no aprimoramento das pancadas longas. Na edição de 2013, a participação dos golfistas foi ofuscada por falta de actualização das categorias dos então seleccionados (handicaps). Este ano, a situação já foi superada. Sobre as ambições de Angola no certame, Manuel Barros  afirmou que a perspectiva dos golfistas nacionais é a conquista de um lugar cimeiro.

“Temos como objectivo estar entre os lugares cimeiros, independentemente das categorias individuais”, realçou.
"E por este motivo que Angola vai estar com a sua maior participação de sempre: 14 golfistas", justificou.

Angola vai competir pela 20ª vez no torneio internacional da TAP. O golfista Manuel Barros, que vai capitanear os representantes nacionais, venceu o certame em duas ocasiões.