Jornal dos Desportos

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Modalidades

Equipa luso-angolana recebe elogios

Simão Kibondo em Arouca - 10 de Agosto, 2013

Ontem, sexta-feira, foi disputada a segunda etapa em linha na distância de 187,2 quilómetros

Fotografia: AFP

Antes deu-se o tiro de largada em Lisboa com o prólogo por equipas de 5 quilómetros, vencido pela equipa holandesa Cycling de Rijke com o tempo de 6,39 minutos. A prova definiu o líder provisório da classificação individual por tempo, o holandês Christoph Pfingsten, de 25 anos de idade.

Christoph Pfingsten conservou também a “camisola amarela” na primeira etapa em linha, apesar desta ter sido vencida pelo russo Alexander Serov, de 31 anos, da equipa Rusvelo, com o tempo de 5h58,20, seguido do francês Maxime Daniel, de 22 anos, da Sojasun, e do português Manuel Cardoso, de 30 anos, da equipa espanhola Caja Rural/Seguros RGA, todos com o mesmo tempo do vencedor.

Colectivamente, a maior etapa da 75ª Volta a Portugal em bicicleta foi vencida pela equipa francesa da Sojasun com o tempo de 17h55m, seguida da equipa espanhola Caja Rurral/Seguros e a suíça Cerâmica Flamininia/Frondiest, ambas com o mesmo tempo da vencedora.

A equipa luso-angolana Banco Bic-Carmin acabou por ser considerada muito aguerrida na etapa mais longa, graças ao empenho do angolano Walter da Silva, de 29 anos, que acompanhou o espanhol Adrian Lopez, de 23 anos, da equipa portuguesa Rádio Popular/Onda, num percurso de mais de 150 quilómetros, numa das duas fugas ocorridas na prova.

Walter da Silva e Adrian Lopez chegaram a ter treze minutos de vantagem em relação ao pelotão principal, mas foram anulados, quando a prova estava a 50 quilómetros da meta. O russo Alexander Serov protagonizou a outra fuga, quando o pelotão compacto já se encontrava em Aveiro.

O feito do vice-campeão nacional angolano levou o director da 75ª volta de Portugal, Joaquim Gomes, a considerar a equipa luso-angolana Banco Bic-Carmim como a mais combativa na etapa.

“A equipa de Tavira (Algarve), que agora conta com os melhores ciclistas angolanos (Igor Silva e Walter da Silva), costuma dar mostras de muita combatividade e as fugas protagonizadas na etapa mais longa foi só um exemplo. A equipa teve duas fugas, uma das quais com um angolano. Portanto, está de parabéns a equipa luso-angolana Banco Bic-Carmim”, confirmou o director da 75ª Volta a Portugal, Joaquim Gomes, ao “Jornal dos Desportos” no final da etapa.

CLASSIFICAÇÕES

Liderança da Volta
está sem angolanos


À entrada da segunda etapa em linha, as classificações da prova estão assim ordenadas: Na geral individual, Christoph Pfingsten lidera com o tempo de 6h04m59s, seguido de Baqs Stanmsnjder com o mesmo tempo e de Fabio Silvestre com 2 minutos a mais.

Por equipas, a Volta a Portugal é liderada ela Sojasun, com o tempo de 17h55m, seguido da Caja Rurral, Ceramina Flaminia e Rusvelo, todas com o mesmo tempo.

Na classificação geral, o russo Alexander Serov lidera com 25 pontos, seguido de Maxime Daniel (20) e Manuel Cardoso (18).
Abdraimzhan Ishanov lidera a classificação geral de montanha com 2 pontos, seguido de Micael Isidoro (1).

Ilya Davidenok lidera a classificação de metas volantes, com 3 pontos, seguido de Abdraimzhan Ishanov com os mesmos pontos
Fábio Silvestre é o líder da classificação da categoria da juventude, seguido de Sean De Bie e Patrick Scheling.
SIMÃO KIBONDO, EM AROUCA


MÁRIO COSTA
“O dinheiro às vezes
não é o essencial”


Mário Costa é um dos 153 ciclistas que compõe o pelotão da 75ª edição da Volta a Portugal. Tem um apelido famoso, não fosse ele irmão de Rui Costa, vencedor de duas etapas da Volta à França desde ano, feito até então só conseguido por Joaquim Agostinho em 1969.

O ciclista da OFM-Quinta da Lixa, de 27 anos, reconhece que tem sido muito solicitado, quer por anónimos quer pela comunicação social, por força dos êxitos do corredor da Movistar.

“Quando me vêem passar, dizem: vai ali o irmão do Rui Costa. Querem falar e perguntar coisas sobre ele”, frisou Mário, que é um ano mais velho.
Sobre o futuro do irmão, que está em final de contrato com a espanhola Movistar e a ser cobiçado por várias equipas do World Tour, o ciclista da OFM-Quinta da Lixa não tem dúvidas que Rui Costa saberá escolher a melhor opção.

“Tem sabido gerir bem a carreira. Para além do seu valor, tem tido também a sorte de estar sempre rodeado das pessoas certas, sabendo aproveitar as oportunidades que lhe vão surgindo. Estou certo que vai continuar assim. Está a ponderar muito bem o seu futuro”, disse.

O irmão de Rui Costa assegurou: “Há equipas que dão muito dinheiro por ele, mas isso às vezes não é o essencial. A prioridade é saber que projectos têm para ele, que lugar vai ocupar.”