Jornal dos Desportos

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Equipa Williams recusa parceria

23 de Janeiro, 2016

O engenheiro britânico disse que a equipa está muito satisfeita com o equipamento da Mercedes.

Fotografia: AFP

 O engenheiro britânico disse que a equipa está muito satisfeita com o equipamento da Mercedes.

Smedley cobrou da fabricante alemã uma unidade de potência igual à usada pela equipa da fábrica neste ano, paridade que foi abandonada a partir do Grande Prémio de Itália de 2015, quando Nico Rosberg e Lewis Hamilton contaram com um propulsor mais potente em relação às equipas -clientes, Williams, Force India e Lotus.

A parceria entre Williams e Honda rendeu muitas vitórias e títulos à equipa de Grove. Em 65 Grandes Prémios disputados, a união alcançou 23 vitórias, 19 poles e 47 pódios entre 1984 e 1987.

A partir de 2014, no início da nova ‘Era Turbo’ da F1, a Williams firmou parceria com a Mercedes e voltou ao pódio, somou  nada menos que 13 top-10 nos últimos dois anos, mas ainda não voltou ao topo do pódio.

Na semana passada, Damon Hill defendeu que a Williams só vai ter novamente condições de luta por vitórias e títulos na F1, se romper os laços com a Mercedes e voltar a ter uma aliança com a Honda para fornecimento de motores. Em entrevista à emissora britânica Sky Sports, Smedley disse que está satisfeito, com o trabalho desempenhado pela Mercedes.

“Estamos muito felizes com o nível de trabalho e com a própria unidade de potência que recebemos da Mercedes”, comentou o britânico.

Smedley fez uma ressalva, desde a etapa de Monza, no ano passado. A equipa da fábrica da Mercedes disponibilizou uma nova especificação da sua unidade de potência muito mais forte, apenas para Hamilton e Rosberg, enquanto as equipas -clientes continuaram com a versão antiga do motor.

Na época, Toto Wolff chefe da Mercedes, disse tratar-se de uma versão de testes e que tal especificação não ia ser entregue a clientes por tal motivo.
O chefe de performance da Williams deseja que a paridade em termos de motor entre fábrica e clientes volte em 2016 desde o começo.

“Em última análise, estamos muitos felizes. São muito profissionais e fornecem também uma incrível unidade de potência”, acrescentou.