Jornal dos Desportos

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Equipas desembarcam hoje no Lubango

08 de Maio, 2016

Delegações participantes vão reconhecer o palco de jogos amanhã

Fotografia: M. Machangongo

O certame vai movimentar um total de 144 atletas em representação dos Mistos das províncias de Benguela, Bié, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Moxico, Uíge, Huambo, Huíla, e equipas do Meng de Cabinda, Kabuscorp de Cabinda, Amigos da Ango-Real e Centro R.P de Viana.

Hoje, desembarcam as delegações de Benguela, Bié, Cabinda, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Luanda, Huambo e Moxico e Uige.

Para o sucesso da prova, a comissão organizadora tem disponível o recinto de jogos (pavilhão multiusos da Nossa Senhora do Monte), as equipas de assistência médica e medicamentosa e o asseguramento policial.

A final da competição nacional pode ser realizada no pavilhão Gimnodesportivo do Benfica Petróleo do Lubango. A boa localização do recinto vai permitir acolher maior número de espectadores, numa estratégia de marketing do desporto paralímpico nas terras altas da Chela, segundo o secretário-geral do Comité Paralímpico na Huíla, Eduardo Samuel José.

O Misto da Huíla entra com objectivo de obter rodagem competitiva. Eduardo Samuel José sustenta que a longa paragem submetida a colectividade influenciou negativamente na maturação dos atletas. O pouco tempo de treinos realizados não permitem elevar os níveis competitivos, apesar de alguns atletas terem participações em diferentes eventos nacionais.
         

NACIONAL
Equipa da Huíla
pondera abandono


O único representante da província da Huíla  pode boicotar a participação no Campeonato Nacional de basquetebol em cadeira de rodas, que começa no dia 10 na cidade de Lubango, se não ver resolvido os pendentes. A treinadora Rosa Alexandrina assegura que a agremiação enfrenta inúmeras dificuldades que se consubstanciam na falta de recintos para treinar e de apoios das entidades de direito.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Rosa Alexandrina ressaltou que os atletas do Misto da Huíla precisam efectuar adaptação ao piso e as tabelas do pavilhão multiuso da Nossa Senhora do Monte, mas não há respaldo favorável das entidades locais do desporto.

"Temos sido impedidos de usar o pavilhão principal e, se não fizermos o trabalho, não vamos adaptar-nos ao piso e as tabelas; as nossas cadeiras são especiais e não se adaptam a qualquer tipo de piso", explicou.

A treinadora esclareceu que o treinamento feito noutros pavilhões pode arcar em despesas desnecessárias. A título de exemplo, citou que o estoiro de pneus complica a equipa, pois "não há meios de reposição". No entanto, alerta que a participação da Huíla na competição nacional vai depender "da moral dos jogadores" por serem os fazedores do espectáculo e não do treinador.

“Há muita falta da atenção dos nossos dirigentes. A ausência faz com que não tenhamos direitos nem pavilhão disponível para treinar. Esquecem-se que são as nossas forças motivacionais para trabalhar", disse.

Zangada pelo comportamento, Rosa Alexandrina deixa o recado aos responsáveis: "Se por acaso, dentro destes dias que faltam para o início da competição, os dirigentes da nossa equipa não aparecerem para nos motivar e responder os nossos pedidos, o nosso público, fãs e adeptos podem crer que a equipa da Huíla não vai estar presente na prova em nossa casa”.