Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Equipas huilanas projectam poca

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 01 de Outubro, 2018

Sapatilha inadequada e terreno desnivelado so condies propcias para se contrair uma leso

Fotografia: Edmundo Eucilio

O orgulho do atletismo nacional está ferido. Sangra em toda a amplitude. A cada ano, os rendimentos dos atletas baixam nas provas nacionais e internacionais. As marcas enfrentam dificuldades para se superarem. As pistas de areia revestidas de detritos, pés sem calçados, roupas impróprias e alimentação incompatível, constituem as dificuldades dos atletas huilanos. O celeiro de fundistas angolanos vive momentos de consternação. Uma morte lenta, agoniza as escolas erguidas em meio de sacrifício. Lágrimas de desesperança correm nos rostos de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Atletas e treinadores.
O futuro do atletismo nacional é incerto. O grito de Lázaro João, treinador do 1º de Agosto, ecoa pelas terras altas da Chela: os atletas não têm recursos para adquirirem equipamentos (camisolas, calções e sapatilhas) adequados ao atletismo.
\"Tudo isso faz falta. Há problemas logísticos nos atletas. As rendas das famílias são escassas. A falta de equipamento afecta o rendimento desportivo. Os corredores reclamam apoios, pois treinam em condições inadequadas\", disse.
Lázaro João sustentou que \"uma sapatilha inadequada e terreno desnivelado são condições propícias para se contrair uma lesão\".
Em meio as dificuldades, as escolas participaram, no último fim de semana, da abertura da época 2018-2019. O desejo de melhorar as marcas da nova geração de atletas é emperrado pela falta de pista de tartan e de outros equipamentos. O ânimo ganha a alma, quando vislumbra a participação na São Silvestre de Luanda e nas provas provinciais de corta-mato.
Os treinadores huilanos desejam melhorar os sistemas de treinamento, para a boa participação na corrida mais importante do calendário da Federação Angolana. A criatividade existe, mas estão limitados.
Lázaro João reconheceu que \"o mundo do desporto é muito exigente e os treinadores fazem demarches para a melhoria técnica\". Apela à organização da São Silvestre de Luanda, para caprichar na edição de 2018.
\"Há coisas que devem ser melhoradas. Precisamos progresso para levar avante o atletismo\", disse.
O Núcleo do 1º de Agosto na Huila movimenta 18 atletas, distribuídos nos escalões de iniciados, juvenis, juniores e seniores em ambos sexos. A classe feminina é a mais sacrificada. Conta apenas com cinco atletas, \"um número muito reduzido\".
Resignado à realidade, o treinador do Clube Ferroviário da Huíla trabalha com os meios à disposição. Marcelino Muassalala augura ver melhorada a prestação dos atletas nas competições provinciais e nacionais.
\"A preparação decorre dentro dos parâmetros definidos; corre bem com a ajuda da direcção do clube. Queremos melhorar em todos os aspectos, para apresentarmos atletas com boas performances\", disse.
O Clube Ferroviário da Huíla conta com 30 atletas nos escalões de benjamins, infantis, iniciados, juvenis, juniores e seniores, em ambos sexos. Muassalala apela à classe empresarial local a apoiar \"os bons talentos\" que despontam no atletismo.

Interclube aposta nos títulos nacionais

A superação de resultados negativos da época 2017-2018, constitui um dos desafios dos atletas do Interclube residentes na Huíla e do técnico Augusto Diogo \"Seco\", na temporada que abriu no último fim de semana. Hoje, as atenções estão centradas no início de preparação, para a corrida a disputar no último dia do ano em Luanda.
\"Vamos começar a preparação a 1 de Outubro (hoje) com olhos postos na São Silvestre de Luanda, uma competição com outro impacto. Queremos ser os melhores na presente época\", disse.
Augusto Diogo confirmou que, na edição passada, tiveram \"alguns percalços\".
\"Queremos superar o que não conseguimos. Perdemos alguns títulos nos campeonatos de pista. Vamos trabalhar para sermos vencedores em todas as provas\", assegurou o treinador.
O Interclube vai competir nas provas de corta-mato e de pista. O desejo aspira ostentar os títulos das especialidades de meio fundo e fundo, mormente, 400m, 800m, 1,5 mil, 5 mil e 10 mil metros, segundo Augusto Diogo \"Seco\".
Apesar de circunstâncias adversas de treinamento na província, o treinador revelou que a direcção do Interclube colocou à disposição \"as melhores condições\" e estabeleceu metas. Agora, cabe à equipa técnica \"satisfazer as exigências\".
\"Não basta pedirmos as boas condições de trabalho e não apresentarmos resultados satisfatórios aos nossos dirigentes. Temos de trabalhar. A direcção sempre apostou nos fundistas huilanos\", disse.
Contrariamente aos outros treinadores, Augusto Diogo caracterizou \"evolução satisfatória\" no atletismo huilano. A massificação nos clubes e no desporto escolar é apontada como \"balão de ensaio\", para o relançamento da modalidade.
Com discurso moralizador está também Mário Kapoco. O treinador do Benfica Petróleos de Lubango manifestou o desejo de chegar ao pódio, contrariamente aos anos anteriores, em que apenas viu a equipa a participar das provas nacionais e provinciais.
\"Vamos competir em todas as provas e não mais participar. A nova organização interna continua com vista a proporcionar bom ambiente de trabalho aos nossos atletas. Somos um dos clubes que apostam na atletismo, em especial na formação de atletas\", disse.
O Benfica Petróleos de Lubango vai competir nos escalões de iniciados, juvenis, juniores e seniores, em ambos os sexos. Depois da primeira fase de formação, os atletas são lançados para estabelecer as marcas que os leva a competições internacionais, segundo Mário Kapoco.
O Interclube trava despique nas provas nacionais com o 1º de Agosto e Petro de Luanda nos escalões seniores e de júniores.

Fernando António
vence Troféu RNA


Com 17min17s73, Fernando António venceu, no Lubango, a III edição da prova de atletismo inserido nos festejos de 5 de Outubro, dia da RádioDifusão Nacional de Angola, a assinalar na próxima sexta-feira. O atleta do Petro de Luanda, superou a concorrência de Adelino da Silva, do Interclube (17min40s75), e Manuel Dumbo, do 1º de Maio de Benguela (17min56s76).
Em femininos, Francisca Walende, do Clube da Saúde, chamou a proeza com 21min55s76. Nos lugares subsequentes ficaram Maria Bimbi, popular (22min22s94), e Teresa Tcheculile, individual (23min58s90).
Na categoria de juvenis, o atleta do Assessoria Manuel Jamba Sport, Satiano Faria, arrebatou o troféu com 18min01s05. Em femininos, Teresa Elias, do Clube da Saúde, venceu a prova com a marca de 24min09s30.
No atletismo adaptado, Pedro Samuel com o tempo de 18min30s48 arredou para lugar subsequente José Ndala (20min03s43).
Na classe de populares, Francisco Jamba ergueu o troféu de vencedor com o tempo de  27min44s04.

Rádio Huíla
incentiva
massificação


A promoção de actividades desportivas, no âmbito nos festejos da Rádio Nacional de Angola, a assinalar-se na próxima sexta-feira, é um contributo do órgão de comunicação social do país à massificação de desporto, apontou no Lubango, o director da Emissora provincial da Huíla, Augusto José.
Augusto José disse, durante a cerimónia de entrega de troféus aos vencedores, que a prova de atletismo, na distância de cinco quilómetros, realizada sábado na cidade do Lubango, visou saudar mais um aniversário da RádioDifusão Nacional de Angola, o que “se tornou uma tradição”.
“Esta prova tornou-se uma "mania". É uma forma de darmos o nosso contributo à realização de actividades desportivas na cidade do Lubango. Portanto, tornou-se uma "mania" de tal sorte que estamos a pensar já em variar um pouco mais. Além do atletismo, este ano, já agregamos o taekwondó”, disse.
O director da Emissora Provincial da Huíla, considerou a prova de atletismo uma "experiência" para agregar outras disciplinas desportivas no futuro. A adesão da população "ultrapassou a expectativa".
“Isso representa que o 5 de Outubro é uma data, que junta várias sensibilidades e responde exactamente a marca RádioDifusão Nacional de Angola, segundo o qual a "RNA" unimos o país. Os atletas desses desportos responderam a esse slogan”, citou.
Nos próximos meses, uma equipa de futsal da RNA pode juntar-se aos clubes existentes na Huila. A garantia é do director da Emissora provincial da Huíla, Augusto José.
A “boa nova” já está a mexer as outras agências de comunicação social da província. Muitos profissionais aguardam pelo convite para integrarem a equipa RNA.