Jornal dos Desportos

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Ernestina reaparece em Caxito

30 de Janeiro, 2015

Fundista da equipa da Polícia Nacional foi acometida de problemas de saúde que a levaram falhar a São Silvestre de Luanda

Fotografia: M. Machangongo

A atleta, ausente das pistas há cerca de três meses, por questões de saúde, diz estar a preparar-se para um regresso em grande.

“Corri a última prova em Caxito, alusiva à independência nacional, em Novembro de 2014. Já não estava muito bem e acabei em terceiro lugar. Falhei muitas outras provas, incluindo a São Silvestre de Luanda. Agora, estou num processo de recuperação e vou correr a meia-maratona de Caxito com ambição de manter o troféu", disse.

Apesar de elevar a fasquia da sua participação, a fundista residente na cidade de Lubango ressaltou: "Respeito as adversárias, mas estou a preparar-me para conquistar a prova".

Ernestina Paulino venceu as duas últimas edições da meia-maratona de Caxito, altura em que a prova se abriu ao sector feminino.

Além de Ernestina, outras fundistas da Huíla preparam-se para uma representação condigna na prova de Caxito, como  os casos de Adelaide Machado, a melhor angolana na última edição da prova de São Silvestre de Luanda.

No sector masculino, Joaquim Chamane, vencedor da corrida, no ano passado, trabalha com afinco para contrapor a concorrência liderada por Severino Vicente, Avelino Ndumbo, Tiago Baptista, Alexandre João, Rafael Epesse e Bastos Filipe, o melhor angolano na São Silvestre de Luanda.

A organização da corrida alterou o percurso da prova de 21 quilómetros. O  tiro de largada, que na edição anterior foi dado nas imediações do Musseque Capari, vai ser dado nas imediações do desvio da Barra do Dande, enquanto a meta final deixa de ser a Praça do Ingamba e foi transferida para o Cine Teatro, no centro da cidade de Caxito.

Em relação aos prémios, mantêm-se o quadro da edição anterior. Os primeiros classificados da meia-maratona, em federados, em ambas as classes, vão receber, em kwanzas o equivalente a  seis mil dólares. Na mesma prova, a classe de populares reserva um prémio de três mil dólares aos vencedores.

O regulamento prevê a disputa de uma prova de dez quilómetros exclusiva a corredores locais com um prémio de dois mil dólares aos primeiros classificados das classes masculina e feminina. Os portadores de deficiência vencedores vão receber 800 dólares, tal como os que vão correr na especialidade de triciclo. Os veteranos vencedores recebem 500 dólares.

Miguel Candona e Avelino Ndumbo venceram as duas primeiras edições da prova. A terceira edição foi vencida por Francisco Caluvi e a última, em 2014, por Joaquim Chamane.

Na  classe feminina, Ernestina Paulino venceu a primeira edição, que fez correr uma prova de dez quilómetros. A segunda edição, na mesma distância, foi vencida por Luciana Viengo.