Jornal dos Desportos

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Modalidades

Escola de boxe do Lubango precisa de apoios

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 03 de Maio, 2013

Os praticantes de boxe da Escola do Lubango enfrentam dificuldades

Fotografia: Jornal dos Desportos

Constituída por 20 pugilistas nos escalões de juvenis, cadetes, juniores e seniores masculinos, além de quatro do sector feminino, os atletas treinam em péssimas condições num recinto adstrito ao Serviço de Protecção Civil e Bombeiros da Huíla. Adriano Lutonadio, treinador adjunto da Escola de boxe do Lubango, confirmou que os pugilistas precisam de apoio moral, material, sobretudo, de sacos, luvas, cordas e equipamentos.

Lutonadio revelou que a situação se arrasta há já algum tempo e tem estado a tirar sono à equipa técnica, ávida de dinamizar a modalidade na capital huilana. Aliado a esse constrangimento são as distâncias que os praticantes percorrem a pé, das suas residências até chegar ao local de treino e vice-versa. “Não temos condições de trabalho. A nossa preparação é feita em péssimas condições. O recinto cedido pelos Serviços de Bombeiros não está bem cimentado, o que provoca, às vezes, lesões aos atletas”, disse.

O treinador adjunto assegura que os atletas apresentam grande vontade de aprender o ABC do boxe, mas enfrentam diariamente longas caminhadas por falta de dinheiro para transporte público. “Também não o temos para os apoiar”, lamentou.

Para evitar a paralisação, a Escola de boxe do Lubango dá prioridade ao trabalho técnico sem luvas, baseado em orientação teórica, visando as competições nacionais. As aulas práticas são feitas quando tiverem materiais de apoio.Lutonadio revelou que depois de a Huíla acolher o torneio nacional de boxe, a modalidade não conheceu apoios das entidades de direito; não viu nenhum dirigente da província a manifestar o seu apreço de agradecimento e encorajamento pela participação dos pugilistas locais no torneio.

“O boxe local ainda não tem apoios, pois precisamos de quem nos motive. Não vimos nenhum dirigente a endereçar uma palavra de agradecimento e encorajamento sobre o trabalho que fizemos no torneio realizado aqui, mesmo sabendo das péssimas condições em que massificamos o boxe nessas paragens”, referiu.

Quanto à caracterização da modalidade, o treinador adjunto ressaltou que “o boxe precisa de ser reactivado na Huíla e a dinamização que se faz na Escola do Lubango resulta da vontade e força dos treinadores e dos atletas para que não desapareça da província”.