Jornal dos Desportos

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Escolinha Miguel Lutonda pesquisa talentos em Cacuaco

Augusto Panzo| Cacuaco - 06 de Junho, 2019

Fotografia: Edies Novembro

O “bichinho” do basquetebol continua a mexer com Miguel Lutonda. Retirado das quadras como jogador, após uma carreira plena de êxitos, quer no ASA e no 1º de Agosto, quer na selecção nacional, o “General” vê hoje concretizado um antigo sonho: transmitir às novas gerações a experiência acumulada como jogador.
Lutonda elaborou um projecto de formação de jogadores de basquetebol no município de Cacuaco. A instituição localiza-se no bairro dos Pescadores, tem o seu nome e trabalha desde Dezembro de 2018 todos os domingos com cerca de 50 a 60 petizes com idades entre os 10 anos e os 16 anos.
Os primeiros frutos já começaram a dar nas vistas com a prospecção e a projecção de três miúdos para as escolas do 1º de Agosto. A informação é do "General" em declarações ao Jornal dos Desportos.
“Na altura em que era jogador, tive um sonho de criar uma academia ou escolinha de basquetebol. Um projecto que passou de um simples sonho para a realidade. Agora, que sou treinador-adjunto do 1º de Agosto, tive a ideia de massificar o basquetebol em Cacuaco. Aproveito o grande número de crianças do município, concretamente, nos bairros ao redor da vila sede para os ensinar a jogar”, começou por explicar o antigo base da selecção nacional.
Para além de rentabilizar a força humana, Miguel Lutonda revelou que o objectivo é também de cativar os petizes na prática de actividade mais valiosa e desviá-los de maus caminhos .
“A ideia surgiu também com o propósito de poder atrair um bom número de miúdos às boas práticas e desviá-los da delinquência e do consumo das drogas. É uma ideia que vem de outras escolas, como a NBA, onde muitos jogadores, depois de terminarem as carreiras, criam academias próprias\", esclareceu.
Para o antigo atleta do 1º de Agosto, hoje nas vestes de treinador adjunto, a parceria com o empresariado local seria o ideal para que o programa vá adiante.
“Em termos financeiros, gostaria que tivesse o apoio dos empresários nesse projecto, não com valores financeiros, mas na compra de algumas bolas apropriadas vendidas num dos grandes grupos de supermercado do país", disse.
Lutonda realçou que "se um dos empresários for ao estabelecimento comercial comprar 10 bolas, alguns cones ou mesmo um balão de fardo de equipamento de basquetebol, já seria satisfatório".
"Para mim, o gesto seria uma grande ajuda”, enalteceu.  
A prece de Miguel Lutonda é extensiva à necessidade da melhoria da quadra, onde trabalha, bem como a aquisição de tabelas e outros afins.
“Precisamos de bolas, cones, tabelas, sobretudo, para o escalão de mini basquetebol e de outros apoios. A quadra precisa de ser melhorada o piso para que possamos trabalhar melhor e tranquilos. O objectivo é proporcionar ao país mais talentos de qualidade elevada como Miguel Lutonda”, clamou.