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Espanhol Jorge Lorenzo vence grande prémio de Itália0

01 de Junho, 2015

Jorge Lorenzo conquistou ontem a sua terceira vitória consecutiva na época'2015 da MotoGP.

Fotografia: AFP

Perigoso como sempre, Jorge Lorenzo assumiu a liderança ainda nas primeiras voltas e fugiu dos rivais para vencer com mais de sete segundos de vantagem para um heróico Andrea Iannone. De novo caçador, Valentino Rossi fechou em terceiro lugar.

Os pilotos da grelha de partida alertaram que Jorge Lorenzo é um perigo quando está sozinho na liderança. Mas os alertas de nada serviram ontem. O piloto da Yamaha instalou-se na liderança ainda no início da disputa, ignorou a concorrência e, sem ingresso para o espectáculo que acontecia atrás, continuou firme e forte rumo ao terceiro triunfo de 2015.

HISTÓRIA DA CORRIDA

Assim como aconteceu ao longo de todo o fim de semana, o verão italiano continuou a  iluminar o Campeonato Mundial de Motociclismo. Na hora da largada da MotoGP, os termómetros marcavam 25ºC, com o asfalto a chegar aos 48ºC. A velocidade dos ventos estava em 13 km/h.

Na repetição de um feito de Giacomo Agostini em 1972, Andrea Iannone colocou a Ducati na pole do Grande Prémio da Itália, à frente de Jorge Lorenzo e Andrea Dovizioso. O líder do Mundial, Valentino Rossi saiu em oitavo, com Marc Márquez apenas em 13º lugar.

O número 46, aliás, apresentou a versão 2015 do tradicional capacete especial para o Grande Prémio da Itália. Chamado  “Energia Rinnovabile', o casco mostra os níveis de energia do piloto dos treinos livres até a corrida. Além de Rossi, Dovizioso e Iannone também fizeram capacetes especiais para a corrida.

Apaixonado por motos, Keanu Reeves, que já tinha visitado o Mundial durante o Grande Prémio das Américas, voltou ao paddock para acompanhar os trabalhos em Mugello. O actor, famoso por filmes como “Velocidade Máxima” e “Matrix”, acompanhou os trabalhos directo das boxes da Honda, onde Marc Márquez ia precisar de ser corajoso como o policial Jack Traven para se recuperar da péssima posição de largada.

Tal qual um verdadeiro astro do rock, Rossi levantou a claque que lotou Mugello  por deixar as boxes para alinhar na grelha da Toscana. Mugello é, definitivamente, território dos ‘VR Maníacos’.

REACÇÃO

Jorge Lorenzo conquistou ontem a sua terceira vitória consecutiva na época'2015 da MotoGP. Depois de um início de Mundial muit tumultuado, o espanhol engatou numa bela sequência e executou o seu tradicional plano de fuga, desta vez em Mugello.

Ao largar na segunda posição, Lorenzo não tardou em assumir a ponta e, uma vez que encontrou pista livre pela frente, tratou de impor o seu ritmo e ignorar a concorrência. Depois de 23 voltas, Jorge recebeu a bandeirada com 5s563 de vantagem para Andrea Iannone.

Após a prova, Lorenzo avaliou que este pode ser o ano da Yamaha e lembrou que a casa de Iwata venceu cinco das seis provas disputadas até aqui: três com ele e duas com Valentino Rossi.

“Comentei no sábado que este pode ser o nosso ano. Ainda é muito cedo para dizer que vamos vencer ou que vamos manter esse nível, porque o campeonato ainda é muito longo. Faltam 12 corridas para o fim e com certeza, os outros pilotos vão melhorar, vão chegar, mas são cinco corridas de seis, cinco vitórias de seis, e isso significa alguma coisa”, ponderou.

Jorge Lorenzo assegura: “Significa que a nossa moto está a funcionar muito bem”.

Lorenzo explicou que, após o warm-up desta manhã, entendeu que Iannone estava mais forte que Andrea Dovizioso e, por isso, tratou de se apressar para colocar o número quatro para trás e evitar o ataque do número 29.

“Aqui a Ducati parece muito forte  depois do warm-up Andrea pareceu muito forte, muito constante, mas hoje (ontem) não foi a mesma coisa”, disse.
Jorge Lorenzo assegura que “alguma coisa mudou na pista e era muito difícil estar em 1min47s5, era impossível”.

“Tivemos de ir para 1min47s alto e, felizmente, para mim; os outros estavam em 1min48s. Então essa foi a minha sorte hoje (ontem)”, disse.

O piloto espanhol ressaltou que pode escapar relativamente mais fácil do que esperava; em algumas voltas estava a até seis ou sete décimos e tirou aproveito da vantagem e oportunidade.

“A largada não foi tão boa, perdi a minha posição para Dovizioso, mas na primeira curva pude abrir um pouco a linha para ter uma velocidade alta na curva e passei Andrea por fora, arriscando um pouco”, disse.


MOTO 2
Tito Rabat regressa às vitórias


Tito Rabat voltou! Depois de um início de ano um tanto irregular, o campeão em título colocou o número 1 em campo, desfilou o seu tradicional ritmo constante e encerrou um já longo jejum ao subir ao topo do pódio do Grande Prémio de Itália, realizado ontem em Mugello.

Tito não teve uma boa saída na terceira posição, mas recuperou-se rapidamente e passou a integrar o pelotão de frente. Sem muita demora, o espanhol colocou-se em terceiro, atrás de Tom Luthi e Dominique Aegerter.

O número 12 sofreu uma queda e abandonou a disputa. Aegerter defendia-se das garras de Tito. Depois de alguma pressão, o campeão vigente assumiu a liderança e passou a abrir vantagem, com fugas cada vez mais do pelotão.

O líder do Mundial, Johann Zarco, empenhou-se em alcançar o rival da Marc VDS e conseguiu recortar uma vantagem superior a um segundo. Na última curva da pista de propriedade da Ferrari, Tito saiu bem e conseguiu afastar-se o suficiente para impedir um ataque na recta.

Depois de cair para terceiro, Aegerter não conseguiu acompanhar o ritmo do número cinco e vai completar o pódio da Itália, à frente de Sam Lowes. O britânico teve um toque com Simone Corsi ainda no início da disputa e o lance foi revisado pela direcção de prova após a corrida.

Luis Salom teve a sua melhor actuação na época e recebeu a bandeirada em quinto, à frente de Xavier Siméon. Julián Simón aparece em sétimo, com Sandro Cortese, Axel Pons e Lorenzo Baldassarri a fechar o quadro dos dez primeiros.

Álex Rins travou uma boa batalha com Álex Márquez e levou a melhor na disputa com o seu ex-companheiro de equipa na Moto3. O piloto da Pons recebeu a bandeirada com 0s225 de vantagem para o espanhol da Marc VDS. Com o resultado, Zarco continua na liderança do Mundial, agora com 31 pontos de vantagem sobre Rabat, que saltou quatro postos para assumir a vice -liderança. Luthi tem o terceiro lugar, com Lowes e Jonas Folger fecha o top-5.

HISTÓRIA DA CORRIDA

Com o sol a brilhar no céu da Toscana, os pilotos da Moto2 encontraram condições perfeitas para a corrida. Na hora da largada, os termómetros marcavam 23ºC, com o asfalto a chegar aos 43ºC. A velocidade dos ventos estava em 10 km/h. Pela segunda vez na época, Sam Lowes tinha a pole position. Os pilotos tinham disponíveis os compostos dianteiros e traseiros médios dois e duros três, que faziam a sua estreia na época. Na grelha de largada, todos os pilotos do top-13 fizeram a mesma escolha de pneus: médio à frente e duro atrás.

Na hora de largada, Aegerter fez uma grande saída e tomou a liderança, com Luthi a saltar para a segunda posição, à frente de Lowes, Corsi, Siméon, Salom, Rabat, Zarco, Simón e Folger.

CURIOSIDADE

Com Danny Kent a largar na liderança da Moto3 e Sam Lowes, na Moto2,  foi a primeira vez que dois britânicos largaram à frente de duas categorias no mesmo fim de semana desde o Grande Prémio da Suécia de 1977, quando Barry Sheene e Mick Grant partiram do posto de honra nas 500cc e nas 250cc.