Jornal dos Desportos

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Estdio dos Coqueiros acolhe hoje Meeting Demstenes de Almeida

02 de Janeiro, 2015

Emoes nas provas de velocidade agitam as pistas de tartan dos Coqueiros

Fotografia: Kindala Manuel

A participação na prova tem carácter obrigatório aos corredores que estiveram inscritos na 59ª edição da corrida de fim de ano. Diferentemente das edições anteriores, este ano, a prova tem a participação de equipas angolanas e é disputada nas três categorias: sénior, júnior e juvenil.

A prova de seniores tem a participação conjunta de atletas angolanos e estrangeiros, é disputada nas especialidades de 1.500 metros, 3.000 metros, 3.000 metros obstáculos e 5.000 metros.

Em cada uma destas especialidades, a organização garante prémios de 1,5 mil dólares norte-americanos para o vencedor, 1.000 dólares para o segundo e 500 dólares para o terceiro classificado.

Para os juvenis e juniores estão reservadas apenas medalhas. Em juniores, a prova vai indicar os representantes angolanos para o torneio zonal marcado para Madagáscar, em Março, enquanto em juvenis, selecciona os integrantes da selecção para o zonal das Ilhas Maurícias que se disputam em Abril.

Juvenis e juniores vão disputar provas de 110 metros obstáculos, prova de estafetas, provas de velocidades (100 metros, 200 metros e 400 metros), meio fundo ( 800 metros, 1.500 metros, 3.000 metros), e provas de 5.000 metros.

A grande expectativa está em torno de uma dobradinha, vencer a São Silvestre e uma das provas do meeting, para  juntar ao prémio da corrida de fim de ano outros valores atribuídos pelos lugares de pódio no meeting. No ano passado, os vencedores da São Silvestre de Luanda não lograram qualquer conquista no meeting.

Stanley Biwot e Priscah Jeptoo inscreveram-se nas provas de 1.500 metros, mas ficaram longe dos lugares do pódio.


SÃO SILVESTRE
Carlos Rosa sublinha
evolução dos atletas


O presidente da Federação Angolana de Atletismo enalteceu a melhoria do desempenho dos atletas nacionais, na 59ª edição da prova pedestre de final de ano, a São Silvestre de Luanda, realizada na última quarta-feira e vencida pelos quenianos ao serviço do Kaboscorpo, Stephen Kibet e Josefine Chepkoech.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o dirigente advogou maior investimento na formação de técnicos, alimentação dos atletas e inserção em várias competições, como o pressuposto para que o vencedor seja um angolano nas futuras provas.

Carlos Rosa felicitou o departamento de Saúde do Governo da província, por ter aconselhado a realizar o certame uma hora após o habitual. No entanto, foi notória a redução no desgaste físico dos atletas, o que se reflectiu na presença de poucos casos clínicos.

“Estamos satisfeitos com os resultados desta prova, não só pela forma como as coisas estão a decorrer, mas por notarmos algum crescimento do ponto de vista competitivo dos atletas angolanos, o que nos leva a crer na possibilidade de ter um vencedor angolano em breve”, disse.     
HELDER JEREMIAS


REACÇÃO
Velocidade de Stephen Kibet
deixa assustado Bastos Filipe


O atleta da província do Cuanza Sul, Bastos Filipe, melhor angolano na 59ª edição da corrida pedestre São Silvestre de Luanda, ficou surpreendido com a velocidade aplicada nos dez quilómetros pelo vencedor da prova, o queniano Stephen kibet. O representante do 1º de Agosto acusou preguiça em determinada etapa do percurso.

“A prova foi dura. A subida do Prenda acabou comigo. Fui o melhor angolano, porque me esforcei para tal. Os 200 metros de distâncias, a favor do Stephen kibet, provocou-me uma desmotivação. A dado momento, estava com o pensamento de desistir, mas depois recuperei o ânimo”, reconheceu. 

O atleta prometeu melhorar o seu desempenho nos próximos torneios internacionais, que estiver envolvido. “Trabalharei mais, para que nos próximos ano  corra ao nível dos estrangeiros e se for possível conquistar a São Silvestre”, assegurou.

BOM JOGO DE EQUIPA
OFUSCAM  ANGOLANAS

Adelaide Machado, atleta do Interclube, elogiou o nível de organização da 59ª prova de São Silvestre. “A competição foi boa, não houve nenhum problema, a temperatura foi amena e chegarei ao pódio se manterem a prova neste turno”, disse.

A fundista revelou que teve dificuldades em ultrapassar algumas etapas. “Suportei a dinâmica empreendida pela vencedora até os dois quilómetros. A partir daí, acusei uma quebra física. Quando atingi a subida da Clínica do Prenda, comecei a sentir picadas no estômago”, frisou.

Para além da força imposta pela vencedora da prova, Adelaide também sentiu a sombra da atleta do 1º de Agosto, Josefina  Baptista. “Foi uma adversária forte”, disse. Adelaide assegurou que “houve obstrução na estratégia das angolanas, um facto que pesou de forma negativa no desempenho”.    
ÁLVARO ALEXANDRE