Jornal dos Desportos

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Etapas brancas revelam desorganizao

Simo Kibondo,Kinshasa - 07 de Junho, 2016

H mais de setenta e duas horas que os participantes esto nos locais das provas

Fotografia: jos Soares

As etapas “brancas” que no ciclismo  consideram-se troços de ligações para a transferência para os locais das competições, têm marcado consideravelmente a IV edição do Tour da Republica Democrática do Congo (RDC), que ao longo das ultimas 72 horas, só se disputou a I etapa na vila de Kissangani, no domingo dia 05.06, e um dia depois do inicialmente previsto.Ontem, os participantes que deviam estar em Kindu para a II etapa, foram forçados a regressar a Kinshasa, uma vez que as condições climáticas naquela região não permitiram a aterragem do avião, nas primeiras horas desse mesmo dia.

Das várias tentativas efectuadas, a tripulação da companhia congolesa que  transporta os participantes, ainda tentou sem sucesso a aterragem em Goma, na região que se segue a Kindu, também sem sucesso.A par desta situação, que afecta sobremaneira as etapas desta IV edição do Tour alguns aspectos técnicos  organizativos,  afectam sobremaneira a boa organização do evento e os próprios participantes. A verdade é que a organização  programou efectuar quase todas as transferências das provas por via aérea e no fim do dia. Na segunda-feira, por exemplo, os participantes saíram do restaurante onde efectuaram o jantar por volta das 19h00, e postos no aeroporto tiveram de esperar pelas primeiras horas do dia seguinte para embarcarem para Kindu.

Contudo, depois do que já referimos em relação aos motivos que impediram a aterragem, tanto em Kindu, como a opção Goma, postos no Aeroporto Internacional de N’Dijili, em Kinshasa, parte da bagagem dos participantes ficou em Kindu, que por algum motivo não explicado pela organização companhia aérea congolesa, não chegou ao destino.


De resto, nesta IV edição do Tour da RDC em bicicleta, fazem-se mais etapas “brancas”, devido aos constantes troços de ligação, tanto por via terrestre, como aérea,  o que aliás é uma das características da competição. De Kinshasa, onde os participantes  encontram-se em trânsito, devem rumar para Kindu para a disputa da II etapa que  conta para a classificação geral, em todas as categorias, concretamente por tempo e pontos, uma vez que a I etapa, disputada domingo, 05.06, serviu para definir o primeiro " camisola -amarela", e distribuir alguns prémios monetários em disputada em função das classificações obtidas.

CICLISTA  FRANCÊS
Tourtelot veste “camisola-amarela”

Em funçäo da classificaçäo geral da I etapa disputada em Kissangani, o francés Alexis Tourtelot,  veste-se de "amarelo" na II etapa, que de princípio e salvo alteraçäo de ultima hora, é disputada num circuito -fechado na Vila de Kindu de 90 Km, onde devem ser dadas 15 voltas, cada com seis(6) Km, a que deve seguir-se mais uma transferência de aviäo até Goma.

Os ciclistas angolanos, bem posicionados, entre os dez melhores corredores do pelotäo com 70 participantes, devem começar a "atacar" o objectivo de colocarem-se entre os melhores do pódio, a partir desta etapa.Os corredores angolanos , além de poderem vir a ser a elhor equipa africana em prova, como ficou patenteado na I etapa, ambicionam também obter a "camisola de melhor jovem na prova" , entre os concorrentes  20 e  23 anos, sub -23, em posse do Belga Mertier De Giovani, e ainda do melhor africano a título individual, actualmente com o Burkinabe, Mathias Sorgho.

De acordo com  o calendário que tivemos acesso, tanto a prova de Kindu, como a de Goma, III etapa de 105 Km, é também em circuito-fechado, com dez  voltas, com 10,5 Km,  começam às 10h00. Ambas ainda sem data marcada,  a etapa de Kindu deve ser realizada logo que os participantes cheguem àquela regiäo.
S.K