Jornal dos Desportos

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EUA conquista centsima medalha de ouro

15 de Fevereiro, 2018

Fotografia: Martin BUREAU | AFP

O snowboarder Shaun White deu ontem aos Estados Unidos a 100.ª medalha de ouro em Jogos Olímpicos de Inverno, ao sagrar-se tricampeão em half pipe, num dia em que a selecção unificada das Coreias marcou o seu primeiro golo.
White, que já tinha sido campeão olímpico em Turim2006 e Vancouver2010, voltou a alcançar o ouro, impondo-se ao japonês Ayumu Hirano e ao australiano Scotty James, que conquistaram a prata e o bronze respectivamente.
No combinado nórdico masculino, o alemão Eric Frenzel, pentacampeão mundial, revalidou o título conquistado há quatro anos em Socchi. Frenzel foi quinto na prova de salto, mas dominou a prova de fundo, arrecadando o ouro e deixando a prata para o japonês Akito Watabe, e o bronze para o austríaco Lukas Klapfer.
No luge, a dupla germânica Tobias Wendl e Tobias Arlt também revalidou o título e, juntamente com Frenzel, contribuiu para manter a Alemanha na liderança do quadro de medalhas dos Jogos que decorrem na Coreia do Sul.
Wendl e Arlt revalidaram, de forma previsível, o título conquistado na Rússia, numa prova na qual a grande surpresa foram os austríacos Peter Penz e Georg Fischler, que conquistaram a prata, depois de terem sido 19.ºs classificados em Sochi2014.
Na mesma prova, os alemães Toni Eggert e Sascha Benecken, conquistaram o bronze, o terceiro para a Alemanha, que lidera o \"medalheiro\" com um total de 12 medalhas, sete das quais de ouro.
Na prova de 1.000 metros de patinagem de velocidade feminina, a holandesa Jorien Ter Mors subiu ao lugar mais alto, com uma marca que constitui novo recorde olímpico, repartindo o pódio com as japonesas Não Kodaira e Miho Takagi, prata e bronze, respectivamente.
Num dia marcado por fortes ventos, fica para a história o primeiro golo da selecção unificada das duas Coreias no hóquei no gelo feminino, marcado por uma jogadora nascida nos Estados Unidos.
O golo de Randi Heesoo Griffin, filha de mãe sul-coreana, não evitou a derrota, por 4-1, frente ao Japão, nem a eliminação da equipa, mas ficará certamente para a história do desporto olímpico e dos dois países, que tecnicamente se mantêm em guerra desde a década de 1950.