Jornal dos Desportos

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Expectativa marca GP de Inglaterra

Altino Vieira Dias - 13 de Julho, 2019

Por ser uma pista de velocidade que permite ultrapassagens, vamos assistir um passeio em alta velocidade.

Fotografia: AFP

Depois do Grande Prémio da Áustria, terra natal de Niki Lauda, os motores voltam a roncar na Inglaterra, terra de James Hunt. Siverstone é o berço da Fórmula 1. A Grã-Bretanha é o único país com presença em todas as temporadas.
Os ingleses são os mais vencedores dos Grandes Prémios do seu país, com 24 vitórias, seguem os australianos e alemães com seis , os franceses com cinco e o restante divididos entre outras nacionalidades. Jim Clark, Alain Prost e Lewis Hamilton são os pilotos com mais vitórias, toca cinco para cada. O último vencedor do Grande Prémio da Grã-Bretanha, foi o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari.
A equipa italiana é a mais genuína, histórica e batalhadora equipa da Fórmula 1, de natureza ardilosa, um reflexo das raízes profundas neste desporto. Ao longo de mais de seis décadas, na competição, a Ferrari concebeu um currículo invejável e um total de troféus, é a equipa de mais sucessos na competição.
Alguns dos maiores nomes deste desporto, incluindo Fângio,  Niki Lauda, Alain Prost, Gilles Villeneuve e Michael Schumacher têm o seu nome inscrito nos anais da equipa. O último a conseguir um título pela equipa foi Kimi Raikkonen  embora, vencesse com um tremendo “golpe de sorte”, devido às “brincadeiras” de Lewis Hamilton.
A equipa do “Cavalinho Rampante” (Ferrari) está realisticamente sujeita a fazer os seus pilotos lutarem, apenas, com Max Verstappen, da Red Bull, se não mudarem as “peças chaves”, pois, isto, era algo impensável no testes de pré-época e no início do campeonato, da presente temporada, porque todos julgavam que íamos ter uma Ferrari mais próxima ou ao nível da Mercedes.
A consistência continua a ser um dos factores mais importantes na F1. Por vezes, a escuderia italiana peca nesta situação. No Bahrein, Canadá e Áustria os seus pilotos ficaram desolados, mais ainda Leclerc que pela segunda vez, viu a vitória a escapar-lhe, se o carro tivesse mais consistência Vettel e Leclerc podiam livra-se dos seus adversários. Conseguirá a Ferrari bater a Red Bull, em Silverstone, que apareceu em Spielberg com um ritmo fora do normal e sólido?
Se, por um lado Max Verstappen assegurou um resultado sólido em Spielberg, Áustria, casa da Red Bull, por outro, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, da Ferrari, não ficaram nada satisfeitos com o resultado da corrida passada. Eles partem para próxima prova com a vitória em mente.
O primeiro, na Áustria, fez uma corrida “desastrosa” e terminou na quinta posição, aliás foi o seu pior resultado na  temporada de 2019 e pretende conquistar a vitória em casa, para alegrar os seus fãs e para tornar-se o recordista de vitórias na Grã-Bretanha, em Silverstone.
E, o segundo, depois de liderar a maior parte da corrida, mais uma vez viu a vitória escapar-lhe (já que aconteceu o mesmo no Bahrein), depois de levar “um chega para lá” do holandês da Red Bull, pois, Charles alegou que Max o ultrapassou de maneira menos boa.
Leclerc somou bons pontos, com o segundo lugar, mas ficou frustrado com o que aconteceu na pista e  demonstrou-o no pódio, por não participar na festa do champanhe. Charles vai para a Inglaterra lutar, para alcançar a tão esperada primeira vitória. Ele está bem encaminhado, já que além dos pilotos da Mercedes, é o único com três pódios consecutivos, isto, no Canadá, França e Áustria.
No domingo, não deve existir nenhuma dúvida, de que os pilotos da Ferrari  esqueçam a guerra entre eles, para travar a ascensão de um novo adversário de nome Max Verstappen. Em Spielberg, os pilotos da Ferrari e da Mercedes não travaram a fúria do vulcão Verstappen e foram esmagados sem capacidade de reacção.
A Mercedes, como sempre, é uma crónica favorita à vitória. Mas como ”favoritismo fica de fora, quando se entra em acção, a coisa é outra”, que o diga a Mercedes e a Ferrari, na Áustria. Com muita exigência física para os pilotos, 52 voltas, 18 curvas, um percurso de 5.891 km, um total de 306.198 km, existem boas possibilidades, de no domingo termos lutas escaldantes entre os pilotos e as equipas. Por ser uma pista de velocidade  que permite ultrapassagens, vamos assistir um passeio em alta velocidade.