Jornal dos Desportos

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Modalidades

FAB define hotis para delegao

Melo Clemente - 21 de Novembro, 2015

Director executivo anuncia as unidades hoteleiras para acolher as delegaes participantes ao evento que comea na prxima sexta-feira

Fotografia: Nuno Flash

A direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) vai anunciar nas próximas horas, as unidades hoteleiras que  acolhem as delegações que vão disputar a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos da "bola ao cesto", no sector feminino, prova a decorrer de 27 do mês em curso a 06 de Dezembro, no Pavilhão Multiusos do Kilamba.

O Comité Organizador da Taça dos Clubes Campeões Africanos, em ambas as classes, está em negociações avançadas com  as referidas unidades hoteleiras, de acordo com Tony Sofrimento, director executivo da aludida competição.

"Felizmente, nós temos os hotéis identificados que vão albergar as delegações que vão disputar a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos. Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer por um lado, as unidades hoteleiras que acabaram por  facilitar-nos os custos, como sabe, a hotelaria em Angola é extremamente cara e com os dinheiros que os clubes pagam, não dá para pagar as despesas de alojamento.As negociações com os hotéis estão concluídas e nas próximas horas vamos fazer o anúncio público", asseverou o director executivo da Taça dos Clubes Campeões Africanos da "bola ao cesto", em ambas as classes.

À sensivelmente seis dias do arranque da competição, isto no sector feminino, o Comité Organizador continua a trabalhar de forma árdua, para o acerto dos últimos pormenores, tendo em atenção a realização de uma organização exemplar.

Tony Sofrimento fez saber ainda, que o seu pelouro tem trabalhado com as delegações estrangeiras que vão participar da prova, no sentido destas escolherem as melhores rotas para chegarem a Luanda.

"Como sabe fala-se muito que Angola é um país caro, e quando há esta condição temos  de explorar as melhores vias, ou se quisermos, as melhores rotas para que não sejam onerosas. Fazer por exemplo, Rabat, ou Tunísia, Paris, Luanda obviamente que pode ficar mais caro o bilhete, mas se fizer Tunes, Rabat, Luanda é muito mais barato. Portanto, estamos a trabalhar com todas as delegações para elas escolham as melhores rotas", disse o director executivo da prova.

Participam do evento, representantes de países como a República Democrática do Congo, Nigéria, Quénia, Camarões, Moçambique e Uganda.

Entretanto, até ao final da tarde de ontem, a direcção da Federação Angolana de Basquetebol não recebeu a confirmação da Fiba-Afrique, sobre a lista definitiva das equipas que vão disputar a Taça dos Clubes Campeões Africanos, nas duas classes.

Em masculino, a competição vai decorrer de 10 a 20 de Dezembro, e conta  com 12 formações.O Atlético Petróleos de Luanda, actual campeão nacional, continua na Argentina a projectar a fase final, ao passo que o Recreativo do Libolo e 1º de Agosto escolheram o velho continente (Portugal).

No sector feminino, o Grupo Desportivo Interclube finaliza a preparação na África do Sul, enquanto o 1º de Agosto e Grupo Desportivo O Maculusso optaram em realizar as suas preparações  em Luanda.


REVELAÇÃO
Madeira apresenta números aos deputados


O presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Paulo Madeira, apresentou aos deputados angolanos, factos que provam os inconvenientes das assimetrias orçamentais, no desenvolvimento das Federações nacionais.

Para Paulo Madeira, a FAB não abdica anualmente dos setenta e cinco milhões de Kwanzas (75.000,000,00 Kzs), que gasta anualmente com os quadros que trabalham para o êxito que a modalidade alcançou até agora.

De acordo com o responsável, dos noventa e cinco milhões de Kwanzas ( 95.000,000,00 Kzas) que a FAB recebe do OGE, restam apenas vinte milhões ( 20.000,000,00) para gerir as selecções nacionais.

Paulo Madeira, sustentou que os anos de maior apogeu para o basquetebol, aconteceram em 2013, quando a FAB recebeu trezentos milhões de Kwanzas ( 300.000.000,00 Kzs) e  as selecções nacionais ganharam quase tudo o que tinham para ganhar no continente e representaram condignamente o país a nível mundial. Contudo, em 2014, a verba caiu para 110.000,000,00 Kz e em 2015 para 100,000,000,00 Kz, com as consequências que saltaram à vista de todos.

Finalmente, o presidente da FAB, que chegou a representar as selecções nacionais de basquetebol, na altura em que foi basquetebolista no activo, defendeu a atribuição imediata do “Estatuto de Utilidade Pública” às Federações Nacionais, instrumento que  permitira ver as Federação Desportivas de outra maneira.
                               João Francisco