Jornal dos Desportos

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Faboxe contra a Associao

Pedro Futa - 25 de Junho, 2018

Carlos Lus valoriza o rgo existente na Federao

Fotografia: Contreiras Pipas | Edies Novembro

O presidente da Federação Angolana de Boxe, Carlos Luís, reprovou a criação de uma Associação de Boxe Profissional e prometeu levar a Tribunal, caso esta interfira nas actividades daquela instituição.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, o dirigente disse não haver necessidade de uma Associação, quando já existe uma Comissão dentro da Federação que zela pelo boxe profissional.
\"Já existe uma Comissão na Federação que responde pelo boxe profissional. Não entendo os fins dessa Associação, que até está ilegal. Quem licencia as mesmas é a nossa instituição e não recebemos qualquer pedido de legalização. Vamos levar a Tribunal quem interferir no nosso trabalho\", disse.
Carlos Luís afirmou que o estado do boxe no país é dos melhores. Apesar de receber apenas nove milhões de kwanzas anual do Orçamento Geral do Estado, a Federação tem conseguido cumprir com os objectivos.
\"Com um orçamento de nove milhões de kwanzas, a Federação cumpre os objectivos traçados. O boxe está melhor agora do que no passado. Por exemplo, no período entre 2004 e 2012, o país apenas participou num zonal-4 e representado pelo Interclube. A equipa angolana foi derrotada. Com a nossa tomada de posse em 2012, o quadro mudou\", afirmou.
Desde 2013, o dirigente disse que imprimiram uma nova dinâmica na gestão do boxe, na qual se ressalta o resgate da mística.
\"Resgatámos  a mística e imprimimos uma nova dinâmica; conseguimos participar pela primeira vez, em 2014, num Campeonato Africano,  onde conquistámos uma medalha de prata na categoria dos 75 kg, através do atleta Raimundo Vidal, e uma medalha de bronze na categoria 76 kg pelo Pedro Gomes. Esses feitos projectaram o país a um ranking nunca antes alcançado\", desabafou.
Carlos Luís disse que Angola ocupa a 52ª posição no ranking mundial e a sexta em África, \"mesmo sem recursos financeiros e material\".
O presidente da Faboxe reconheceu que o boxe profissional deve ser  organizado por promotores, mas para a defesa de um título a Federação também pode realizar.
\"O boxe profissional deve ser feito por promotores licenciados. No interesse da Federação em defender um título  de pugilista nacional, podemos sim realizar combates profissionais\", reconheceu.
O presidente disse não existir managers profissionais no país, daí a razão de não haver combates.
\"Não há combates profissionais em Angola por falta de managers. Um manager profissional tem de realizar no mínimo quatro combates por ano por cada pugilista\", disse.
O dirigente disse que muitos atletas se furtam de testes médicos.
\"Para a  realização de um combate é necessário exames médicos. A maioria dos atletas não aceitam fazer os testes. Muitos deles sabem do seu estado de saúde precário, por isso não o aceitam. São esses que dizem mal do boxe\", justificou.
O dirigente afirmou a existência no país de três promotores licenciados. \"Existem no país três promotores: a Kibeto Promoções, que vai organizar o Campeonato Nacional Profissional, Sino de Ouro e Olavo Gamboa. Essas são as licenciadas no âmbito da Lei do Desporto e não com fins de destituir a Federação Angolana de Boxe\", desabafou.
O Jornal dos Desportos confirmou junto do Gabinete do Director Provincial da Acção Social, Cultura, Juventude e Desportos de Luanda a recepção de toda documentação para a legalização e a homologação da Associação de Boxe Profissional.