Jornal dos Desportos

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Faboxe deseja medalha em 2016

21 de Julho, 2013

Presidente da Federação quer apoio de outras estruturas para a concretização do objectivo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Federação Angolana de Boxe (FABOXE) pretende conquistar a primeira medalha olímpica para o país nos próximos Jogos do Rio’2016, afirmou o seu presidente, Carlos Luís. O responsável admitiu em conferência de imprensa, de balanço dos primeiros seis meses de mandato da FABOXE, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, a possibilidade de concretização do propósito desde que haja um maior apoio de outras instituições ao trabalho em curso. “Estamos a trabalhar arduamente para que o boxe angolano atinja níveis altos e consiga conquistar uma medalha olímpica. É possível alcançarmos este objectivo. Por isso, contamos com a vontade e o engajamento das demais instituições no apoio material e financeiro das modalidades individuais como o boxe”, disse. Carlos Luís considerou que para concretizar o propósito, a FABOXE está a organizar-se administrativamente, a melhorar os programas de formação, as provas internas e a impor-se a nível da região austral do continente. “Temos talentos e precisamos de criar as condições essenciais e dar todo o apoio necessário e rodagem competitiva para que os nossos pugilistas possam aparecer em igualdade a disputar com os adversários as medalhas olímpicas”, frisou. O boxe angolano garantiu presença nos Jogos Olímpicos de Londres’2012, depois da repescagem do pugilista Tumba Silva, nos + 90 quilogramas, 20 anos depois da sua última participação. A primeira vez que o país competiu nos Jogos de Verão foi em 1980, em Moscovo (Rússia), com Alberto Mendes de Carvalho (60 kg), Abílio Cabral (63, 5 kg) e José Cabral (57 kg). Oito anos depois, em Seoul’88 (Coreia do Sul), voltou a competir com Apolinário Silveira, Adão Nascimento e Manuel Gomes, nos 75, 67 e 57 kg. Nestas duas primeiras presenças a participação era livre. Cada país poderia inscrever os seus atletas, desde que tivesse condições financeiras para os encargos inerentes à competição. A quantidade de combates sem qualidade obrigou a Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA) a optar por torneios qualificativos. Desde então, Angola apurou-se apenas uma vez, em 1992. Francisco Moniz, nos 67 kg, foi o único angolano a qualificar-se pelos novos moldes. Orientado pelo treinador Franklim Gomes, o pugilista obteve a qualificação para os Jogos Olímpicos de Barcelona’92, após conquista da medalha de bronze nos Jogos Panafricanos do Cairo. Um período de “jejum” se seguiu e que terminou com a presença do atleta do Electro do Lobito, Tumba Silva, que não subiu ao ringue, por ausência na sessão de pesagem. Os próximos Jogos Olímpicos realizam-se em 2016, no Rio de Janeiro.