Jornal dos Desportos

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Fabricante Pirelli define pneus

24 de Abril, 2015

Carros de Fórmula 1 vão correr com pneus de listras laranjas e brancos

Fotografia: AFP

O fabricante de pneus italianos, Pirelli, definiu os compostos que vão ser utilizados pelas equipas nas próximas quatro etapas do Mundial de Fórmula 1. A principal categoria do automobilismo inicia em Espanha, no dia 10 de Maio, a sua época europeia, que tem continuação no Mónaco, duas semanas depois. Depois disso, o campeonato viaja à América do Norte para a corrida no Canadá, porém, volta ao Velho Continente para a prova da Áustria.

Assim como ocorreu em 2014, os pneus duros (laranja) e médios (brancos) foram os escolhidos para o Grande Prémio da Espanha, que vai ser disputado em Barcelona, devido a alta temperatura do local e do aumento de velocidade dos carros. “A escolha é a mesma que a de 2014, mas como os carros estão mais rápidos neste ano, há mais energia a pressionar os compostos”, explicou a fábrica italiana, que lembrou as características do clima e da pista do Circuito de Montmeló, em Barcelona.

“O Circuito de Montmeló é bem conhecido, porque lá se deposita uma alta carga de energia nos pneus e a temperatura ambiente também pode ser alta”, completou a Pirelli. Já para a mais tradicional corrida da F1, em Mónaco, a fábrica italiana definiu os compostos macios (amarelos) e super-macios (vermelhos), a mesma situação que vai ser encontrada no Canadá e na Áustria.

BERNIE ECCLESTONE
DÚVIDA DE MONZA


Sede do Grande Prémio da Itália de Fórmula 1, o circuito de Monza pode deixar o calendário da principal categoria do automobilismo mundial. O autódromo tem contrato com a organização do campeonato apenas até 2016 e Bernie Ecclestone não garante a renovação do vínculo. Monza recebeu o GP da Itália em todos os anos da Fórmula 1 excepto 1980, quando a prova ocorreu em Ímola e teve Nelson Piquet como vencedor. O alemão Michael Schumacher é o maior campeão do evento com cinco triunfos, um a mais do que Piquet. Rubens Barrichello, Alain Prost e Sebastian Vettel estão entre os pilotos com três vitórias na Itália.

“Vamos ter de esperar. Não têm um acordo, um pouco como aconteceu com a Alemanha”, afirmou Ecclestone, que comparou  a questão com a saída do GP da Alemanha do calendário. O país germânico deixou o Mundial em 2015 devido a problemas de negociação entre a F1 e os circuitos locais.
Nas últimas épocas, a Fórmula 1 tem introduzido circuitos no seu calendário para explorar novos mercados, mas tem encontrado problema em renovar vínculos com autódromos tradicionais.

França e Alemanha já não fazem parte da categoria e Ecclestone descartou a possibilidade de o Mundial sem a Itália ser “impensável”. “Falaram-me a mesma coisa, quando ficamos sem a França e, agora, sem a Alemanha. Mas conseguimos substitutos”, questionou Ecclestone. A partir de 2016, o Mundial de Fórmula 1 vai ter uma prova no Azerbaijão, que vai receber o Grande Prémio da Europa num circuito de rua em Baku.