Jornal dos Desportos

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Modalidades

FACI participa no Congresso

Sim?o Kibondo-Cairo - 05 de Fevereiro, 2017

Cremilde Rangel chefia delegação angolana

Fotografia: Vigas da Purificação

O secretário - geral da Federação Angolana de Ciclismo(FACI), João Francisco, encabeça o Grupo de avanço  que parte hoje para o Cairo, capital do Egipto, onde a margem da participação  no Curso de Comissários Nacionais de Elite, de 07 a 10 do mês em curso, vai medir a “pulsação”  dos candidatos aos novos corpos gerentes da Confederação Africana de Ciclismo (CAC), a serem eleitos no domingo (12.02), no Congresso da instituição aprazado para a cidade de Luxor, também no País das "pirâmides".

A missão Angolana neste "duplo compromisso", é o primeiro internacional  do ciclismo, está a ser chefiada pela nova presidente de direcção da FACI, Cremilde Rangel, que deve sair de Luanda com destino à capital egípcia na quinta-feira(09.02), na companhia do vice -presidente, Gilchristh Adolfo, que pertence já a uma das comissões de trabalho da CAC, com proposta de  ocupar um cargo de maior relevância no organismo reitor da modalidade no continente africano.

À margem dos trabalhos do Congresso, em Luxor, vão  decorrer os Campeonatos Africanos de Ciclismo de pista e de Estrada, de 2017, com a presença dos representantes da maior parte dos países filiados na Confederação Africana, mas que Angola não vai participar na competição.

A decisão da não participação nos Campeonatos Africanos de Ciclismo de Estrada deste ano, foi tomada numa das primeiras reuniões de direcção do novo elenco da FACI, não obstante a selecção de júnior arrebatar  a medalha de bronze, nos Campeonatos Africanos de 2016 disputados em Casablanca e Benslimane (Reino de Marrocos), achou inoportuno que os nossos melhores ciclistas depois do estágio efectuado no Centro de Rendimento da África do Sul entre Outubro e Novembro de 2016, entraram praticamente em "defeso".

O facto dos principais centro de desenvolvimento da modalidade no país, nomeadamente, Benguela e Luanda,  iniciar  as competições de abertura da época 2017/2018,  apenas em meados de Janeiro, também pesou sobremaneira na decisão da não participação de Angola nos Campeonatos Africanos, onde a estratégia da FACI para competições passa necessariamente por ocupar os lugares cimeiros, corroborando com orientações baixadas pelo Ministério da Juventude e Desportos às Direcções das Federações Nacionais eleitas recentemente, para o Ciclo Olímpico 2017-2020.

A FACI vai aproveitar o fórum do organismo reitor da modalidade que se avizinha, para regularizar a sua situação, solicitar o apoio prometido pelo actual presidente da CAC, o egípcio Waghi Azzam, que também é vice-presidente da União Internacional Ciclista(UCI), aquando da sua primeira visita à Angola, em Outubro de 2015, à margem  da I edição da Volta a Angola em Ciclismo.

WAGHI AZZAM CONCORRE
PARA MAIS UM MANDATO

O Congresso da Confederação Africana de Ciclismo(CAC),  aprazado para a cidade de Luxor (Egipto), além de balancear os quatro últimos anos de mandato da instituição (2013-2016) tem como pano de fundo eleger os novos corpos gerentes para o Ciclo Olímpico (2017-2020), em que o actual presidente Waghi Azzam vai ter a concorrência de um candidato indicado pela Federação Argelina de Ciclismo.

Para este "crivo", o egípcio Waghi Azzam que se encontra à cabeça da Confederação Africana de Ciclismo desde  2005, quando a modalidade atravessava a maior "crise" de organização, levou inclusive à realização de um dos seus Congressos em Varese (Itália), é o principal candidato por razões óbvias: O Congresso realiza-se em "casa" e é o candidato com "mais simpatia" no seio do organismo reitor da modalidade a nível mundial (UCI).

Waghi Azzam  deve ter o apoio de Angola, por ter sido o único dos candidatos a visitar o nosso país, e caso se comprometa a cumprir  com alguma das promessa que fez na altura, também tem o apoio da maior parte dos países africanos de expressão anglófona e francófona.
Quanto ao candidato argelino, tem o apoio mais sonante por parte dos países  do Magrebe, que no contexto da CAC estão em minoria. Eventualmente, caso o egípcio Waghi Azzam  volte a ganhar a confiança dos Membros da CAC para mais um mandato, conhecedor e "ovelha velha" do Ciclismo africano, pode  acontecer que o candidato argelino seja igualmente integrado numa das comissões executivas da CAC.