Jornal dos Desportos

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Modalidades

FACI projecta aumento de participao estrangeira

Jlio Gaiano - Benguela - 22 de Novembro, 2018

Fotografia: M.Machangongo | Edies Novembro

O número de participantes ao Grande Prémio Internacional de Ciclismo, organizado em Benguela pelo Banco BAI, constituiu para a presidente da Federação Angolana de Ciclismo (FACI), Cremilde Rangel, motivo de regozijo, pelo que almeja que na próxima edição que vai decorrer na província da Huíla, aumente o número de participação de equipas estrangeiras. A ideia passa pela maior divulgação do evento, para além de dignificar a imagem da prova além fronteiras.
Em declarações à imprensa, a presidente da FACI manifestou o desejo de em 2019 (não precisou a data) ver na prova ciclistas franceses, congoleses democráticos, burquinabes, senegaleses e de mais nacionalidades africanas, que tenham fortes tradições no ciclismo, obviamente, para além de mais equipas nacionais.
“Nesta primeira edição, tivemos a presença de uma equipa estrangeira (São Tomé e Príncipe). Espero que no próximo ano, o número de participação estrangeira seja maior, de formas a dar outra dignidade ao evento”.
Cremilda Rangel garante, que as falhas registadas no GP de Benguela vão ser debeladas na Huíla, conta com a colaboração efectiva dos participantes da contenda, que acredita poder passar dos 100, entre nacionais e estrangeiros, à semelhança do que aconteceu em 2015, na “Volta à Angola” em bicicleta.
“Esta corrida veio dar outra vida, não só aos atletas, como aos clubes envolvidos,  à sociedade angolana que há muito não vê evento do género. Repare, que a última vez que estiveram aqui (em Angola) a correr ciclistas de cariz internacional, foi na ‘Volta Angola’. Desde aquela data, o país não mais organizou eventos similares. Por isso, a FACI  conta com a colaboração dos clubes nacionais, está trabalhar no sentido de inserir o GPI Banco BAI na calendarização das provas anuais. É, portanto, uma ideia que deve ser amadurecida”, afirmou.
O potencial e a atenção pela modalidade reinante, nesta parcela do país, contribuiu para que tal acontecesse. Ademais, a FACI entendeu associar o evento ao reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelo finado Alberto Silva “Pepino”, em prol da modalidade.
“Para a FACI, (Alberto Silva) Pepino é uma lenda que continua viva nas nossas mentes. Foi, por sinal, a maior referência que diz respeito ao ciclismo nacional. Por isso, devemos-lhe o tributo, que é este Grande Prémio Internacional”, justificou.
No 1º Grande Prémio Internacional Banco BAI de Ciclismo, que Benguela albergou de 8 a 11 de Novembro, fizeram parte dez equipas, designadamente, BAI/Sicasal/Petro de Luanda-A (vencedora), Jair Transportes de Benguela-A, BAI/Sicasal/Petro de Luanda-B, Orped de Luanda, Hotel Luso de Benguela, Escola do Ciclismo Duas Rodas de Benguela, Selecção de São Tomé e Príncipe, Clube do Ciclismo da Central do Kilamba (Luanda), Jair Transportes de Benguela e Lobito Bike, que perfaz a participação de 68 ciclistas.