Jornal dos Desportos

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Faia brilha no mundial do Brasil e taekwan-d prev nova dinmica

Rosa Napoleo - 04 de Janeiro, 2014

Faia (a segunda direita) chegou aos quartos de final do campeonato do mundo depois de vencer a espanhola Maria Bernabeu por ippon e classificou-se entre as vinte e quatro melhores

Fotografia: Jornal dos Desportos

A atleta Antónia de Fátima “Faia” -70 kg participou no campeonato do mundo de Judo, no Rio de Janeiro, tendo ficado qualificada na sétima posição. A judoca mais prestigiada do país, conseguiu chegar aos quartos de final do campeonato mundial, depois de derrubar a espanhola Maria Bernabeu por ippon.

Na sequência de várias pressões, nervosismo e conhecimento do valor das adversárias com potencial forte, a atleta angolana foi ultrapassada pela alemã Laura Koch, por um ippon, nos quartos de final.

O sétimo lugar de Antónia de Fátima “Faia” foi reconhecido com mérito. A judoca angolana terminou a competição mundial na mesma posição que a experiente judoca brasileira Maria Portela: 24ª posição do ranking mundial.

Pelo historial da atleta nota-se que sempre procurou cultivar o espírito de vitória, aliado ao elevado nível competitivo, depois de estágios no exterior do país. A atleta sempre se sacrificou para manter a performance.  No âmbito das competições nacionais, a Federação Angolana conseguiu realizar todas as provas estipuladas no calendário da época, desde o campeonato nacional de seniores, que a província de Malange acolheu, aos campeonatos provinciais, assim como diferentes torneios. 

A área da cronometria (controlo de tempo durante as competições) da direcção técnica da Federação promoveu e realizou, na província de Malange, uma acção de formação que contou com a participação de oito pessoas. Ao longo da época, a Federação Angolana de Judo constituiu uma comissão nacional de graduação, composta por vários dirigentes que tem por missão fiscalizar os graus dos atletas activos.

O presidente de direcção da Federação Angolana de Judo, Paulo Nzinga Apolo prometeu mais trabalho no ano em curso para melhorar as condições dos atletas e dos treinadores, que vão estar envolvidos nos Jogos da Lusofonia, campeonato africano, eliminatórias dos Jogos Olímpicos da Juventude. Angola tem como objectivo principal conquistar medalhas.


RETROSPECTIVA
Taekwondó promete nova dinâmica

A assinatura de protocolo de cooperação com a Embaixada da Coreia do Sul e a participação no Congresso da Federação Mundial de Taekwon-dó no México dominaram as actividades da Federação Angolana da modalidade em 2013.

A direcção de Carlos Mupei está assim apta a beneficiar de apoios das maiores instituições desportivas do país asiático, com destaque para os estágios e formação de dirigentes desportivos e de treinadores.

No campo desportivo, o país falhou em relação aos objectivos definidos no campeonato do mundo realizado em Puebla, México. À selecção nacional faltou experiência para arrecadar medalhas, entretanto, valeu a participação por ter adquirido mais conhecimentos. No que toca às competições nacionais, a Federação realizou pela primeira vez o campeonato nacional na província do Huambo, a Taça Embaixada da Correia uma prova selectiva para a formação da selecção nacional e o torneio do Conselho Regional Sul.

No campo organizacional, a Federação Angolana de Taekwondo formou os núcleos provinciais do Cuando-Cubando, Waco-Kungo, Cuanza Sul, promoveu e realizou formação para árbitros nacionais na província do Huambo, Luanda e Cuanza Sul, formação de treinadores internacionais, bem como o cadastramento de mais de 15 atletas com cinturões negros.

O último feito da Federação Angolana de Taekwondo foi a reunião realizada na província do Huambo,  com todos os representantes das Associações Provinciais da modalidade, na qual foram definidas as bases fundamentais para o bom desempenho do órgão administrativo, de formas a permitir a criação de uma base de dados credíveis.

Carlos Mupei prometeu trabalho para a próxima época desportiva, no qual pretende realizar os itens que falharam este ano por falta de meios financeiros.
ROSA NAPOLEÃO