Jornal dos Desportos

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Falta a Federao

Leonel Librio - 18 de Abril, 2014

O deputado, de 37 anos de idade, 25 dos quais ao servio do basquetebol activo tido nas ltimas dcadas, como o atleta mais inteligente a jogar basquetebol

Fotografia: M. Machangomgo

Uma significativa franja dos cidadãos angolanos guarda na retina, o percurso do agora deputado a Assembleia Nacional pelo MPLA, ao serviço do Petro Atlético de Luanda, do 1º de Agosto e das selecções nacionais de jovens e de seniores, onde se transformou num ídolo venerado e respeitado não só pelas massas associativas dos clubes e selecções nacionais que representou, como por adeptos de outros clubes nacionais e estrangeiros, sobretudo africanos

O deputado, de 37 anos de idade, 25 dos quais ao serviço do basquetebol activo é tido nas últimas décadas, como o atleta mais inteligente a jogar basquetebol, isso sem desprimor para os demais, evidencia sentimentos de patriotismo, colocou muitas vezes em risco os seus estudos académicos, nunca apresentou entraves em representar os Palancas Negras sempre que os seleccionadores nacionais assim o entenderam.

Os entendidos em matéria do basquetebol, incluindo alguns treinadores de craveira internacional, compararam-no por diversas vezes a Mário Octávio, que nos primórdios da Independência Nacional, foi considerado o extremo base de “mão cheia”. Mário Octávio já não faz parte do mundo dos vivos, integrou a célebre formação do Ferroviário de Angola, conjuntamente com Carlos Cunha, Arnaldo Guimarães, Alberto de Carvalho “Ginguba”, António Henrique “Tonecas” e Carlos Oliveira “Xuxo”, entre outros.

Possuidor de tenacidade, matreirice, técnica, visão de jogo, drible, bom poder de lançamento dos 6,25 metros, deixou também a sua marca em alguns Jogos Olímpicos e Campeonatos mundiais.  Entre as várias características de Carlos Almeida que começou a dar nas vistas ao serviço do Petro de Luanda ao lado dos irmãos Ângelo, Edmar “Baduna” e Justino Vitoriano, Benjamim Romano, Benjamim “Avô”, Carlos Silva e Paulo Jorge, ao contrário de muita gente, merece destaque o facto de a fama, o dinheiro e mais tarde o cargo político que desempenha, nunca lhe terem subido à cabeça. Manteve-se sempre humilde.

Ainda está por se saber se, devido a sua dimensão como ídolo de muitos jovens e não só, como o prestígio que alcançou além fronteiras, principalmente em África, a Federação Angolana de Basquetebol, vai tirar algum proveito da imagem do atleta.

 À guisa de opinião, o atleta, tal como algumas antigas glórias do seu tempo (está aí o Miguel Lutonda) e das gerações anteriores, podem tornar-se “embaixadores” da Federação da modalidade ou dos clubes que representaram, o que pode influenciar, no caso da Federação,para  dar maior aderência à modalidade, enquanto que a nível dos clubes, em campanhas de angariação de sócios, podem ser aproveitados para que crianças e adolescentes os tenham como ídolos, optem pela prática do desporto, no caso o basquetebol.