Jornal dos Desportos

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Falta de divisas pode afastar Pedro Pinotes do Africano

Rosa Panzo - 22 de Setembro, 2016

Pedro Pinotes pode falhar presença na África do Sul por falta de divisas

Fotografia: Paulo Mulaza

A selecção nacional de natação pode apresentar-se desfalcada das suas unidades principais, no Campeonato Africano, a disputar-se de 16 a 23 de Outubro, em Bloofontein, África do Sul, por dificuldades financeiras. A Federação Angolana de Natação enfrenta dificuldades para comprar divisas no mercado nacional.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, a vice -presidente da Federação Angolana de Natação, Ana Lima, assegurou que a instituição não tem divisas para comprar bilhetes de passagens para Pedro Pinotes e João Matias. Os dois atletas encontram-se a residir em Portugal.

A menos de um mês, para o início da competição, a FAN ainda não recebeu a resposta da companhia aérea angolana de bandeira, a TAAG, a quem solicitou em carta os bons préstimos para a aquisição de bilhetes de passagem, em kwanzas.

O silêncio da TAAG incomoda a direcção da Federação, por tratar-se de atletas que garantem medalhas à selecção nacional. Para Ana Lima, "isso não significa que os outros não têm potencial para obter medalhas, mas os dois 'tugas' têm a missão de defender os títulos conquistados na edição passada".

Questionada sobre a presença de Ana Nóbrega, outra atleta residente em Portugal, a dirigente salientou que a nadadora garantiu a participação no campeonato africano, através de um patrocínio individual em terras de Luís de Camões.Para marcar presença no Africano, Pedro Pinotes alcançou os mínimos (A) nas provas dos 400m Livres com o tempo de 4min05s26; 200m Livres, com 1min56s13; 800m Livres, com 8min34s89; 200m Estilos, com 2min06s14; 200m Costas, com 2min05s71 e nos 400m Estilos, com 4min29s77.

Ana Nóbrega, obteve 59s23 (A) na prova de 100m Livres e Mário Ervedosa, 1min06s00 na prova dos 100m Bruços. Raquel Tremoço, 400 Estilos, registou 5min23s65 (A). João Matias conquistou os mínimos (B) nos 50 Mariposa, com 26s50 e Daniel Francisco, nos 50m Mariposa, 26s26 (B).

ALEMANHA
Comité Olímpico apoia burquíni na natação

 
O Comité Olímpico Alemão (DOSB) defendeu na terça-feira o uso do burquíni, para permitir que as mulheres muçulmanas pratiquem a natação sem transgredir os seus costumes e crenças."Se uma peça de roupa como o burquíni, permite que as mulheres muçulmanas nadem ou vão à praia sem deixar para trás as suas convicções, então é uma peça de integração", diz um comunicado do DOSB.

A entidade ressalta que as organizações desportivas alemãs esforçam-se, há mais de 25 anos, para impulsionar a integração por meio do desporto.O DOSB apoia o programa "Integração através do desporto" financiado pelo Ministério do Interior e pelo Departamento Federal para a Migração e os Refugiados.

A experiência, segundo o DOSB, mostrou que o desporto e os clubes desportivos na Alemanha têm uma grande contribuição, ao proporcionar o acesso de pessoas com outro idioma, ou outra religião na sociedade."Permitir esse acesso às mulheres muçulmanas, é uma meta importante desses esforços", diz o comunicado.

O comunicado também cita um conceito da inventora do burquíni, a designer australiana Aheda Zanetti, que diz que quando projectou a peça de roupa, queria dar mais liberdade às mulheres, e não impor novas limitações."Por isso, o burquíni é uma peça de roupa da liberdade desportiva.Com uma proibição de seu uso nas piscinas ou nas praias, a alternativa não seria o uso do traje de banho habitual ou de um biquíni, as mulheres tinham de desistir de nadar e eram excluídas do espaço público", ressalta o comunicado.