Jornal dos Desportos

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Modalidades

Falta de poltica trava a evoluo

24 de Setembro, 2014

Depois de alguma ausncia de meninas a patinar, hoje na cidade de Luanda v-se um nmero considerado de jovens e adolescentes a patinarem, de acordo com Patrcia Costa.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A falta de uma política direccionada está a emperrar a modalidade. As palavras são do antigo técnico da selecção feminina, João Fernandes Relas.
Ao falar sobre a massificação e o ressurgimento do hóquei feminino, o técnico disse que as Associações provinciais e a Federação não têm políticas direccionadas para esta franja que nos tempos idos, tinha conquistado o seu espaço, a par do masculino.

“Não temos hóquei feminino, por falta de acutilância de algumas instituições que pouco ou nada fazem para o seu ressurgimento, como se pretendia depois do campeonato mundial que Angola acolheu em 2013”, frisou.

João Relas assegurou que muitas jovens fazem corridas em linha em algumas avenidas de Luanda e o momento é oportuno para agregá-las em equipas, a fim de facilitar a inserção no hóquei em patins. Precursor da modalidade no país, João Relas foi técnico adjunto da selecção nacional feminina, que em 1998 disputou pela segunda vez o campeonato do mundo em Buenos Aires.

PROJECTOS NA GAVETA
Para a antiga internacional Patrícia Costa, algumas Associações provinciais e a Federação Angolana de Patinagem (FAP) têm projectos em prol do hóquei  feminino, mas sem a execução devida. A ex-atleta assegurou que há muito se fala do renascimento do hóquei em patins nessa classe, mas é algo teórico e nada exequível. Há comissões específicas para relançar o hóquei feminino, mas quase nada é feito para que haja algo em concreto.

“Sei que alguns clubes têm meninas a patinar, mas não passam disso. Não existe competição. Isso  deixa-me com  alguma tristeza, porque é possível fazer algo se queremos” disse. Depois de alguma ausência de meninas a patinar, hoje na cidade de Luanda vê-se um número considerado de jovens e adolescentes a patinarem, de acordo com  Patrícia Costa.

As vestes de árbitro internacional, Patrícia Costa diz sentir-se triste com o sector, depois de duas presenças consecutivas em campeonatos do mundo (1994 no Algarve/Portugal e 1998 em Buenos Aires/Argentina), onde teve uma prestação aceitável. Durante o 41º Campeonato do Mundo de hóquei em patins propalou-se acerca da massificação e o surgimento do hóquei em feminino,  passado um ano, nada se fala, constatou Patrícia Costa.