Jornal dos Desportos

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Faltam mulheres na categoria

05 de Novembro, 2015

Susie Wolff tinha admitido, na entrevista, que há diferenças no condicionamento físico de homens e mulheres para um carro de F1,

Fotografia: AFP

A Fórmula 1 é uma parte pequena de uma história maior sobre a participação feminina em todos os desportos.  As palavras pertencem a Susie Wollf, quando entrevistada na revista britânica Autosport, à propósito do panorama das mulheres na F1 actual.Susie Wollf defendeu, naquela altura, que havia um momento detrás de desportos de mulheres. A título de exemplo, a piloto teceu que o sucesso do último campeonato mundial feminino de futebol, no Canadá, retratava "sem dúvidas de que os tempos estão a mudar também no automobilismo".

A piloto escocesa sustentava a sua posição com as presenças de mulheres que correram na F1 na década de 70 do século XX, como a britânica Divina Galica e a italiana Lella Lombardi. Para a Susie Wollf,"o progresso sustentável só vai ser feito, quando não for mais estranho ver mulheres a correr e vencer no automobilismo"."Não há dúvidas, sendo mulher, precisa de trabalhar mais arduamente para ganhar respeito no início, uma vez que há uma leve dúvida de muita gente sobre a sua capacidade", afirmou em crítica pela falta de oportunidades a mulheres nas categorias de acesso.

A mulher de Toto Wollf sustenta que depois de conquistar o respeito, a questão passa a ser desempenho. "No automobilismo, o desempenho é poder. O cronómetro não vê género, raça ou outro facto. Tudo se resume na rapidez ou lentidão", disse.Noutras categorias, mesmo em monolugares (casos de Fórmula Indy, Fórmula E, GP2, GP3 e Fórmula 3), as mulheres não são a maioria, mas são presenças recorrentes. Danica Patrick, Bia Figueiredo, Milka Duno, Natacha Gachnang, Pippa Mann, Alice Powell e Beitske Visser, além das já citadas Legge e De Silvestro são nomes que buscam vagas na Fórmula 1.

DEPOIS DE 2016
Massa pode fechar ciclo


Felipe Massa é o terceiro piloto mais velho da Fórmula 1 em actividade, superado por Kimi Raikkonen e Jenson Button. Assim como o finlandês e o inglês, o brasileiro de 34 anos de idade sabe que está a aproximar-se do momento da aposentação da Fórmula 1 e colocou a próxima época como fundamental para o seu futuro na categoria.O contrato com a Williams expira em 2016. Se entender que não vai ter um carro competitivo depois disso, a sua escolha é clara.

"O ano que vem vai ser o último do meu contrato. Vai ser a época mais importante para entender se vou continuar ou não na Fórmula 1. Se tiver a oportunidade de continuar numa equipa competitiva, fico. Caso contrário, páro de correr", afirmou."Vou ficar na Fórmula 1 se tiver uma equipa como a Williams, para quem estou muito feliz em pilotar e também estão felizes em me ter. Quando se ama trabalhar e se sente querido, isso dá motivação para continuar", justificou a permanência na equipa inglesa.

Sobre a dificuldade de entender qual o momento de parar de correr, Felipe Massa afirmou que vai lidar bem com isso, quando a hora chegar.
"Não acredito que vou ter medo de parar; vou ficar bem. Sei que todos vão ter de parar em algum momento, mas o meu momento ainda não chegou", teceu.Felipe Massa desconhece como vai ser a sua vida sem a Fórmula 1 no menú diário.

"Nem sei se vou mudar, de volta para o Brasil, se vou continuar em Mónaco. Amo Miami. Talvez vá morar lá. Tenho tempo para pensar”, disse o piloto brasileiro mais querido da actualidade.Perguntado se a Nascar, a competição de velocidade dos Estados Unidos América, seria uma possibilidade depois de deixar os cockip da Fórmula 1, o brasileiro Felipe Massa disse que não. "Eles correm demais. Se corresse todo o final de semana, a minha família matava-me", finalizou.

Carmen pode ser a substituta

Com a aposentação de Susie Wolff, a mais próxima é a espanhola Carmen Jordá, piloto de testes da Lotus, que conta com o apoio de Bernie Ecclestone para ganhar espaço. "Ela é muito boa. Perguntamos à Lotus para a ver e tem feito um bom trabalho para a equipa", disse o director -executivo da Fórmula One Management (FOM), segundo o site Motorsport.com.

"Ela quer estar na Fórmula 1. Temos de tentar achar o caminho certo, mas não está sozinha", completou.Antes, Danica Patrick foi cotada para a USF1 (equipa norte-americana que correria a partir de 2010, mas que não saiu do papel), enquanto Simona de Silvestro chegou a testar pela Sauber durante um ano. Nenhuma delas quis correr de facto na Europa, segundo Bernie."Elas querem permanecer nos Estados Unidos", disse.Curiosamente, a suíça disputou a última etapa da Fórmula E, pela equipa Andretti em Londres, e já foi anunciada pela equipa como titular para a próxima época da categoria.

Susie Wolff tinha admitido, na entrevista, que há diferenças no condicionamento físico de homens e mulheres para um carro de F1, mas assegura que a preparação é capaz de superar este obstáculo. "Estou 100 por cento convencida de que não há impedimento físico para as mulheres correrem na Fórmula 1", disse, indo além na questão de género e rebater o carácter masculino da F1.

"Por que uma mulher deveria negar a sua feminilidade apenas para se adequar às expectativas do mundo das corridas? Sou uma mulher, conduzo carros e se há vantagem em termos de encontrar patrocínio ou apoio, então, vou aproveitar isso ao máximo. As corridas são sobre isso: achar uma vantagem competitiva e explorá-la. Isso, pode abrir novas portas para mim e para outras mulheres. o que é óptimo", disse.