Jornal dos Desportos

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Familiares conversam com Schumacher

10 de Fevereiro, 2014

Para o especialista, as conversas podem passar segurança a Schumacher no processo de reanimação.

Fotografia: AFP

Em fase  de saída do coma há duas semanas no Hospital Universitário de Grenoble, Michael Schumacher, internado em estado grave desde o acidente de esqui em 29 de Dezembro de 2013, tem respondido pouco à retirada controlada dos sedativos - apenas alguns espasmos foram notados. De acordo com o jornal alemão «Bild», os familiares e amigos do ídolo da Ferrari tentam conversar com o ex-piloto para ajudá-lo a «acordar».

Desde o fatídico dia do acidente, Michael Schumacher tem -se mantido em companhia constante de amigos e familiares. Corinna, mulher do ex-piloto, está sempre ao lado do alemão. O pai Rolf Schumacher, assim como o irmão Ralf, também sempre são vistos no hospital francês. Em entrevista ao« Bild», o Dr.

Heinz Peter Moecke, chefe do departamento de emergência de um hospital de Hamburgo, comentou que as vozes de conhecidos podem ajudar na recuperação de um paciente, apesar de a medicina ser inconclusiva sobre os benefícios ou não da actividade. Moeche opinou que vozes conhecidas do ex-piloto, como de membros da família, têm um efeito calmante sobre a vítima. Para o especialista, as conversas podem passar segurança a Schumacher no processo de reanimação.

POLÉMICA
Chefe da Mercedes
rebate críticas de Newey

Depois de Adrian Newey levantar a questão da falta de segurança dos novos bicos da Fórmula 1, o director técnico da Mercedes, Paddy Lowe, saiu em defesa do regulamento que entra em vigor a partir de 2014. A regra determina que a secção final do bico seja rebaixada o que gerou desenhos um tanto exóticos nos carros deste ano, surgiu com a intenção de evitar que um carro decole no caso de colisão entre os pneus dianteiro e traseiro, como ocorreu com Mark Webber e Heikki Kovalainen no GP da Europa de 2010.

Newey, por outro lado acredita que tais bicos aumentam o risco de um carro entrar por debaixo do outro em caso de choques na traseira. «É algo que foi muito discutido e estudado no TWG (sigla em inglês para Grupo de Trabalho Técnico) ao longo dos anos, mas principalmente guiados pelo FIA Institute, que faz muitas pesquisas nesta área», explicou Lowe, citando o órgão da Federação Internacional de Automobilismo destinada à segurança.

«Então foram eles que vieram com a recomendação de que o novo bico mais baixo é a melhor solução, o melhor compromisso para a gama de diferentes tipos de acidentes que um carro pode experimentar. Não há solução perfeita para todos os tipos de impacto, mas precisamos considerar impactos de todos os tipos de direcção, particularmente do pneu traseiro. E evitar que este tipo de choque tenha consequências mais graves é a função dos novos bicos».