Jornal dos Desportos

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Fantasma volta a atacar Vettel

Altino Vieira Dias - 20 de Abril, 2019

Acredita-se que a Ferrari no vai repetir os erros do passado

Fotografia: AFP

A odisseia da Fórmula 1 continua no continente asiático. Agora, os motores voltam a roncar no Azerbaijão. A Ferrari voa para Baku com o desejo de mudar o rumo dos acontecimentos. Nas três corridas disputadas não venceu nenhuma.Em Baku, a Ferrari vai destacar-se e dar a Leclerc ou a Vettel a primeira vitória do campeonato? A equipa do " Cavalinho Rampante " vai com  “peso na consciência” de serem os únicos culpados da derrota de Charles na segunda corrida.

A transferência de Charles Leclerc já está a funcionar. As expectativas são altas. Na Austrália, só saiu à frente de Vettel devido às ordens da equipa. No Bahrein, só não venceu devido a problemas no motor e, na China, voltou a receber ordens da equipa para deixar Vettel passar por este estar “supostamente” mais rápido. Leclerc já demonstrou o descontentamento em relação às ordens de equipa e vai começar a questionar o pessoal.

Leclerc está a mostrar bom trabalho na equipa, apesar de ser muito “madrugador”para elogios. Os " Tifosis " acreditam que Leclerc não vai repetir a falta de competitividade de Kimi Raikkonen. A transferência da Sauber para a Ferrari tem de funcionar, pois se falhar, os dois lados vão ser alvos de duras críticas. Se não funcionar, no radar da Ferrari há outros pilotos que o podem substituir. 

Acredita-se que a Ferrari não vai repetir os erros do passado, limitando o espaço disponível para a entrada de um outro piloto como aconteceu com Raikkonen. Os fãs pedem a Leclerc que seja mais competitivo que Vettel e ajude a Ferrari a terminar com a dinastia da Mercedes. A tarefa é difícil para um jovem promissor, mas não impossível.

A Ferrari teve o privilégio de trabalhar com Leclerc, um ano antes da estreia em 2019, através da equipa satélite (Sauber, actualmente Alfa Romeo). Houve muitos motivos para a Ferrari trocar de pilotos em 2019. Destacam-se a falta de competitividade de Kimi Raikkonen, os resultados de Charles Leclerc na Sauber e o atraso em relação à Mercedes. 

O campeonato está a apenas no início. Há quem já esteja a pensar no decorrer. Se, em 2017 e 2018, Vettel só se preocupava com Lewis Hamilton, agora “está a ver-se de azar”, pois, para além de Hamilton, tem mais pilotos a causar-lhe fortes dores de cabeça, entre os quais Bottas, Verstappen e Leclerc. 

Além de terem como objectivo impedir a ascensão da Mercedes sobre a Ferrari, Leclerc e Vettel têm uma luta interna sem precedentes. O primeiro, tudo faz para bater o segundo. O monegasco (Leclerc) não quer correr à sombra de “Seb”, como acontecia com Raikkonen, e deseja justificar o voto de confiança dado pela Ferrari.

Sebastian Vettel deve rezar para que Charles Leclerc não tenha a performance que teve no Bahrein ao longo do campeonato. Se acontecer, Sebastan vai viver na Ferrari o mesmo que na Red Bull Renault, em 2014, onde foi batido pelo récem-chegado à equipa, Daniel Ricciardo. A acontecer, pode ser o início do fim “do seu reinado” na Ferrari.