Jornal dos Desportos

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Faria confirmado no Petro

Rosa Panzo - 18 de Setembro, 2016

Tomás Faria (segundo à direita) vai dedicar o actual mandato à rentabilização dos activos para engordar os cofres

Fotografia: José Soares

Com 81 votos a favor e 11 votos em branco, o presidente de direcção cessante do Petro de Luanda, Tomás Faria, foi reconduzido no cargo, nas eleições que decorreram ontem no pavilhão do Eixo -viário, que esteve engalanado com as cores do clube tricolor, onde os 92 sócios presentes apostaram na continuidade da política de transformação em curso.

Para o ciclo 2016-2020, Tomás Faria tem como principais metas nas linhas de força, o  resgate dos títulos do Girabola, assim como conquistar a África com o futebol. O clube tricolor tem como "embaixadores" no continente, as modalidades de andebol feminino e basquetebol masculino.

Outra aposta da direcção de Tomás Faria, para o presente ciclo, é tornar o clube financeiramente estável. Para o efeito, as escolas de formação vão servir de fontes para lapidar os principais "activos".  O Petro de Luanda projecta novos talentos, em diferentes modalidades, para vendê-los ao exterior.

Tomás Faria pretende tornar a agremiação no maior formador de todos os tempos em Angola.

Em declarações à imprensa, no final do conclave, o vice-presidente da Mesa da Assembleia, Paulino Jerónimo, confirmou que o resgate do título é um dos grandes objectivos do Petro de Luanda no presente mandato.

Na nova equipa de Tomás Faria, novos rostos fazem aparição no mundo dos desportos. É o caso da empresária Isabel dos Santos, que assume a presidência da Mesa da Assembleia Geral. A também presidente do Conselho de Administração da Sonangol EP tem como vice-presidente, Paulino Jerónimo, e secretário geral é César Pedro.

Na direcção executiva, Tomás Faria é o presidente, coadjuvado por Amaral Aleixo e Artur Barros, ambos vice-presidentes. Elisa Torres e Leonilde Lusitano são os vogais.

O Conselho Fiscal é presidido por Mbiavanga Filipe e conta também com as presenças de João Isalino, na vice-presidência, e  tem como vogal uma empresa especializada em auditoria.

Para avaliar as questões de disciplina, Augusto Kalikemala foi eleito presidente e vai trabalhar com os vogais Hermínia Coelho e Manuel Silva.O Conselho Geral é constituído por Hermínio Escórcio e António Miguel.

Tomás Faria assumiu a presidência do clube em 2014, em substituição de Mateus de Brito, falecido a meio do mandato. Estiveram já na liderança da agremiação tricolor, António Mangueira (1980-1989), Botelho de Vasconcelos (1990-1999), Silva Neto (1999-2003), Paulo Gouveia Júnior (2004-2007), Cardoso Pereira 2008-2011) e Mateus de Brito (2012-2014).

O clube foi fundado a 14 de Janeiro de 1980 e movimenta as modalidades de andebol, atletismo, futebol, vela, hóquei em patins, basquetebol, ginástica, karaté e voleibol.


ELEIÇÕES NO ASA
Manuel de Almeida aposta na formação


O Atlético Sport Aviação, um dos clubes históricos do país, realiza as eleições nos próximos dias, em ambiente revestido de grande expectativa. Três candidatos concorrem ao cargo máximo do clube do aeroporto de Luanda:  Manuela Oliveira, Elias da Conceição Filipe José e Manuel Victor Pimentel de Almeida "Nelo".

Para além de Manuela Oliveira, que viu o seu mandato interrompido por uma providência cautelar, os dois últimos integraram a direcção cessante. Elias José está em fim de mandato e Manuel de Almeida foi vice-presidente para o basquetebol.Em declarações ao Jornal dos Desportos, Manuel Victor Pimentel de Almeida "Nelo", líder da lista C, descreveu as linhas de força que norteiam a sua candidatura.

À semelhança de outros candidatos, na presidência de clubes, Manuel de Almeida aponta a formação como o principal objectivo a desenvolver, no intuito de devolver à mística de bom formador de jogadores. O candidato sustenta que o ASA tem de deixar a dependência de jogadores provenientes de "fora", tendo em consideração o actual momento financeiro do país.

"A nossa intenção de candidatura à presidência do ASA deve-se ao facto de termos sido formados neste mesmo clube. Naquela época, o clube tinha outra dimensão. Então, queremos devolver a mística, sob risco de vermos o ASA desaparecer, se nada for feito nada neste sentido", justificou.

Para Manuel de Almeida, "o ASA regrediu 15 anos, em comparação com os clubes da mesma dimensão de Luanda". Face à nova realidade, as causas da "hibernação" estão identificadas.

"A nossa intenção é potenciar as infra-estruturas, a área administrativa e a formação social, mais concretamente na vertente académica", apontou.

Quanto ao último ponto da linha de força, Manuel de Almeida justificou que constatou "muitos jogadores com passagem no clube ficam à deriva no fim da carreira". Para inverter a situação, o seu grupo de trabalho quer acabar "com isso".

Manuel de Almeida pretende levar o ASA um novo modelo de pensamento. Se merecer a confiança de eleitores, o ASA vai operar uma profunda reforma desportiva, que passa, sobretudo, na hierarquização das modalidades. O futebol ocupa a posição de "Rei", seguido de basquetebol e do andebol.Para melhor gerir os fundos alocados ao clube, o seu elenco aposta na "racionalização dos recursos financeiros" com a redução do plantel da equipa principal de futebol e na "caça" de patrocínios.

"O nosso plantel da equipa sénior de futebol supera o de Benfica de Portugal em número, mesmo com participação em três competições. A nossa ideia primária é reduzir o plantel para que possamos fazer alguma contenção de gastos financeiros. Isso, podemos fazer também nas equipas de basquetebol e de andebol", asseverou.             AUGUSTO PANZO



JOGOS PARALÍMPICOS
Angolanos falham
finais do Rio'2016


José Chamoleia e Octávio dos Santos falharam as qualificações para a final dos 400 metros masculino para visuais dos Jogos Paralímpicos do Rio'2016, na última presença de Angola na pista do Estádio Olímpico João Havelange.Na primeira série, Chamoleia foi o segundo classificado com o tempo de 53s00. O primeiro lugar coube ao brasileiro Daniel Silva com 51s96. O norte-americano David Brown obteve a terceira posição, com 53s81, enquanto o francês Timothee Adolphe foi desqualificado.

Na terceira série, Octávio dos Santos teve o terceiro posto, com 53s14, em prova ganha pelo espanhol Gerard Descarrega (50s53), secundado pelo namibiano Ananias Shikongo (50s85).O anfitrião Lucas Prado não participou por lesão.A segunda série foi ganha pelo brasileiro Filipe Gomes (51s26), seguido pelo turco Mehmet Tunc (53s19). Suphachai Songphinit, da Tailândia, foi terceiro com 53s91, enquanto o chinês Zetan Fan foi desqualificado.

Os XV Jogos Paralímpicos terminam hoje, com a disputa da maratona.


RELVA
“Joaquim Dinis”
tem novo sintético

O líder da Lista C às eleições no ASA, Manuel de Almeida, pretende comprar um novo relvado sintético para o Campo Joaquim Dinis, devido ao avançado estado de degradação. Desde a requalificação há mais de 15 anos, a infra-estrutura nunca beneficiou de manutenção.

Para garantir o futuro, aliás, consta do plano de acção do programa do candidato Manuel de Almeida, está a observância da inserção dos funcionários do clube, no sistema de segurança social. Alguns empregados estão no clube há muitos anos e correm o risco de enfrentar grandes dificuldades, após a aposentação. A actual direcção não está interessada no futuro dos funcionários, nem na formação académica dos mesmos, segundo Manuel de Almeida.

Quanto à formação de atletas, o líder da lista C afirmou ter garantias e apoios de algumas instituições. Manuel de Almeida recusou-se a revelar os potenciais patrocinadores deste campo da sua linha de força. Para si, o "segredo é a arma do negócio".

"A nível da formação, trata-se de uma aposta pessoal. Vamos conseguir os apoios para o efeito, mas não vou dizer como. Deixa-me informar-lhe que a minha empresa também  contribui em parte nessa tarefa, para além de potenciais patrocinadores que hão-de aparecer ", revelou Nelo.

Manuel de Almeida defende que as instituições desportivas devem encontrar outras fontes de receitas para sustentar as despesas. É nesse diapasão, que o seu elenco vai trabalhar para evitar só os valores do orçamento atribuído pelo Ministério dos Transportes, na pessoa do Ministro Augusto Tomás.

Os contactos para o aumento de patrocinadores do clube já começaram, segundo Manuel de Almeida