Jornal dos Desportos

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Federao aposta na formao

Jos Cola - 04 de Março, 2015

Direco de Matias Castro da Silva est apostada em levar ao simpsio da Turquia o maior nmero de dirigentes e de treinadores

Fotografia: Jornal dos Desportos

No âmbito da revitalização de quadros, a direcção da Federação Angolana de Ténis está apostada em promover a formação de dirigentes e de treinadores, ao longo do mandato que resta até 2016. A informação é do presidente da instituição, Matias Castro daSilva, quando apresentava as conclusões da Assembleia Geral, realizada sob a orientação de Caetano de Sousa, presidente da Mesa.Matias Castro da Silva afirmou que a primeira acção formativa, do seu mandato, conta com o apoio da Federação Internacional de Ténis (ITF) e estende-se às áreas administrativas, técnica e de liderança.

Para fazer jus à promessa, o vice-presidente para área desportiva, João Almeida, e o secretário geral, Genivaldo Dias, frequentaram um curso de administração desportiva, em Gaberone, Botswana, sob auspício da Confederação Africana de Ténis.Depois da formação, os dois dirigentes da Federação Angolana de Ténis seguem viagem para Túnis, capital da Tunísia, onde vão juntar-se ao presidente de direcção, Matias Castro da Silva para acompanhar a realização do campeonato africano de Sub-16 a decorrer de 11 a 21 do corrente.

Matias Castro da Silva ressaltou que a sua direcção está a trabalhar com o Ministério da Juventude e Desportos, no sentido de beneficiar de uma autorização de deslocação de um número considerável de dirigentes e de treinadores, para participarem do simpósio a realizar-se na Turquia no corrente ano. A direcção da Federação pretende levar dirigentes e treinadores das Associações provinciais de ténis de Luanda e de Benguela, a fim de tomarem contacto com as novas técnicas de gestão e de treino desportivo, no quadro da massificação em curso em todo o país.
“O nosso plano de formação contempla todos os agentes ligados ao ténis para que estejam bem preparados na área técnica, administrativa e de liderança. Vamos atingir os nossos objectivos”, disse.
Matias Castro da Silva justificou que as restantes Associações provinciais, que dispõem de suporte financeiro para custear as despesas de alojamento e de formação, podem juntar-se ao grupo que vai a Turquia. A ITF promove a formação de superação técnica profissional dos administrativos, treinadores e atletas, em cada dois anos.

Para uma participação airosa da selecção nacional, o dirigente enalteceu a cooperação com Portugal na área de formação de dirigentes, que está cimentada desde o ano passado. Matias Castro da Silva realçou que todas as selecções nacionais apresentam bons níveis competitivos e o destaque vai para a sub-16, que conquistou o campeonato africano da categoria.No intuito de revalidar o título, a selecção nacional de sub-16 encontra-se em estágio em Portugal. Por esse facto, Matias Castro da Silva agradece o Ministério da Juventude e Desportos pelo apoio prestado à deslocação da delegação angolana às terras lusas e à participação no campeonato africano de Túnis.

AFRICANO DE SUB-16
Selecção nacional
estagia em Portugal


Eduardo Morais e Fernando André, integrantes da selecção nacional, prosseguem a preparação no estágio em Portugal, com vista a participação no Campeonato Africano de sub-16, agendado para 11 a 21 deste mês, na Tunísia.Os representantes nacionais, que cumpriram a primeira fase de treinos em Luanda, terminam a preparação em Portugal sobe a orientação do treinador Plínio Pedro, que também desempenha o cargo de secretário-geral da Associação Provincial de Ténis de Luanda. 

O director técnico da Federação Angolana de Ténis, João Sandra, disse que o empenho e a dedicação demonstrados pelos jogadores dão esperanças de resultados positivos e dignificação do país.“Trabalhámos durante um mês os aspectos competitivos e podemos sonhar com os cinco primeiros lugares. Estamos conscientes de que não vai ser fácil, pois vamos enfrentar adversários fortes. Contudo, acreditamos no potencial e na determinação dos nossos atletas”, disse. Os angolanos estão apurados para campeonato africano, depois de assegurarem  o terceiro e quarto lugares no Torneio Regional de

FORMAÇÃO
Genivaldo e Almeida
regressam a Luanda


O vice-presidente da Federação Angolana de Ténis, João Almeida, e o secretário-geral Genivaldo Dias, terminaram com êxito o primeiro curso de administração desportiva, em Gaborone, organizado pela Confederação Africana de Ténis. Para além da representação angolana, estiveram presentes  enviados de Moçambique, Lesoto, África do Sul, Zimbabwe, Suazilândia e a Botswana.

O encontro contou com a presença do presidente da Confederação Africana de Ténis (CAT), Tarek Cherif, de nacionalidade tunisina que preferiu o discurso de abertura, de acordo com Genivaldo Dias.Matérias como estrutura e organização de uma Associação desportiva, estilo de liderança, organização de um evento desportivo, o problema do doping e outros assuntos dominaram os temas do curso.
                                                               ROSA NAPOLEÃO

 

BENGUELA
Falta de treinadores preocupa Associação


A Associação Provincial de Ténis de Benguela está preocupada com a falta de formação de treinadores no país, depois do resgate do funcionamento da Federação Angolana de Ténis, liderada por Matias Castro da Silva.Em declarações ao Jornal dos Desportos, o presidente da Associação Provincial de Ténis de Benguela, Domingos Fortunato, manifestou a preocupação na Assembleia Geral ordinária e está satisfeito com a deliberação aprovada.

Duda Fortunato, como também é conhecido pelas lides desportivas, realçou que o ténis está a crescer em Benguela, o que exige a formação de mais treinadores. No último ano, mais duas equipas juntaram-se a outras duas, elevando para quatro o número de clubes em Benguela. Trata-se de Jackson Garcia e o Clube de Bananas do Cavaco, que competem com o Clube de Ténis de Benguela e a

SISTEC.

Os dois clubes trouxeram para a modalidade outras crianças, o que dificulta o processo de formação. Duda Fortunato assegurou que a Associação controla agora 100 atletas dos cinco a 12 anos e os poucos treinadores formados não respondem à demanda. Duda Fortunato afirmou que a sua Associação encontra dificuldades de estender o programa de massificação aos municípios de Benguela e às escolas públicas e privadas por falta de treinadores.

“Somos cada vez mais solicitados, mas não dispomos de respostas satisfatórias por falta de treinadores ou de monitores especializados em ténis”, disse.O presidente da Associação Provincial de Ténis de Benguela ressaltou que Benguela augura acolher uma prova nacional, a fim de dar oportunidade àqueles atletas com parcos recursos financeiros, mas dispõem de bom nível técnico e competitivo. Por outro lado, pretende demonstrar na prática a luta contra a adulteração de idades, um mal que afecta as competições dos escalões de formação no país.   MANUEL CARDOSO