Jornal dos Desportos

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Modalidades

Federação internacional discute futuro da F1

17 de Janeiro, 2014

Futuro da Fórmula 1 é debatido no dia 22 em Genebra numa reunião com representantes de todas as equipas

Fotografia: AFP

Ainda faltam cerca de dois meses para o início da temporada 2014, mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já está a pensar nas disputas futuras.
A revista britânica “Autosport” noticiou que a FIA convocou todas as equipas para uma reunião no dia 22, em Genebra, para analisar o futuro da modalidade.

A publicação afirma que ainda não foi definida a agenda do encontro, mas que se especula que devem se discutidas mudanças no regulamento apresentadas no ano passado, bem como os próximos passos da modalidade.

O principal tema em debate deve ser o novo tecto orçamental da Fórmula 1, uma vez que o objectivo da FIA é garantir que as actuais 11 equipas continuem em actividade nos próximos anos.  Os chefes da F1 concordaram na última temporada em adoptar um calendário novo e um sistema mais rigoroso de controlo de custos a partir de 2015.

 As equipas não precisam de negociar já o texto final da proposta, o que faz pensar que o tema central da reunião seja a definição das áreas cobertas pelo novo controlo.

Stefano Domenicali, mandatário da Ferrari, revelou no ano passado que a equipa italiana apresentou a proposta para o tecto orçamental ser individualizado, com cada escuderia a ganhar valores proporcionais às conquistas no Mundial.

“Apresentamos uma ideia para, ao contrário de termos uma divisão igualitária, fazermos algo diferente, pois estamos a falar de algo que apenas vai afectar os conjuntos grandes, não os pequenos, que estão prontos para morrer”, disse, na ocasião.

O chefe da Lotus declarou à “Autosport”, que noticiou a realização da reunião da próxima uma semana, referiu que o chefe da Lotus, Eric Boullier, dise que o grande desafio das equipas é garantir que o tecto orçamental provoque o máximo de equilíbrio possível entre os conjuntos, evitando que somente algumas escuderias tenham condições de obter bons resultados durante a temporada.

“Em princípio, temos de entender que apenas três ou quatro equipas se podem dar ao luxo de gastar duas a três vezes o orçamento médio do resto das equipas”, salientou.

“O problema não é o que eles gastam, pois, de certa forma, quanto mais gastam, melhor é para a F1, mas precisamos ter uma competitividade que permita que a maioria das equipas lute pelo pódio. Se houver sempre o mesmo vencedor, como tivemos no passado,  pode ser perigoso para a F1”, referiu.