Jornal dos Desportos

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Modalidades

Federaes boicotam encontro

lvaro Alexandre - 05 de Outubro, 2013

A realizao de torneios todos os fins-de-semana vai permitir o aumento das performances dos atletas nas competies internacionais

Fotografia: Jornal dos Desportos

As Federações de modalidades de combate boicotaram ontem em Luanda a realização do III Encontro, que tinha como coordenador o secretário-geral da Federação Angolana de Ju-Jitsu, Pedro Emous. Os representantes das Federações Angolanas de Boxe, Judo, Karaté Dó e Taekwan-dó furtam-se aos debates para o relançamento das políticas sustentáveis e de desenvolvimento dessas modalidades.

O encontro foi adiado para os próximos dias por  insuficiências de membros. Na hora marcada, apenas compareceram os representantes das Federações de Ju-Jitsu (anfitriã) e das Lutas.

O presidente da Federação Angolana de Ju-Jitsu, Zunzi Mdombaxi Sebastião, lamentou o comportamento dos outros membros.

“A ausência dos outros colegas na reunião que visava a criação de suporte documental,    no sentido de buscarmos o respeito de quem de direito e os instrumentos para relançamento do desenvolvimento integral das modalidades de combate, demonstra uma gritante falta de interesse dos servidores públicos”, desabafou.

“Talvez não estejam a sentir a necessidade que é imposta pelo actual contexto. O mundo está virado para as grandes   conquistas e as mesmas são fruto do trabalho e de aturadas lutas impostas pelos diferentes sectores do extracto social”, disse.

A escolha de uma nova data para efectivação do III Encontro das modalidades de combate está condicionada a reuniões preliminares.

“Não estamos em condições de decidir hoje (ontem) e vamos remarcar uma nova data. Apenas estão presentes duas federações e estão em falta a de Boxe, Judo, Karaté Dó e Taekwan-dó. Vamos fazer um trabalho de base. O consenso que for produzido vai definir o dia da próxima reunião”, determinou.

O vice-presidente da Federação Angolana de Lutas (Falutas), Mvemba André, disse que o objectivo do encontro é de associar todas as modalidades de combate para um único fim.

“O único fim é de juntar, controlar e criar a fraternidade na família do desporto de combate”, finalizou.


ADIAMENTO
Modelo de combate aguarda nova data


O novo modelo de competições e a necessidade de aumentar o orçamento para a massificação vão esperar mais alguns dias para serem aprovados no III Encontro das modalidades de combate, na sala de reuniões da Federação Angolana de Judo. Sob o lema “Infra-estruturas e orçamento das federações face ao novo modelo de massificação e competições das modalidades de combate”, o encontro liderado pelo secretário-geral da Federação Angolana de Ju-Jitsu, Pedro Emous, não se realizou por falta de quórum.

Os representantes de boxe, lutas, karaté, taekwon-dó, judo e ju-jitsu pretendem aprovar o novo modelo de competições. A realização de torneios entre diferentes academias todos os fins-de-semana, no sistema de todos contra todos, é o modelo a definir para aumentar o número de combates de cada atleta.

O coordenador do III Encontro das modalidades de combate, Pedro Emous, apela às entidades máximas do desporto nacional a olhar mais para as modalidades de luta, porque contribuem para a conquista de medalhas e elevam a nação nas competições internacionais.

“Gostávamos de receber maior atenção do Ministério da Juventude e Desportos, porque a verba que nos é disponibilizada é insuficiente para a massificação a 100 por cento. Pretendemos realizar actividades semanais para dar rodagem aos atletas e essas competições carecem de meios financeiros”, esclareceu.
ROSA NAPOLEÃO



JU-JITSU
Federação quer  controlo de mestres


O registo dos mestres e cinturões negros que exercem a actividade na modalidade de Ju-jitsu constitui a maior preocupação de Nzuzi Ndombaxi, presidente da Federação angolana.

O dirigente, que falava ontem ao Jornal dos Desportos, no 3º encontro dos desportos de combate, disse que a instituição está aberta para receber os mestres que pretendam fazer o registo.

“Estamos preocupados, porque não sabemos o número exacto dos mestres na modalidade. Existem muitas escolas e todas são orientadas por pessoas que não estão legalizadas na Associação provincial, nem na Federação. O nosso objectivo é mudar este quadro para termos um ju-jitsu organizado administrativamente”, disse.

Nzuzi Ndombaxi apelou aos mestres que não efectuaram o registo a reunirem os documentos para o efeito.

“Espero que este processo se conclua o mais rápido possível para o bem da modalidade. É importante lembrar que devem fazer-se acompanhar de toda a documentação pessoal”.


TREINADORES E ÁRBITROS
Pedro Emous
promete formação


O secretário-geral da Federação Angolana de Ju-jitsu, Pedro Emous, destacou ontem a necessidade da formação de treinadores, monitores e árbitros para uma nova dinâmica na formatura dos atletas.

Em entrevista ao Jornal dos Desportos, após a realização do 3º encontro das modalidades de combate, revelou que “alguns treinadores das academias são atletas que não têm graduação reconhecida na direcção federativa”.

“Grande parte dos monitores apenas adquiriram alguns conhecimentos nas escolas e isso só não basta para garantir a formação de bons atletas, pois são necessárias metodologias de treino e isso só se adquire com uma formação”, alertou.

Pedro Emous afirmou que a realização de acções de formação para aumentar o número de treinadores nas academias e escolas, a nível nacional, assim como o de árbitros, é a principal aposta da federação.

“Fizemos um estudo e constatámos a falta de treinadores e de árbitros capacitados nas academias. Em parceria com o Ministério da Juventude e Desportos decidimos organizar cursos intensivos de treinadores, monitores e de árbitros.
Rosa Napoleão