Jornal dos Desportos

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Modalidades

Federaes discutem a incluso de classes

Rosa Panzo - 16 de Novembro, 2016

Federao Internacional de Vela, que decorre em Barcelona

Fotografia: Jornal dos Desportos

A intenção de substituir as classes 470 (M e F), Laser Standard (M) e Laser Radial (F) por classes mais "clássicas" tecnologicamente avançadas (embarcações inovadoras com materiais compósitos, orçamentos astronómicos e equipamentos que ninguém tem neste momento em África) é um dos pontos em discussão na reunião anual da World Sailing (ex-ISAF) Federação Internacional de Vela, que decorre em Barcelona, desde o dia 5 do corrente.

Angola está representada no encontro por Nuno Gomes, vice-presidente da Federação dos Desportos Náuticos para a modalidade. Os representantes federativos mundiais lutam para garantir as classes de vela nos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020 as mesmas que estiveram  no Rio'2016.

"Depois de termos garantido no ciclo 2012-2016 a existência de quotas continentais nas qualificações olímpicas e conseguir que algumas classes (470 M, Laser e RS) tenham realizado em África os eventos selectivos para o Rio, continuamos com o objectivo de afirmar a presença do continente na elite mundial da vela", esclareceu.

Além da discussão dos destinos da vela nos próximos anos, o encontro também tem como objectivo eleger os novos corpos gerentes da World Sailing. Pela primeira vez, a instituição vai contar com um candidato africano, por sinal das Ilhas Seychelles, Alain Alcindor. Para além da presidência, o conclave vai eleger os ocupantes das sete vice-presidências. Para Nuno Gomes, independentemente de quem ganhe as eleições, a instituição angolana "pode continuar com a aposta feita nos dois últimos ciclos olímpicos, rumo a Toóquio'2020". Angola pretende lutar pela qualificação em 470 (M e F), Laser STD (M) e Laser RAD (F).