Jornal dos Desportos

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Modalidades

Federao Internacional promove formao para tcnicos angolanos

25 de Fevereiro, 2016

Presidente da Federao Internacional de Jiu-Jitsu foi recebido em audincia pelo secretrio de Estado do Desporto

Fotografia: kindala Manuel

O presidente da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro, João Silva, afirmou na terça-feira durante uma entrevista ao Jornal dos Desportos, que o órgão que dirige está muito interessado em ajudar Angola a alcançar os desafios de tornar-se numa potência da modalidade. O responsável brasileiro assegurou que a Federação promove desde segunda-feira uma formação para técnicos e árbitros, no quadro de um projecto para África.

 "É a primeira formação em África e viemos mostrar um pouco do serviço que estamos a tentar fazer desde 2002. O objectivo é que o continente africano passe a ter os Jogos Olímpicos como objectivo nos próximos tempos, para competir com o Jiu-Jitsu", adiantou-se a frisar o presidente da Federação Internacional, que justificou em seguida a aposta no continente.

"A gente sabe que em África o Jiu-Jitsu está a crescer e o importante é que todos os treinadores estejam credenciados para que a modalidade possa crescer. Estamos preocupados  com as regras utilizadas em Angola e em África, porque tal como as demais modalidades, o Jiu-Jitsu tem regras e quer os técnicos e os juízes devem saber", disse João Silva.

 O objectivo da presença da Federação Internacional no nosso país, de acordo ainda com o seu presidente, é ensinar a regras aos técnicos angolanos e credenciar o máximo de professores, tendo em vista o projecto de aumentar o número de participantes africanos nos próximos Jogos Olímpicos, previstos para 2020, no Japão. "Sabemos que há muitos praticantes e treinadores, mas não estão ainda credenciados na federação internacional e isso não contribui para que o país venha a afirmar-se no contexto internacional. A Federação está a tentar registar este número de técnicos de equipas, para sabermos quais os que estão a fazer um bom trabalho.

A nossa  missão é levar a modalidade aos Jogos Olímpicos para que possam fazer um trabalho forte e serem reconhecidos", disse. João Silva considera que hoje o Jiu-Jitsu Brasileiro em África não tem um modelo, cada um faz o que quer e há atletas com faixas diferentes a dar treino e não sabemos quantos praticantes temos em África. O líder federativo sublinha, por outro lado, que existe a preocupação da Federação em saber quem são os técnicos que ensinam a modalidade no continente e que qualificação têm para formar atletas.

 "Queremos saber quem são os juízes para que possamos amanhã indicar as pessoas para estarem à frente das equipas. A ideia é registar todo o mundo na Federação Internacional, para termos um controlo dos técnicos e formadores, sobre a idade, o tempo mínimo, a faixa que exibem os atletas, para que a gente possa ajudar e fazer com que o Ministério dos Desportos ajude os atletas nas viagens para competições".

Entretanto, o presidente da Federação Internacional, João Silva, e o vice-presidente da Federação Angolana de Jiu-Jitsu, Jildson Simões, foram recebidos na terça-feira em audiência pelo secretário de Estado do Desporto ,Albino da Conceição. A dupla de dirigentes do Jiu-Jitsu aproveitou o encontro com o governante para dar a conhecer os projectos da modalidade no contexto internacional.

 A massificação e a reorganização dos atletas para os Jogos Olímpicos de 2020 foram os grandes desafios apontados por Jildson Simões para os próximos anos. O vice-presidente da federação para o Jiu-Jitsu brasileiro deu a conhecer as condições em que a modalidade trabalha, desde a sua implementação no país. "A presença em Angola do presidente da federação internacional é uma mais-valia para a modalidade, uma vez que vai permitir um maior conhecimento das regras internacionais ainda desconhecidas pelos atletas nacionais. Estamos a realizar uma série de actividades com o senhor João Silva e que vai terminar neste sábado, com a realização de uma palestra e um curso para os treinadores", esclareceu Jildson Simões.